<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8435308767929292634</id><updated>2012-02-15T10:23:58.758-08:00</updated><title type='text'>Blog do Camillo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>blog do Camillo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02801390364050868436</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/-m66psSvuAxs/TiXb5mH1ZwI/AAAAAAAAAKY/0GuwL239XUk/s220/az%2B162.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>109</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8435308767929292634.post-7960169281780456136</id><published>2012-02-08T03:59:00.001-08:00</published><updated>2012-02-15T10:23:58.764-08:00</updated><title type='text'>Avião</title><content type='html'>Ontem cheguei a Campinas vindo do Rio de Janeiro a bordo de um EMB 195, um jato fabricado no Brasil. Não sei se por ser fabricado no Brasil, mas, o fato é que é o meu avião predileto. Durante a viagem lembrei-me dos tempos em que vivia pendurado nessas máquinas voadoras, sempre em busca do tempo que se perdia e então lembrei-me de duas passagens que ficaram na memória. A primeira aconteceu em uma viagem de volta de Belo Horizonte para &amp;nbsp;São Paulo. Naquela época a VASP ainda voava e como sempre fazendo jús ao significado do seu logotipo que segundo os entendidos significava &lt;b&gt;V&lt;/b&gt;iajando &lt;b&gt;A&lt;/b&gt;trasado &lt;b&gt;S&lt;/b&gt;em &lt;b&gt;P&lt;/b&gt;arar. Saímos de Belo Horizonte com cerca de meia hora de atraso e nosso destino era o aeroporto de Congonhas. Proximo a São Paulo o comandante nos informou que por causa do mau tempo, pousaríamos em Viracopos, em Campinas. A minha estimativa de chegada em casa que inicialmente era &amp;nbsp;as nove horas da noite, agora estava totalmente incerta. Naquele dia não &amp;nbsp;tinham sido programados pousos em &amp;nbsp;Viaracopos e por isso o aeroporto estava vazio ou seja, com sua infra estrutura bastante esvaziada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião pousou por volta das oito e meia e como era de se esperar, as malas demoraram a ser liberadas. Os passageiros que já estavam cansados com o atraso e o vôo desconfortável começaram a ficar muito irritados. No meio deles, despontava um nordestino que em altos brados, reduzia o prestigio da VASP à sua expressão mais simples. Não havia transporte terrestre e a empresa prometia que onibus viriam para nos levar a São Paulo Mas os onibus não chegavam e o nordestino ficava cada vez mais exaltado. Finalmente as malas chegaram ao terminal de passageiros e um funcionário da empresa aérea querendo acalmar o passageiro mostrou uma mala e perguntou se era aquela a sua bagagem. O nordestino muito irritado respondeu:" claro que não é porque bagagem de nordestino é jerimum". Nesse momento vi chegar um taxi e resolvi contratá-lo para me levar.&amp;nbsp;a São Paulo. Convidei um japonês, diretor de uma empresa japonesa que havia conhecido em São Paulo para se juntar a mim na viagem e para minha surpresa, o homem me chamava pelo meu sobrenome e eu não conseguia me lembrar do nome dele. Imaginem vocês o meu sufoco durante a hora e meia que durou a viagem tentando inutilmente me lembrar do nome do meu conhecido. Foi a hora e meia mais longa da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda foi inesquecível. Houve uma época em que minha vida profissional era dividida entre Rio e São Paulo. No Rio passava as segundas e sextas feiras do mês e o restante da semana em São Paulo, trabalhando em duas empresas distintas mas pertencentes ao mesmo grupo. Num desses dias de voltar ao Rio para terminar a semana dirigi-me ao aeroporto, mas, com a certeza de que teria problemas em voltar para casa. O dia estava cinza chumbo com a promessa de que o céu cairia sobre nossas cabeças. Como era de se esperar, o aeroporto estava fechado para pousos e decolagens e o avião no qual deveria voar era um bimotor turbo hélice da Sadia Transportes Aéreos. Após algum tempo de espera ouvi o alto-falante do aeroporto anunciar que o aeroporto estava aberto para decolagens de aeronaves quadrimotoras. Chamaram o nosso vôo para embarque. Estranhei porque nosso avião não era um quadrimotor, mas assim mesmo embarquei. Sentei-me numa das ultimas poltronas e notei que dois passageiros entraram atrasados e sentaram-se na poltrona imediatamente a frente da minha. Depois de uns dois minutos um dos passageiros levantou-se e foi sentar na ultima poltrona do avião. Logo em seguida, a comissária de bordo veio com um copo de água e um comprimido e entregou ao homem. Decolamos e depois de uns quinze minutos todo o mau humor de São Pedro derramou-se por cima do avião. Raios quase constantes e uma turbulência aterradora fazia o avião levar grandes tombos e tentar subir novamente dando a impressão que a subida era com grande esforço. Quase que imediatamente, o nosso homem da ultima poltrona começou a gritar em tom desesperado para o seu companheiro de viagem:&lt;br /&gt;- Mario você está vendo isso Minha mulher sempre &amp;nbsp;me disse para não viajar de avião e eu teimei. Agora o avião vai cair e nós vamos morrer!&lt;br /&gt;Mas o Mario estava petrificado de medo e nem respondeu. Aliás, não era só o Mario. Eu também estava muito preocupado porque o avião não conseguia se equilibrar. O pobre do comandante estava tendo trabalho imenso em mantê-lo no ar. Então, um tombo mais violento provocou &amp;nbsp;a queda do forro do teto da cabine e isso levou o nosso homem da últiuma poltrona ao pânico:&lt;br /&gt;- Mario, você está vendo isso Mario? O avião está se desmanchando Mario e nós vamos morrer!&lt;br /&gt;Apesar do meu medo, virei-me para trás e pedi a ele que evitasse gritar porque poderia gerar pânico a bordo e aí sim, morreríamos todos e ele, com uma fisionomia de terror me disse quase aos prantos:&lt;br /&gt;- Eu tenho medo de voar!&lt;br /&gt;Depois dessa epopeia chegamos finalmente ao Rio de Janeiro e já com o avião parado no terminal a comissária de bordo aproximou-se do homem da ultima cadeira e disse-lhe:&lt;br /&gt;- Não lhe falei que nosso comandante é um piloto experiente? É a primeira vez que viaja de avião?&lt;br /&gt;E ele respondeu:&lt;br /&gt;- É a ultima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Todas têm um denominador comum: uma enorme dose de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;otimismo&lt;/span&gt;. Hoje mesmo recebi um e.mail de uma das minhas filhas anexando uma palestra da Jane &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Fonda&lt;/span&gt; sobre o assunto. Todos têm razão: a terceira idade precisa de apoio, seja ele físico ou moral. Tenho repetido uma frase há muitos anos e ela diz: todos os dias, sob todos os aspectos vou cada vez melhor. Sou ou não sou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;otimista&lt;/span&gt; da terceira idade? Estou completamente inserido no contexto de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;espírito&lt;/span&gt; ascendente e físico descendente, mas, que soou estranho esse negócio de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;espírito&lt;/span&gt; ascendente, isso não tenho dúvida. Mas deixa isso pra lá. É bom deixar essa questão de subir ou descer pra depois, porque se for contar tudo aquilo que antes subia e agora só desce, vou sair no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;prejuizo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou agora com o  peso que tinha nos meus 30 anos mas infelizmente joguei fora as roupas que usava naquela época e agora tenho que refazer o meu guarda roupa. Perdi peso, cabelo, altura mas ainda sou capaz de algumas aventuras como por exemplo subir e descer de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;onibus&lt;/span&gt;, enfrentar os horários de pico do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;metrô&lt;/span&gt;, caminhar pelas calçadas do Rio de Janeiro o que por si só já é um feito memorável se você não cai. Lembro que a primeira vez em que descobri a minha aparente entrada na terceira idade foi quando uma simpática senhorita afastou-se da entrada do elevador e com toda gentileza deixou-me entrar na sua frente. Noutros tempos teria iniciado um papo com ela, mas, naquela altura, agradeci respeitosamente e assumi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;galhardamente&lt;/span&gt; a minha condição senhorial. Acho que a coisa mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;difícil&lt;/span&gt; é aceitar as limitações que a terceira idade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;impôe&lt;/span&gt;. Sempre disse que todas as vezes que olhava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;no&lt;/span&gt; espelho, via um garoto de 23 anos, mas, depois que entrei no banheiro para as providências do despertar  e por uma questão de iluminação não consegui ver o meu cabelo, o pânico instalou-se. A sensação de ter perdido todo o meu cabelo de  uma hora para outra foi simplesmente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;terrível&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira idade tem uma grande vantagem: elimina a rotina. Você nunca sabe como vai acordar no dia seguinte e o próprio fato de acordar já é gratificante. As dores que ontem me faziam companhia, hoje não estão mais. O joelho não está estalando, o joanete não dói e isso é sinal de que teremos bom tempo. Aguardar o amanhã é sempre um motivo de ansiedade. No meu caso, a ansiedade de cumprir o prazo estabelecido pelo médico de abstinência da cerveja e do whisky por causa do antibiótico foi enorme e vocês nem imaginam como foi alegre o último dia do remédio. Significava que no dia seguinte a cerveja voltaria ao meu convívio. Não é fantástico viver sem rotina? Mas tudo tem sempre dois lados. Por um lado, ter ficado longe da cerveja por mais de dois meses foi um grande sacrifício, mas, por outro lado o gosto da primeira cerveja depois desse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;período&lt;/span&gt; foi simplesmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;inesquecível&lt;/span&gt;. Quando estava no segundo terço da primeira idade, costumava tomar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;chopp&lt;/span&gt; no Bar Lagoa sempre de olho fechado e em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;direção&lt;/span&gt; ao Cristo. Mantive esse principio até hoje por questão de coerência e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço aqui uma ressalva em respeito aos meus filhos e mulher. Não sou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;pinguço&lt;/span&gt;. Sou apenas uma pessoa que adora os bons momentos que a vida me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;proporciona&lt;/span&gt; e, naturalmente, brindo sempre a esses momentos. Gosto de gostar das pessoas, dos animais, especialmente dos cães, das coisas porque isso é vida. E &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;tenham&lt;/span&gt; certeza disso: vivo cada momento feliz com muita intensidade e guardo todos eles na memória que ainda está na primeira idade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Movimento dos indignados, Ocupar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Wall&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Street&lt;/span&gt;, Marcha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;contra&lt;/span&gt; a covardia, invasão da reitoria da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;USP&lt;/span&gt; por um bando de ditos estudantes como protesto pela presença da Policia Militar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;campus&lt;/span&gt;, para garantir mais segurança e por aí vai.    Sem contar as noticias de "malfeitos", palavra usada pela nossa presidente para qualificar os furtos, desvios de verbas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;superfaturamento&lt;/span&gt; de obras publicas, aditivos de contratos com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;reajustes&lt;/span&gt; fantásticos, mordomias indevidas, comportamento anti ético, mentiras deslavadas de autoridades federais e muito mais. Divertidas porque, no meu cansaço de cidadão que vê esfumaçar a esperança de um país sério, só me resta achar graça da miséria. Quando se assiste ao depoimento de um ministro de estado que, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;desavergonhadamente&lt;/span&gt; qualifica de memória fraca a mentira evidente, que na televisão declara o seu amor pela figura da presidente e ao mesmo tempo desafia a sua autoridade, e tudo continua como dantes, só me resta rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentado nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;arquibancadas&lt;/span&gt; de madeira de um circo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;várzea&lt;/span&gt;, os artistas estão desfilando no picadeiro para a apresentação inicial. Lá estão os palhaços com suas golas imensas e seus sapatos fantásticos, dançando dentro das calças largas penduradas em suspensórios grotescos, lá estão os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;equilibristas&lt;/span&gt; e os trapezistas, lá está o mágico com sua cartola de onde podem sair coisas inesperadas, lá estão os domadores das feras, lá está o homem que passeia em uma roda só, chegaram os cavalos onde uma elegante amazona pula de um lombo para outro e principalmente o apresentador em roupas burlescas, anunciando ao indefectível "respeitável público". Esse circo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;várzea&lt;/span&gt; é grande. Ele acomoda 180 milhões de pagantes. Um público ávido por emoções e riso, pelas demonstrações de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;habilidade&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;equilíbrio&lt;/span&gt;, pela surpresa de ver sumir coisas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;objetos&lt;/span&gt; nas mãos do mágico.  Tudo isso é oferecido a mim e aos meus companheiros de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;arquibancada&lt;/span&gt; pela módica quantia de cinco salários &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;mensais&lt;/span&gt;, pago não por todos, mas, somente por aqueles que não têm ligação com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;proprietários&lt;/span&gt; do circo. A esses são entregues passes livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; tem inicio com o som da fanfarra que abre caminho para a entrada dos palhaços. Todos com voz estridente, nas suas vestes bizarras, contando histórias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;cômicas&lt;/span&gt; que, pelo absurdo levam o público a grandes gargalhadas. Encenam espanto, surpresa, alegrias e tristezas, mostrando o absurdo e o grotesco dos enredos. E o público aplaude o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;impossível&lt;/span&gt;. Quase ao mesmo tempo o homem da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;monocicleta&lt;/span&gt; demonstra toda a sua habilidade em pedalar no limite do desequilíbrio. E o público aplaude  porque ele tem um equilíbrio desequilibrado. Quando se pensa que ele cai, eis que surge uma manobra salvadora e ele é mantido no assento. E os palhaços continuam no picadeiro, ora encenando fugir da policia que os persegue por "malfeitos", ora rindo da policia por ser incapaz de capturá-los. Mas, o mágico é quem provoca maior admiração. A capacidade de fazer sumir coisas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;objetos&lt;/span&gt;, mesmo valores e alguns altíssimos, leva a audiência a uma quase admiração invejosa. Afinal, todos gostariam de fazer as mesmas coisas: tirar coelho da cartola, fazer sumir lenços, picar papeis e depois transformá-los em maços de dinheiro, fazer desaparecer assinaturas e depois achá-las em outros papeis, adivinhar o pensamento das pessoas e outras mágicas mais. Mas, o publico não tem acesso a esses conhecimentos e portanto se limita ao olhar de espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;equilibristas&lt;/span&gt; mantêm o público apreensivo. Os riscos de queda são grandes mas a rede de segurança está sempre lá para os amparar. São raros os casos de queda. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;equilibristas&lt;/span&gt; são mestres na sua arte e se mantêm por anos a fio, fazendo o que sabem fazer melhor: não perder a posição. Dizem que essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;atividade&lt;/span&gt; é considerada pelo dono do circo como muito importante porque garante sempre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;faturamento&lt;/span&gt;. Por isso, os donos do circo estão sempre atentos a que a rede esteja sempre firme. Os trapezistas também se beneficiam da rede de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;proteção&lt;/span&gt;. Balançam em seus trapézios e quando menos se espera, pulam e se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;agarram&lt;/span&gt; a outro trapézio. Não há diferença entre os trapézios. São todos iguais. Servem sempre para que o trapezista nele se agarre e possa voltar a sua base em segurança. Não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;impressionante&lt;/span&gt;? Tudo isso se desenrola aos nossos olhos, presenciamos todas as manobras, em alguns casos podemos até antecipar o que vai acontecer e ao fim do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;espetáculo&lt;/span&gt;, sempre tencionamos voltar quando o próximo circo se apresentar. A qualidade do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; pode não ser de primeira, mas, para a grande maioria da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;platéia&lt;/span&gt;, diverte e instrui. Quantos dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;platéia&lt;/span&gt; não se candidatarão aos lugares que o circo oferece? Afinal, o risco é grande, a responsabilidade é pouca e os ganhos podem ser muito compensadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, os desmentidos e as negações oficiais só são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;respaldados&lt;/span&gt; pela piada que segue.&lt;br /&gt;Uma esposa sabendo estar sendo traída pelo marido, promove um flagrante e descobre o marido na cama com uma mulher, ambos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;nús&lt;/span&gt; e em posição incontestável. Ao ver sua esposa adentrar o quarto o marido com ar surpreso e olhando para a amante exclama: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Ué&lt;/span&gt;, não é você não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Não fosse ela mineira! Solução típica da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mineirice&lt;/span&gt;. O Judiciário não gostou de não ter sido levado na devida conta quando a proposta do orçamento para 2012 foi apresentada ao Congresso, sem , a verba necessária para cobrir o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pleito&lt;/span&gt; dos magistrados de aumento salarial e mandou o recado a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Dilma&lt;/span&gt;. Ela, boa mineira, mandou um recado ao Congresso dizendo que o judiciário quer a verba, mas, para pagar o que eles querem, só tirando dos programas sociais. E aí aproveitou a oportunidade e encaixou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;possivel&lt;/span&gt; volta da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;CPMF&lt;/span&gt;, de triste memória, como solução para cobrir a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;falta&lt;/span&gt; de verba para o judiciário. Como sempre na história desse país, na hora de precisar de mais dinheiro, o governo tira do povo e depois diz que é tudo pelo social. Só se for naquelas sociedade em que um sócio tira o dinheiro e pede ao outro que reponha.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também hoje saiu a noticia de que o governo busca cobrar cerca de R$30 milhões de bolsistas que se beneficiaram de bolsas de estudo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;governamentais&lt;/span&gt; e que não cumpriram os termos das bolsas, seja por que não finalizaram os cursos ou porque não voltaram ao país. E os muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de reais que foram desviados dos ministérios dos transportes, da saúde, da educação, do turismo da agricultura e de quase todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;orgãos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;governamentais&lt;/span&gt;, contaminados por uma corrupção voraz que atingiu níveis nunca antes alcançados "na história desse país". Para esses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;bilhões&lt;/span&gt; o governo silencia para não prejudicar o vergonhoso jogo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;politicalha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cumpadreira&lt;/span&gt;. A popular troca de chumbo, quase igual aos favores cobrados pela Cosa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Nostra&lt;/span&gt;. Será que esse governo quer nos convencer de que o orçamento espelha a realidade do caixa oficial? Já vimos em épocas anteriores, um governo se dizendo sem sobras, realizar aportes de recursos bilionários no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;BNDES&lt;/span&gt;. E que tal os aumentos dos funcionários públicos que o Lula distribuiu no ano da eleição? Como é que o governo arranja verba para atender os amigos congressistas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Dilma&lt;/span&gt; diz que se tiver a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;CPMF&lt;/span&gt; ela pode resolver o problema da saúde. Mentira! O problema da saúde não depende de mais dinheiro. Depende de gestão séria que estanque os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;vazadouros&lt;/span&gt;, a gatunagem, a desfaçatez com que o dinheiro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;publico&lt;/span&gt; é tratado. O problema da saúde é mais complexo do que simplesmente mais verba para construir hospitais. Construir hospitais é simples, mas aparelhá-los e administrá-los é onde está o problema. Aparelhagem hospitalar está listada até na Internet, mas médicos, enfermeiras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;atendentes&lt;/span&gt; e toda a equipe que faz o hospital cumprir a sua missão precisa ser formada, treinada e bem paga. Não é a realidade da saúde no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os médicos dos hospitais públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais recebem salários irrisórios e estão submetidos a condições de trabalho absolutamente precárias. Como usuário de um hospital federal, ouvi do médico que fazia o acompanhamento do meu pós operatório que não podia cortar a ponta de um dos pontos na cicatriz porque não tinha nem ao menos, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;gilette&lt;/span&gt;. Disse-me ele que a coisa estava de tal modo que pequenos procedimentos não podiam ser realizados porque faltava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;novocaína&lt;/span&gt;. De outra feita, em hospital estadual, para fazer um exame de urina, colhi material em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;copinho&lt;/span&gt; de plástico de café porque os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;containers&lt;/span&gt; próprios para o exame simplesmente não existiam. Para resolver esse problema, não é preciso a  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;CPMF&lt;/span&gt;. O que é preciso é uma administração séria, que tenha tanto cuidado nas aquisições de material hospitalar quanto tem nas aquisições de grandes equipamentos como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;tomógrafos&lt;/span&gt; e outras máquinas sofisticadas. Na explicação do médico citado anteriormente, um tubo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;novocaíina&lt;/span&gt; que custa cerca de R$0,90 não rende comissão tão boa quanto um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;tomógrafo&lt;/span&gt;. Talvez seja por isso que existam tantos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;tomógrafos&lt;/span&gt; encaixotados enquanto outros estão paralisados a espera de uma manutenção que não acontece.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;At&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;quoque&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Catilina&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;abutere&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;patientia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;nostra&lt;/span&gt;? Será que um dia teremos um governo que não seja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Pinochio&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Morava em um grande iate, gostava dos bons restaurantes, era amigo de pessoas importantes e se contratado para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;assessorar&lt;/span&gt; em qualquer assunto, teria com certeza quase cem por cento de chance de sucesso. Um de seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;íntimos&lt;/span&gt; amigos o definia como o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;incorruptível&lt;/span&gt; corruptor. Fiquei absolutamente fascinado. Como um corruptor pode ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;incorruptível&lt;/span&gt;? Pois essa pergunta ainda está sem resposta, mas, talvez agora, com um verdadeiro tsunami de lama que tomou conta do Brasil, eu tenha a resposta. Tenho a impressão de que a coisa está tão intensa que, se colocar o meu dedo em qualquer lugar do mapa do Brasil, o mau cheiro se desprenderá. A ladroeira está desenfreada e cruel pois até merenda escolar está sendo roubada, para não falar de remédios, donativos para desabrigados das enchentes, casas populares que mal se mantêm de pé. Tudo pelo social diz o governo. Tem razão! A roubalheira tem preferência pelas verbas do tudo pelo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre digo que a bandalha veio nas caravelas do descobrimento e rapidamente se espalhou por Vera Cruz. Naquela época não havia Internet para divulgar os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;últimos&lt;/span&gt; procedimentos mas isso não impediu que o "brasuca" a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;adotasse&lt;/span&gt; e a implementasse com enorme rapidez. Há pouco, na discussão sobre a eliminação do sigilo para os documentos oficiais, os senadores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Collor&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Sarney&lt;/span&gt; apressaram-se em declarar-se contra a ideia. Por que será? Ambos são ex presidentes, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;defenestrado&lt;/span&gt; por "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;impeachment&lt;/span&gt;" e o outro famoso como o criador do plano cruzado que transformou os delegados da policia federal em "cowboys", caçando bois no pasto. Lembram do PC Faria? Pois é, alguém já disse que o esquema que ele montou hoje deveria ser julgado pelo tribunal de pequenas causas. O que haverá nos documentos oficiais que precisa ficar protegido sob o manto do sigilo? Será que o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;incorruptível&lt;/span&gt; corruptor também concorda com os dois senadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Patropi&lt;/span&gt; conta com 37 ministérios, e aqui uso o conceito das pesquisas de opinião dizendo, dois para cima e dois para baixo porque nunca se sabe se, enquanto escrevo algum novo foi criado. Cada um deles com uma miríade de chefes de gabinete, assessores, consultores, secretários e secretárias além de um pequeno exercito de ajudantes cuja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;nomenclatura&lt;/span&gt; não conheço e não quero conhecer. Como é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;possível&lt;/span&gt; a qualquer presidente manter-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;atualizado&lt;/span&gt; sobre o que ocorre no governo de sua responsabilidade? Sabemos que a estrutura da máquina publica brasileira é bem azeitada em relatórios que ninguém lê, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;dossiês&lt;/span&gt; que se vendem, atas de reuniões de grupos de trabalho que não chegam a resultado algum, relatórios de comissões que não concluem e quando concluem é geralmente para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;responsabilizar&lt;/span&gt; aquele que não pode se manifestar. O principio da unidade de comando está definitivamente comprometida quando a presidente titubeia em função de pressões externas. Como cobrar responsabilidade se todo mundo influencia as decisões? E os partidos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;políticos&lt;/span&gt;? São cerca de 32, dois pra cima ou dois pra baixo, ávidos por uma fatia do bolo nacional pois é lá que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;incorruptivel&lt;/span&gt; corruptor vai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;atuar&lt;/span&gt;. Quais são as linhas básicas desses partidos? Será que algum tem um plano de ideias ou são pura e simplesmente agremiações arrecadadoras de fundos onde se afunda a vergonha nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer que na China, os corruptos são sumariamente fuzilados. Acho que se isso acontecesse no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Patropi&lt;/span&gt;, a população seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;significativamente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;diminuída&lt;/span&gt; e o restante dela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;adotaria&lt;/span&gt; comportamento exemplar, não por honestidade, mas, simplesmente por medo! A lei muçulmana de cortar a mão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;ladráo&lt;/span&gt; transformaria o Brasil numa terra de manetas. Quando estourou o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;escândalo&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;mensalão&lt;/span&gt; do PT, o presidente e chefe dos 37 ministérios insistiu em dizer que não sabia, depois alegou que havia sido traído e finalmente proclamou triunfante que, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;mensalão&lt;/span&gt; não existiu e o que existiu foi uma tentativa de golpe por parte da oposição para tirá-lo do poder. Não é fantástico? E esse homem terminou o governo com oitenta por cento de aprovação por parte do povo. Então é válido pensar que o povo gosta da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;semvergonhice&lt;/span&gt;. E essa tese tem chance de se confirmar pois diariamente vemos noticias de merenda escolar sendo desviada da boca das crianças, os flagelados pela tragédia em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Teresópolis&lt;/span&gt; e Friburgo deixados na mesma situação há seis meses e que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;acontece&lt;/span&gt;? Nada! Absolutamente nada! Ninguém reclama, ninguém promove passeata e ao final, existe sempre a perspectiva de uma cerveja gelada porque Flamengo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Corintians&lt;/span&gt; vão jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo dizendo que estamos brincando de Cinderela. É a terra do faz de conta. As verbas publicas desviadas em todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;setores&lt;/span&gt; do governo, nos transportes, na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;saúde&lt;/span&gt;, na educação, na segurança, nas minas e energia, nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;esportes&lt;/span&gt;, nas cidades, enfim é uma septicemia politica como se o dinheiro publico &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;fluísse&lt;/span&gt; através de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;tubulão&lt;/span&gt; cheio de furos. O que fica pelo caminho é muitas vezes muito mais do que o que chega no destino. Enquanto isso pagamos os maiores juros reais do planeta, temos uma inflação crescente, um deficit publico &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;razoável&lt;/span&gt; e a perspectiva que lentamente se desenha de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;desindustrialização&lt;/span&gt; futura. Só quero saber quem no final vai pagar a conta dessa festa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Nos Estados Unidos assistimos a uma absurda queda de braço entre republicanos e democratas enquanto deixam aberta a porta para um fato inédito e impensável: a moratória americana. Isso tudo porque estão preocupados com as eleições de 2012. Pensei que estivessem (e deveriam estar) preocupados com a própria pátria. Na Europa a preocupação se concentra na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sobrevivência&lt;/span&gt; do Euro enquanto Grécia se debate na falência, Portugal pisa no freio para reduzir uma velocidade que já era reduzida para evitar juntar-se a Grécia. A Irlanda balança entre o rigor e a miséria e a Espanha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;impõe&lt;/span&gt; medidas severas de contenção de gastos, suprimindo benefícios que atingem a maior parte dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;espanhóis&lt;/span&gt;. Dizer que tudo isso resultou da crise de 2008 é uma forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;simplória&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;enfocar&lt;/span&gt; o problema. Até agora, vejo vários responsáveis: governos, bancos, corretores de valores, empresários e porque não dizer, o povo. Explico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos há já muitos anos assistindo a mudanças na geopolítica mundial, com conflitos diversos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;econômicos&lt;/span&gt;, sociais, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;étnicos&lt;/span&gt; onde a moral e a ética juntamente com falta de respeito aos direitos humanos foram e são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fatores&lt;/span&gt; proeminentes. O 11 de Setembro deflagrou uma guerra que se previa longa, baseada em ameaças de armas de destruição em massa inexistentes e que acabou minando as finanças estadunidenses. Sabemos e os governos americanos sempre souberam que o deficit publico dos Estados Unidos vinha com crescimento constante. As despesas com a guerra aumentaram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;significativamente&lt;/span&gt; a necessidade de recursos para sua manutenção, mas, enquanto o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;dólar&lt;/span&gt; é a moeda de referência no mundo, as cifras impressionavam mas não impediam a venda dos títulos americanos no mercado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;internacional&lt;/span&gt;. Mas existe um limite para tudo e esse limite chegou. A China, a maior credora dos Estados Unidos já pediu ao governo americano que tenha mais responsabilidade. O Brasil, o quarto maior credor não se pronunciou porque acho que quem tem telhado de vidro não se manifesta. Mas a guerra não responde &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sozinha pelos&lt;/span&gt; males americanos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Wall&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Street&lt;/span&gt; contribuiu muito para o drama &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;atual&lt;/span&gt;. Ganância e irresponsabilidade provocaram a crise do famoso "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;sub&lt;/span&gt; prime" que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;engolfou&lt;/span&gt; a maioria dos bancos americanos e europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governos portando a bandeira do social &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;adotaram&lt;/span&gt; politicas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;insustentáveis&lt;/span&gt; e convenceram os seus povos de que a carruagem não se converteria em abóbora depois da meia noite. É bom poder dar ao povo toda a assistência social necessária, especialmente na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;saude&lt;/span&gt; e na educação, mas, quando se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;infla&lt;/span&gt; a máquina estatal sob a desculpa de que os serviços &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;públicos&lt;/span&gt; precisam  ser suportados por funcionários eficientes, premissa que é verdadeira, alguém vai ter que pagar a conta e geralmente é o povo quem desembolsa através do pagamento de impostos. Aí, quando o orçamento publico não fecha porque o lado da receita é menor que o da despesa, o governo não tem outra saída que não seja a de aumentar impostos já que cortar gastos com a máquina estatal é sempre muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;difícil&lt;/span&gt;. E tem também o lado triste da crise:  cortar investimentos necessários deixando assim de devolver ao povo em obras de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;infraestrutura&lt;/span&gt; o que ele pagou em impostos. Fica sempre uma sensação de que fomos lesados e é isso o que estamos assistindo na Grécia, na Espanha, em Portugal, com violentas manifestações de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;insatisfação&lt;/span&gt; social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos vendo a sociedade pagando a conta das aventuras financeiras dos "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;genios&lt;/span&gt;" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Wall&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Street&lt;/span&gt; de forma cruel. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Famílias&lt;/span&gt; vendo seu sonho de casa própria desabar sob o peso do despejo. Chefes de família sem emprego, tendo que recorrer ao auxilio desemprego que também impacta as já combalidas finanças estatais. É como um circulo vicioso que se auto alimenta. Aqui no Brasil, festeja-se o desenvolvimento e o crescimento como uma tendência definitiva. Existe uma inflação resistente que o governo decidiu colocar na pasta de futuras providências. Enquanto se festeja o desenvolvimento, a educação, a saúde, as rodovias, os aeroportos, os portos, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;ferrovias&lt;/span&gt; estão em condições precárias, próprias de um país subdesenvolvido. Ontem o jornal publicava a opinião de um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;técnico&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;setor&lt;/span&gt; de transportes que avaliava em cerca de R$700 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;bilhôes&lt;/span&gt; a verba necessária para dotar o Brasil de um sistema rodoviário decente. E as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;ferrovias&lt;/span&gt;? E as escolas, e os hospitais, e os salários condignos de professores, médicos e enfermeiros, e as obras nos aeroportos que são uma vergonha nacional, e nos portos cuja operação é muito dispendiosa graças ao alto grau de sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;ineficiência&lt;/span&gt;, para não falar da necessidade de se investir na "insegurança publica". Será que temos dinheiro para tudo isso ou o orçamento nacional só tem dinheiro para pagar os altos salários dos marajás da republica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como desde 2002 temos vivido como nunca na história desse país, com a mentira veiculada nas asas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;polpudas&lt;/span&gt; verbas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;publicitárias&lt;/span&gt;, é melhor não entrar em carruagem porque podemos virar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;ensopadinho&lt;/span&gt; de abóbora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Ele foi capaz de em uma pequena frase definir o governo brasileiro: temos um &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;governante&lt;/span&gt; (Lula) e uma &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;governanta&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Dilma&lt;/span&gt;). Aliás foi ela mesma quem fez questão de assim ser chamada pois desde os primeiros dias de governo que ela insiste em ser chamada de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;presidenta&lt;/span&gt;. Pois é. E agora como governanta, tem um abacaxi para descascar que é de novo o ministro chefe da casa civil. Parece que esse cargo está encantado nos governos do PT. Primeiro foi o Zé Dirceu e agora o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Palocci&lt;/span&gt; passando por subordinados também conturbados como foi o caso da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Erenice&lt;/span&gt; Guerra. A chefia da casa civil parece  um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ateliê&lt;/span&gt; de alta costura onde se desenvolvem os modelos e são feitas as costuras e alinhavos para que o modelo se torne realidade. O segredo é a alma do negócio mas, na costura do segredo e no alinhavo do acabamento acontecem coisas misteriosas e muito pouco explicáveis. A corrupção é algo que recebemos entranhada no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;madeirame&lt;/span&gt; das caravelas que trouxeram Cabral e seu séquito. Os donatários das capitanias introduziram o tráfico de influência e a venda de favores, para não falar da casa real que fazia disso a sua fonte de renda, já que andava na penúria antes da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;colônia&lt;/span&gt; ser descoberta. Até a igreja católica representada por um bispo negociava o perdão dos pecados mediante contribuições que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;variavam&lt;/span&gt; de valor dependendo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;status&lt;/span&gt; do pecador. Foi penalizado mas não pela justiça oficial. Foi comido pelos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;índios&lt;/span&gt; talvez como investimento para o perdão dos pecados nativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa história está repleta de casos estranhos onde o dinheiro se multiplica sempre fora dos padrões normais, ou seja, como resultado de investimento ou de trabalho, mas, o que venho notando é o grau de sofisticação que os eventos estão atingindo. No passado, os desvios de verbas oficiais ou propinas iam parar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;diretamente&lt;/span&gt; nas contas bancárias dos beneficiados ou então eram representados por bens móveis ou imóveis e até mesmo em jantares ou viagens &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;internacionais&lt;/span&gt;, passando até por bacanais memoráveis. Eram tempos em que os poderosos não tinham receio dos jornais porque as informações não circulavam na velocidade que a informática propicia. Também havia a tecnologia do cinismo na qual o acusador fica sem resposta e corre até o risco de se tornar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ridículo&lt;/span&gt; pela insistência em acusar. Essa foi uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;técnica&lt;/span&gt; muito utilizada nos tempos da União Soviética onde os dissidentes depois de insistirem em continuar dissidentes eram internados em hospitais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;psiquiátricos&lt;/span&gt; e tratados como dementes. Aliás, naquele tempo e naquele país, para ser dissidente precisava mesmo ser um pouco louco. Mas, voltando ao Brasil, mesmo que o ganho oficial não justificasse o estilo de vida, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ninguém&lt;/span&gt; se incomodava em perguntar porque os valores ainda não tinham acompanhado o grau de desenvolvimento da economia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Brasil despontou como uma economia emergente, aí então os valores se ajustaram e a sofisticação teve que ser buscada porque afinal, as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;importâncias&lt;/span&gt; eram muito grandes e não mais podiam ser cinicamente ostentadas como resultado de uma competente administração dos proventos mensais. Brotaram então os PC Farias, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Valdomiro&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Diniz&lt;/span&gt;, e como rios acabaram desaguando no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;mensalão&lt;/span&gt;, um esquema muito sofisticado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;transferência&lt;/span&gt; de dinheiro, muito dinheiro, para contas de laranjas. Cabe aqui comentar o termo "laranja" que designa aquele que dá cobertura a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ações&lt;/span&gt; ou omissões pouco ortodoxas. Acho isso uma injustiça com a laranja. Fruta que nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;proporciona&lt;/span&gt; tanta &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;saúde&lt;/span&gt; como fonte de vitamina C. Só posso entender que usem a laranja com outro significado se, de novo, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;cinicamente&lt;/span&gt; se considerar que o laranja assuma o excesso de "vitaminas" das contas bancárias. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;mensalão&lt;/span&gt; envolveu funcionários de empresas estatais, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;agências&lt;/span&gt; de publicidade, empresas privadas, bancos e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;políticos&lt;/span&gt;. Os valores foram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;impressionantes&lt;/span&gt;, as acusações comprovadas, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;justificativas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;ridículas&lt;/span&gt; e no fim, 59 envolvidos aguardam a notória morosidade da justiça brasileira para terem seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;status&lt;/span&gt; definido. E para coroar a extrema desfaçatez, o Lula vem a publico acusar a oposição de tentar um golpe contra o seu governo. O pessoal do PT com ideologia vermelha gostou dos procedimentos descritos por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Soljenitzyn&lt;/span&gt; no seu "Arquipélago &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Gulag&lt;/span&gt;" e usa o absurdo como argumento politico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vem a vez do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Palocci&lt;/span&gt;. Ex prefeito de Ribeirão Preto por onde passou sem ficar isento de uma acusação de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;negócios&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;excusos&lt;/span&gt; com a turma do lixo, virou ministro da fazenda do Lula e teve o bom senso de seguir a risca, os ditames dos ministros do Fernando Henrique na condução da politica &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;econômica&lt;/span&gt;. Teve que abandonar o cargo depois de ter sido acusado e já &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;inocentado&lt;/span&gt;, de ter usado o seu cargo para invadir a privacidade da conta bancária do caseiro da casa onde alegadamente comparecia para encontros com a turma do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;lobby&lt;/span&gt;" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Brasilia&lt;/span&gt;. Foi inocentado mas a Caixa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Econômica&lt;/span&gt; declara agora que partiu do gabinete do ministro da fazenda a ordem para invadir a conta do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Francenildo&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Difícil&lt;/span&gt; imaginar que, ao ser acusado pelo caseiro, não tenha usado a sua influência para montar documentos que pudessem desmoralizar a testemunha de acusação. Ele é médico mas, com tantos advogados a volta, a ideia deve ter sido imediatamente considerada. Deixou o cargo mas deve ter pensado que seria um desperdício não usar a influência que três anos de ministro lhe propiciaram, e, fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;consultoria&lt;/span&gt; nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;nivel&lt;/span&gt; é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;atividade&lt;/span&gt; gratificante e muito lucrativa. Como médico, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;especializou&lt;/span&gt;-se em administrar recursos, muitos recursos. Afinal, porque não transferir essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;especialização&lt;/span&gt; para quem tem escassez de recursos? Foi muito eficiente e deve ter deixado as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;empresas&lt;/span&gt; tradicionais de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;consultoria&lt;/span&gt; muito frustradas em não ter em seus quadros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;gerenciais&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;alguém&lt;/span&gt; que em tão pouco tempo, pudesse gerar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;faturamento&lt;/span&gt; do tamanho do que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Projeto&lt;/span&gt;, empresa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Palocci&lt;/span&gt; gerou. É claro que as explicações virão, os documentos serão apresentados mas, não ao publico em geral mas àqueles a quem possam julgá-los procedentes. No Brasil, não se pune o poderoso pois para isso existem os bodes expiatórios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Só que o crioulo doido dos nossos dias não seria um afrodescendente mas sim um europeu. Desde que enfrentamos a crise internacional de 2008 com o conceito de "marolinha", na definição do nosso então presidente, ganhamos um novo protagonista das medidas econômicas, sempre em regime da mão para a boca. Desconfio até que talvez tenha sido ele, o inventor do processo das multiplas tentativas nas respostas do vestibular. Falo do nosso ministro da fazenda, cujo título aliás sempre me causou curiosidade: porque fazenda? Mas isso fica para depois. Voltando ao ministro, tem ele em seu ideário, a noção de que controles monetários podem ser inibidores do crescimento econômico e por isso devem ser evitados sempre que possivel. Durante todo o ano de 2009, o ministro tentou influir nas ações do Banco Central do Brasil para evitar as subidas dos juros interbancários como meio de frear as eventuais subidas dos indices de inflação. Suas tentativas foram sempre barradas pelo Henrique Meirelles que com ação firme e independente, manteve o curso da politica monetária. E o presidente de então, bom palanquista mas muito inteligente, nunca interferiu nas tomadas de posição do Banco Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2010, ano em que valia tudo para que a aposta do Lula não se mostrasse furada, a política de austeridade fiscal era um entrave nos planos eleitoreiros. Aí, um poder mais alto se alevanta e surge então o aprendiz de feiticeiro. Lembro dos meus tempos de empresa como se tornavam importantes os chamados "pintores de balanço" sempre que se aproximava o prazo final para a publicaçao dos relatórios financeiros das empresas. Pintor de balanço não era a melhor definição; melhor seria chama-los de maquiadores. Desses que transformam uma mulher feia em uma perfeição feminina. E durante o ano de 2010, assistimos o governo inventar soluções como capitalizar a Petrobras com a venda de campos de petroleo do pre sal, ainda submersos e intocados, claro que de forma mais rebuscada para que o povo não entendesse. E os sucessivos repasses de dinheiro publico a grupos empresariais através do esquema indireto de capitalização do BNDES, com taxas de juros subsidiadas, subsídio esse naturalmente pago pelos contribuintes. Foi com muita ênfase que o ministro deu suporte a teoria do presidente de que a injeção de crédito na economia iria ajudar a amenizar os efeitos da "marolinha". Em 2009 até que se justificava. Mas em 2010, a brincadeira começou a preocupar mas o ministro argumentava que o crescimento economico era importante para o país. E o dinheiro jorrou dos cofre publicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me preocupa muito é que esse jorro percorre uma tubulação muito cheia de vasamentos. É como uma rede de água antiga e sem manutenção. Os vasamentos são constantes e em muitos casos dificeis de detectar, porque a água vasada se infiltra pelo terreno e os usuários do sistema acabam recebendo só uma pequena parte do produto. Imaginem como é dificil manter e controlar uma rede de água que abastece o Brasil, partindo de Brasilia e atingindo 27 estados e 5.565 municípios, se a empresa responsável pela rede não tiver meios e interesse nessa manutenção e no seu controle? Então, o jorro de água de 2010 provocou tanto vasamento que o chão se inflou com tanto liquido. Então o governo estabeleceu dois passos para enfrentar o problema: fechar a torneira e drenar o chão. Veio o famoso ajuste fiscal de 50 bilhões de reais. Como começo de governo nada mais encorajador, mas, passada a surpresa, começaram as perguntas: se vão cortar como vamos crescer? O ministro garante que vai haver o corte mas paralelamente vai injetar dinheiro através novamente do BNDES para que projetos prioritários não sejam afetados. Vocês ja imaginaram como seria esse capítulo do livro do Stanislaw?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro quer seu lugar ao sol. Tentou enfrentar o Meirelles mas aconselhado ou não, enfiou a viola no saco. Ficou aborrecido com o presidente da Vale do Rio Doce porque ele demitiu o seu amigo Fiocca e fortemente ajudado pelo Lula, não sossegou enquanto não conseguiu tirá-lo da presidencia da empresa. Depois, contradisse o presidente da Petrobrás quando este afirmou que se o preço do barril de petróleo se mantiver nos niveis atuais, o aumento da gasolina será inevitável. Foi célere em dizer que não estão previstos aumentos de preços da gasolina. Como pode ele saber o que acontece com os custos da Petrobrás? Ou ele além de ministro é também gestor de custos da Petrobrás? Agora estamos com uma novidade. O preço do alcool combustível está práticamente nivelado ao da gasolina, eliminando portanto a vantagem de usar o etanol. Como reage o governo? Pensa logo em criar uma agencia reguladora para o setor sucro alcooleiro. Será que já esquecemos como foi ineficiente e pernicioso o IAA - Instituto do Açucar e Alcool? Mas, o que acho mais grave, são as recentes medidas para conter o crédito como forma de frear a evolução da inflação. Em primeiro lugar, o aumento do IOF (imposto sobre operações financeiras) vai levar a um encarecimento do crédito que certamente engordará o resultado financeiro dos bancos. As constantes medidas tomadas pelo ministro levam a pensar que ele não sabe como enfrentar o problema. Haja vista para o problema do cambio. Já aumentou o IOF várias vezes inclusive com relação ao prazo dos empréstimos em moeda estrangeira. Mas, vamos fazer um raciocínio aritmético: se os bancos podem obter linhas de crédito externo a juros de 6% ao ano e emprestá-los aos tomadores brasileiros a taxas muito acima de 16% ao ano, mesmo com o IOF a 6%, ainda sobra uma boa margem para o banco, sem falar das sobretaxas ( spreads) que cobram. Me parece que há uma tendência oficial de transferir para o setor privado a execução do ajuste fiscal já que como gestor da rede de distribuição de "água", sabe de antemão que os vasamentos vão prejudicar o resultado da ação. Não parece tema para livro do Stanislaw?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Na época, a noticia me deixou feliz porque estava afinal entrando naquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;seleto&lt;/span&gt; clube de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;babões&lt;/span&gt;, onde as gracinhas dos netos são contadas quase com os exageros das histórias de pescador. É quando se descobre que os netos são sempre mais cheios de graça do que os filhos, apesar de se repetirem as mesmas histórias. Apenas os netos nos isentam de acordar de madrugada para satisfazer a vontade de brincar que as crianças sempre têm em horas erradas. Mas a Marina, talvez sentida com o fato de não ver no avô, o deslumbramento esperado, evitava-me em altos brados. Não podia chegar a menos de um metro que ela abria o berreiro. Depois veio o segundo neto, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Felipe&lt;/span&gt;, tratado pelo pai com um carinho que emocionava e me dava complexos. Sentia que não tinha dado a ele o que ele dava ao filho, isto é, dedicação total e o sentimento de culpa logo se instalava. Mas, como dizia o Saint &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Exupery&lt;/span&gt;, nada é perfeito e eu sou um bom exemplo disso. Esse reconhecimento me autorizava a colocar a culpa em um escaninho temporário até que outro fato o tirasse de lá e voltasse a me assombrar. Não tinha com os meus dois netos um convívio muito estreito porque morando em São Paulo, só os via em esporádicas vindas ao Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase dez anos após o nascimento da Marina recebi a noticia de que mais um neto chegaria e o Pedro apresentou-se. Lembro do dia do seu nascimento. Foi muito preocupante porque logo após chegar ao berçário, a pediatra que o assistia determinou que o Pedro tinha que ser internado imediatamente em uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;UTI&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;neo&lt;/span&gt; natal. Felizmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;conseguimos a&lt;/span&gt; internação e o problema foi finalmente resolvido. Logo em seguida fui brindado com mais uma neta, a Clara. Por terem uma diferença pequena de idade, Pedro e Clara são unha e carne com a natural &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;reação&lt;/span&gt; de intenso amor e ódio. Pedro, a exemplo dos garotos que começam a descobrir a magia do futebol já foi torcedor de pelo menos três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;times&lt;/span&gt; e agora parece que se fixou no Flamengo a exemplo do tio, do primo e do avô. A Clara nunca declarou-se torcedora, mas, como boa representante do sexo feminino, tem a extrema capacidade de deixar o irmão desorientado com suas manobras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sutís&lt;/span&gt;. Eu sempre digo que o homem, na sua brutal insensibilidade, não tem a menor chance de entender o pensamento feminino e com isso, vai ser sempre uma presa fácil dos caprichos do sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos depois da Clara, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;time&lt;/span&gt; feminino foi reforçado pelo nascimento da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Isabella&lt;/span&gt;, dessa vez mais longe ainda. É a minha neta americana, nascida em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;New&lt;/span&gt; Jersey. Aí a coisa ficou mais complicada do que ter netos no Rio e morar em São Paulo. Dessa vez eu morava no Rio mas a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Isabella&lt;/span&gt; estava muito longe. Fiquei na expectativa de uma vinda dos pais ao Brasil para então matar a saudade. A distancia provoca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;reações&lt;/span&gt; interessantes. Sinto não presenciar as gracinhas que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;babões&lt;/span&gt; gostam de contar, não pelo fato de não ter as histórias, mas simplesmente por não poder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;vivenciá&lt;/span&gt;-las. As gracinhas me chegam por e.mail e são devidamente armazenadas para quando a saudade aperta. Os outros netos estão mais próximos e é mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;fácil&lt;/span&gt; vê-los. Mao o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;time&lt;/span&gt; feminino não ficou muito tempo em vantagem porque o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Kurt&lt;/span&gt; chegou ano passado. Me faltava ainda a experiência de compensar a felicidade de mais um neto com a tristeza de menos um filho. Outro neto americano e mais de 9.000 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;quilometros&lt;/span&gt; a nos separar. Não tive muito tempo para me recuperar e a noticia de que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;time&lt;/span&gt; feminino aumentaria me surpreendeu. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Julia&lt;/span&gt;, outra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;americaninha&lt;/span&gt; nasceu no dia de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho sido um babão tradicional. Sou mais um babão cibernético. As emoções me são transmitidas via computador, uma máquina que tem se mostrado muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;compreensiva&lt;/span&gt; com a minha permanente expectativa de novas noticias e novas gracinhas. Tenho conseguido ver a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Julia&lt;/span&gt; pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Skype&lt;/span&gt; e é muito engraçado perceber como ela procura descobrir a origem da voz que fala com ela daquela geringonça que um dia vai ser sua principal aliada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Isabella&lt;/span&gt; falou comigo ao telefone e a emoção é bastante forte, mas, a saudade só aumenta. Acho que a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;distancia&lt;/span&gt; cria a sensação de muita saudade. Como Friburgo está mais próxima do Rio de Janeiro, a saudade é do tamanho de duas horas e meia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;onibus&lt;/span&gt;, mas, a saudade de nove horas de voo fica muito maior. Muitas vezes me surpreendo com pensamentos analíticos sobre como conduzi minha vida até que cheguei a situação de não estar perto dos meus filhos e netos e, durante esse processo, sentimentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;conflitantes&lt;/span&gt; se instalam, com alternância entre críticas acerbas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;justificativas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;candentes&lt;/span&gt;. Decidi que não adianta alimentar esse tipo de guerra para evitar transformar-me em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;refém&lt;/span&gt; das recordações. Já vivi, já criei, já destrui, já criei de novo, já destrui de novo. Durante todos esses ciclos, fui muito feliz, sofri desilusões, fantasiei esperanças, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;vivenciei&lt;/span&gt; sofrimentos, encarei a vergonha, realizei minha fraqueza, reagi ao insucesso simplesmente para me manter vivo. A vida por mais dura que seja, ainda propicia momentos de extrema felicidade como viver a gratificante  inocência das minhas crianças. Minhas com a devida anuência dos pais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Pelo menos há duas semanas e não foi no Rio de Janeiro. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;carnaval&lt;/span&gt; brasileiro começa sempre em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Brasilia&lt;/span&gt; e só depois é que se espalha para os outros lugares. Quer ver? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Maluf&lt;/span&gt; foi nomeado para a comissão da reforma politica da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;câmara&lt;/span&gt; dos deputados. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tiririca&lt;/span&gt; foi nomeado para a comissão de educação e cultura e o João Paulo Cunha, aquele que mandou a mulher descontar o cheque do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mensalão&lt;/span&gt; é o presidente da comissão de constituição e justiça. O tal do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Sader&lt;/span&gt; que estava todo animado pois ia ser nomeado para Presidente da Casa de Rui Barbosa, classificou a sua nomeadora de autista. Foi em agradecimento? Isto é ou não é um grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;carnaval&lt;/span&gt;? Que saudade tenho das cronicas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Sergio&lt;/span&gt; Porto ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Stanislaw&lt;/span&gt; Ponte Preta. Quando compôs o samba do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;crioulo&lt;/span&gt; doido, mal sabia ele que estava descrevendo o Brasil com tanta propriedade. Aliás, nos tempos de hoje, aquele samba teria que mudar de nome: seria o samba do afro descendente deficiente mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a ideia do momento é usar os ex presidentes para representar o Brasil em eventos no exterior, a exemplo do que faz o governo americano. Acho a ideia pertinente. Vamos mandar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Sarney&lt;/span&gt; mediar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;insatisfação&lt;/span&gt; dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;súditos&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;khalifa&lt;/span&gt; de Omã. Com a experiência que tem, vai ensinar ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;khalifa&lt;/span&gt; como ser dono de tudo e manter o povo satisfeito. Afinal, não é isso que acontece no Maranhão? O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Collor&lt;/span&gt; seria o representante sob medida para negociar o fim da guerra civil na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Líbia&lt;/span&gt;. Bastava ensinar ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Khadafi&lt;/span&gt; aquele olhar fulminante que fez com que o pobre do Pedro Simon ficasse com medo dele. Garanto que o povo líbio também ficaria com medo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Khadafi&lt;/span&gt; se ele conseguisse fazer igual ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Collor&lt;/span&gt;. O Itamar poderia auxiliar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Berlusconi&lt;/span&gt; a se safar do processo em que é acusado de se aproveitar da"ingenuidade" das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;menininhas&lt;/span&gt; menores de idade. Depois daquela foto da menina sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;calcinha&lt;/span&gt;, de mãos dadas com ele no camarote da Marquês de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Sapucaí&lt;/span&gt;, ele poderia ensinar ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Berlusconi&lt;/span&gt; a sair dessas enrascadas sem perder o lugar. O Fernando Henrique seria o homem indicado para mediar o conflito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;arabe&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;israelense&lt;/span&gt; pois, com sua formação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;antropólogo&lt;/span&gt;, poderia facilmente convencer os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;palestinos&lt;/span&gt; que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;israelenses&lt;/span&gt; já estavam onde estão, muito antes deles. Assim, a paz seria celebrada e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;palestinos&lt;/span&gt; viveriam felizes para sempre, atrás do muro da faixa de Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou faltando o Lula. Mas esse é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;coringa&lt;/span&gt;. Ele entra em qualquer mediação em que seja necessária a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;transferência&lt;/span&gt; de responsabilidade e a negação do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;óbvio&lt;/span&gt;. Poderia até ajudar também o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Berlusconi&lt;/span&gt;. Com certeza convenceria até as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;"menininhas&lt;/span&gt;" menores de idade que tudo o que estão dizendo não passou de um sonho e que nada aconteceu, ou então, que tudo não passa de uma armação dos adversários na preparação de um golpe contra o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;cavalieri&lt;/span&gt;" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Berlusconi&lt;/span&gt;. Mas acho que seria melhor aproveitado se fosse ajudar o presidente da Costa do Marfim, que perdeu as eleições mas se recusa a deixar o poder, a dar posse ao seu adversário e passar a cobrar boas somas para palestras sobre como manter o poder por longo tempo, atravessar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;escândalos&lt;/span&gt;, evitar golpes e deixar o poder com altos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;índices&lt;/span&gt; de aprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, nunca na história desse país, tivemos um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;período&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;carnavalesco&lt;/span&gt; tão bem organizado. Os figurantes fizeram a sua apresentação, ganharam muito dinheiro com a festa, cobraram caro pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; e terminaram a festa com os espectadores muito satisfeitos. Isso é o que eu chamo de organização perfeita de um evento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Tudo o que faz sentido é no Brasil deixado de lado. O que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;adota&lt;/span&gt; é o avesso da lógica. O exemplo mais perfeito é o caso do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;mensalão&lt;/span&gt;. O maior esquema de corrupção já conhecido na politica brasileira, feito para garantir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;mesadas&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;políticos&lt;/span&gt; para amolecer as respectivas colunas vertebrais, está sendo insistentemente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;rebatizado&lt;/span&gt; de golpe contra o governo Lula pelo próprio Lula e pelo PT. Um esquema que nasceu no Palácio do Planalto, chefiado pelo então ministro da Casa Civil da Presidência envolvendo dirigentes do partido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;governamental&lt;/span&gt;, que movimentou vastas somas de dinheiro, que produziu bizarros acontecimentos ( &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;dinheiro&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cueca&lt;/span&gt;) está sendo vendido ao pobre povo brasileiro como uma conspiração, um golpe, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;conluio&lt;/span&gt; para prejudicar o pobre Lula. Até mesmo essa versão é ambígua: será que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;conluio&lt;/span&gt; foi do próprio PT? Mas nesse caso o Lula não é PT? A semana que passou mostrou que a versão ganha força quando um dos envolvidos, arrolado como &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;réu&lt;/span&gt; do processo que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;tramita&lt;/span&gt; no Supremo Tribunal Federal, é conduzido pelo PT ao cargo de presidente da Comissão de Constituição e Justiça da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Câmara&lt;/span&gt; dos Deputados. Realmente, chamaram a raposa para tomar conta das galinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura do jornal me obriga a engolir noticias que só fazem mal a qualquer metabolismo. Um juiz de direito, aproveita-se da sua condição para exigir excepcionalidade. Claro, no país do avesso, um juiz não precisa pagar a sua gulodice pois a honra é do restaurante que o recebe. Me pergunto até se ele não teria solicitado pagamento do restaurante pelo privilégio de tê-lo no seu recinto. Lojistas disseram que ao pegar vinhos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;champagnes&lt;/span&gt; nas lojas, esse juiz diz que o pagamento não pode ser cobrado. Afinal, ele é juiz! Num país normal, um juiz é aquele que decide questões de direito, estabelece sentenças e impõe penalidades. Mas, no país do avesso, ele não precisa fazer nada disso. Apenas deve se aproveitar do cargo que tem. É para isso que ele está sendo pago com dinheiro que nós, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;contribuintes&lt;/span&gt; lhe damos. No país do avesso, nós os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;contribuintes&lt;/span&gt; só temos um direito inalienável: o de pagar. Todos os outros direitos não constam da constituição do país do avesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por acaso você precisar da policia, pense bem antes de recorrer a ela. Depois que delegados e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;sub&lt;/span&gt; delegados são acusados de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;conluio&lt;/span&gt; com bandos criminosos, venda de armas e munições apreendidas de traficantes e repassadas a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;milícias&lt;/span&gt;, avisos para que bandidos estejam prevenidos de operações policiais e provavelmente muitas outras atitudes que não chegam ao nosso conhecimento, não tenha certeza que a policia vai lhe ajudar. Lembro de uma história  em que o governador do Estado de São Paulo, na época o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Ademar&lt;/span&gt; de Barros, decidiu dotar a policia da capital de carros de rádio patrulha. Como o orçamento estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;exaurido&lt;/span&gt;, provavelmente pelos sucessivos "saques", recorreu aos empresários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;paulistas&lt;/span&gt; para que, através de suas doações, pudesse adquirir as viaturas. O Conde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Matarazzo&lt;/span&gt; negou a pretensão do governador alegando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;corretamente&lt;/span&gt; que a obrigação de garantir a segurança publica era do estado. Numa estranha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;coincidência&lt;/span&gt;, o Conde teve sua casa assaltada e muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;objetos&lt;/span&gt; valiosos furtados. A Condessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Matarazzo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;incorformada,&lt;/span&gt; solicitou ajuda do governo que lhe disse que, por falta de ajuda de alguns empresários, entre eles o seu próprio marido, não dispunha de condições para resolver o problema. A Condessa garantiu ao governador que se os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;objetos&lt;/span&gt; fossem recuperados, certamente o seu marido, o Conde contribuiria com duas viaturas de rádio patrulha. Alguém vai perguntar se os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;objetos&lt;/span&gt; foram recuperados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho bordão do "você sabe com quem está falando?" já ficou velho. Hoje, com a televisão e a Internet eles não perguntam mais. Simplesmente fazem o que o juiz faz. Pega e leva o que quer. Seu carro não precisa placa de identificação e ele não precisa da carteira de motorista. Afinal ele é ou não é  juiz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Aquele casario colonial que abrigou muitas alegrias, dramas, infidelidades, traições, crimes, bisbilhotices, encenações e tudo o que uma comunidade pode produzir, e que, apesar do tempo, continua a atrair a atenção daqueles que gostam de  ver o passado e imaginá-lo no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passear pelas ruas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Tiradentes&lt;/span&gt; requer muita atenção, não só ao casario mas também e principalmente ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;calçamento&lt;/span&gt;. O famoso "pé de moleque" é um desafio aos tornozelos dos incautos e pode encurtar a visita inesperadamente, mas, é muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;charmoso&lt;/span&gt;. Aquelas grandes pedras, colocadas sem a preocupação do nivelamento também desafiam as suspensões dos carros que se aventuram a percorre-las. Aliás, a maior parte das ruas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tiradentes&lt;/span&gt; hoje são ruas de pedestres, uma ideia assaz inteligente porque, não há nada melhor do que caminhar para se conhecer uma cidade. Caminhar pelas ruas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tiradentes&lt;/span&gt; é caminhar pela história do Brasil, com seu povo, seus costumes, suas peculiaridades, sua linguagem bem marcada pelo famoso "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;uai&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sô&lt;/span&gt;". Tem também o lado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gastronômico&lt;/span&gt; que espelha a sempre boa acolhida que o mineiro dispensa a seus visitantes, com mesa farta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;quitutes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;imperdíveis&lt;/span&gt;. O convite para um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cafezinho&lt;/span&gt; mineiro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;inclui&lt;/span&gt; na maior parte das vezes, broa de milho, queijo de Minas, pão de queijo, pão francês, coalhada, geleia, leite e finalmente o café. De fato, a comida mineira é um convite ao pecado da gula e nada melhor do que uma boa cachaça para equilibrar a digestão, especialmente se a dita for de Salinas. Para os aficionados, um bar na praça de entrada da cidade oferece uma excelente e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;diversificada&lt;/span&gt; lista de boas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;cachaças&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a desculpa de falar sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Tiradentes&lt;/span&gt; foi para falar do interesse que as antiguidades despertam em nós. Lá, os antiquários são abundantes oferecendo toda sorte de coisas, como mobiliário, lustres, imagens, talheres, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;utensílios&lt;/span&gt; diversos, enfim uma diversidade que atende a todos os gostos.  A procura é intensa e há até quem se considere viciado pela busca constante de oportunidades de compra. Já vi um amigo ficar desesperado porque não havia comprado o que queria no sábado em que vira o tão precioso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;objeto&lt;/span&gt; e no domingo, com a loja fechada corria o risco de ficar sem o que queria. Porque será que nós, os antigos, não despertamos nos outros a mesma ansiedade de ter ou de estar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;próximo&lt;/span&gt;? Afinal, somos dotados de fala, nos locomovemos, na maior parte das vezes podemos até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;providenciar&lt;/span&gt; a auto entrega, eliminamos as incertezas de perdas no transporte, temos história vivida para contar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;inteligência&lt;/span&gt; para discernir o certo do errado, aprendemos o quão importante é ouvir e sempre estamos prontos a isso, nos mostraram que falar é prata e calar é ouro. Claro que podemos apresentar falhas de comportamento que acredito sejam, na maior parte das vezes, totalmente involuntárias. Assim como as antiguidades vendidas nas lojas muitas vezes necessitam dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;serviços&lt;/span&gt; dos restauradores, nós também precisamos dos nossos restauradores. Muitas vezes, durante nossa vida, entramos em museus e escutamos compenetrados as histórias contadas pelos guias mas, quando um antigo se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;dispõe&lt;/span&gt; a contar sobre suas experiências, as atenções são imediatamente desviadas. Qual a diferença entre a história do museu e a nossa? O tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que construiu o valor, a fama, o interesse e principalmente os mitos. A Mona Lisa há séculos desafia as interpretações, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Venus&lt;/span&gt; mesmo sem os braços provoca admiração, Moisés está lá até hoje se preparando para falar, as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;pirâmides&lt;/span&gt; resistiram a terremotos e saques, a esfinge é um enigma, a biblioteca de Alexandria provoca saudades porque não podemos recuperá-la do mar. Meu avô foi educado no Caraça, fazia citações em Latim, coisa que eu não entendia e achava desnecessário entender porque era uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;língua&lt;/span&gt; morta, mas, foi graças ao Latim e o Grego que ficamos sabendo do pensamento dos grande filósofos. Meu avô não teve chance de me contar a sua história mas hoje acho que teria sido muito importante ouvi-la, talvez até para evitar cometer erros.&lt;br /&gt;Algumas vezes me ocorre a ideia de que as gerações se seguem, mas, o comportamento humano não acompanha a evolução dos tempos. As nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;reações&lt;/span&gt; são antigas, os nossos desejos são os mesmos, vestidos com roupagem moderna, o nosso comportamento frequentemente se iguala ao dos mais primitivos seres, e mesmo a nossa linguagem por vezes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;involui&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dar a impressão que estou a procura de um museu ou de um curador. Ainda sou capaz de tomar as minhas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;próprias&lt;/span&gt; decisões, embarcar nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;onibus&lt;/span&gt; e trens do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;metrô&lt;/span&gt; sem braços amigos, participo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;, discuto futebol, falo mal dos governantes e posso votar, acompanho os acontecimentos mundiais, leio livros variados, gosto de musica clássica e algumas populares e tudo isso eu não teria em um museu. Lá eu certamente teria a companhia do silêncio e a admiração dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;crédulos&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Vivia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;em uma&lt;/span&gt; terra onde as pessoas se comportavam com responsabilidade, assumiam seus afazeres sem culpar outros por suas dificuldades, seus erros eram confessados &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;publicamente&lt;/span&gt; e aceitavam as criticas com interesse para poder melhorar a sua performance. Tinham como meta o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atingimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do interesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;coletivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e desprezavam aqueles  que só se preocupavam com interesses individuais. O sonho tinha tudo para ser um sonho bom, mas, confesso que acordei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sobressaltado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Acho que estou me tornando uma cobaia de laboratório, daquelas que são expostas a um condicionamento e que acabam se transformando em verdadeiras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;automatas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Acordei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sobressaltado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; porque o sonho que eu estava vivendo, comparado ao meu condicionamento de cidadão brasileiro, parecia um pesadelo pela sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;surrealidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;possível&lt;/span&gt; alguém em sã consciência assumir a responsabilidade por algo que traga &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;prejuízos&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;setores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da sociedade? É exigir demais de um ministro de estado que adie as suas férias até que o problema seja resolvido. Por que iria ele deixar de comemorar o seu aniversário junto com a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;família&lt;/span&gt; só porque cerca de 6.000 jovens estudantes estavam incapacitados de realizar sua matricula na universidade devido a problemas criados por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;órgãos&lt;/span&gt; dos quais é responsável? Claro que esses estudantes podem esperar o próximo ano e aí, sem problemas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;efetivar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; suas matrículas. São &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;egoístas&lt;/span&gt; e não entendem que no seu aniversário, o ministro precisa soprar as velas do seu bolo na tranquilidade do seu lar. Por isso, quando vi que no meu sonho tal situação seria resolvida com o afastamento sumário do ministro, achei que era um pesadelo e acordei. Mas, estou triste porque soube que o ministro adiou as suas férias quando a chefe dele, a Sra. Presidente achou que ele não devia se ausentar do seu cargo nesse momento. E agora? O bolo já estava com as velas acesas! Quem vai apagar as velas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve também uma outra razão para que eu acordasse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sobressaltado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. No sonho, as pessoas aceitavam as criticas e se dispunham a corrigir os problemas sem culpar alguém por eles. Como é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;possível&lt;/span&gt; isso? Dentro do meu condicionamento de cidadão brasileiro, entendo que se existem problemas, alguém os criou mas são antigos e descurados por outros. Não se pode por exemplo exigir de um administrador publico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atual&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que assuma o trabalho de solução do problema sem culpar predecessores. É natural que o administrador se preocupe sempre em atribuir a responsabilidade a alguém em vez de procurar solucionar o problema. É aí que o meu sonho se torna um pesadelo. Não consigo entender que procurar a solução seja mais importante do que descobrir um responsável. Não, o meu condicionamento de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;brasilidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; exige que o responsável seja apontado primeiro, a solução pode esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chega de eufemismos. Essa questão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;transferência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de responsabilidade é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;diretamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;proporcional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ao grau de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;mediocridade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do agente que a transfere. Na empresa privada, o executivo está lá para resolver problemas e implementar soluções. A empresa não remunera o tempo gasto na caça às bruxas. Antes pelo contrário, cobra o custo do caçador. A empresa não pode esperar que uma reunião seja convocada e que um grupo de trabalho seja nomeado para esclarecer de quem é a culpa de qualquer problema. Grupos de trabalho são a melhor maneira de se emperrar o processo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;administrativo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. O executivo está sendo pago para atingir metas e para isso tem que contar com sua equipe. Montá-la é sempre um teste da sua capacidade de liderança e de seu grau de discernimento e análise. Na empresa é sempre um risco para o executivo culpar um subordinado por problemas já que pode indicar falha na avaliação do subordinado, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;ausência&lt;/span&gt; de controles adequados e fraqueza de liderança. No serviço publico isso não existe porque os critérios &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;utilizados&lt;/span&gt; na montagem do quadro de pessoal nunca levam em consideração a adequação do indivíduo à função. Existe sempre a questão dos interesses individuais ou partidários e aí, a qualidade é substituída pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;conveniência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e quase sempre, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;mediocridade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é o resultado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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E passaram também pela minha cabeça as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;justificativas&lt;/span&gt; das autoridades responsáveis, idênticas em seu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;conteúdo&lt;/span&gt;: o volume de chuva foi muito alto, choveu em um dia o que era esperado para um mês, a população insiste em construir em áreas de risco, a população lança lixo em locais que bloqueiam o escoamento natural das águas pluviais. Até hoje não vi nenhuma autoridade responsável assumir a culpa pela inépcia de seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atos&lt;/span&gt;. Então por dedução, ou a autoridade é irresponsável ou não é autoridade! Em 1966 tivemos mais de 200 mortos em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;consequência&lt;/span&gt; de chuvas fortes que se abateram sobre o Rio de Janeiro. Houve inclusive uma combinação estranha: falta de água por excesso de água. Em 1967 tivemos a repetição da tragédia com 200 mortes. Em 1988 gerou 277 óbitos e 22.000 desabrigados pelas chuvas. Só o município de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Petrópolis&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;contabilizou&lt;/span&gt; 172 mortos. Em 1996 foram 65 mortes. Em 2010 tivemos 316 mortes no estado do Rio de Janeiro, entre elas as do Morro dos Prazeres em Santa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Tereza&lt;/span&gt; com 31 mortos. No morro do Bumba, um antigo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;lixão&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Niteroi&lt;/span&gt;, foram contadas 47 mortes e em Angra dos Reis, um importante centro turístico fluminense, 53 pessoas morreram, incluindo as vitimas de praias da Ilha Grande. No morro dos Prazeres cerca de 950 casas foram interditadas pela Defesa Civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que esses &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;números&lt;/span&gt; não são &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;suficientes&lt;/span&gt; para mostrar às autoridades competentes ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;imconpetentes&lt;/span&gt; que, é mais do que urgente que algo seja feito? Acho que não pois no ano passado, o estado do Rio de Janeiro só recebeu R$ 1 milhão do governo federal, tendo sido aplicados em Volta Redonda, Rio Claro e na cidade do Rio de Janeiro. Os municípios de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Petrópolis&lt;/span&gt; e Nova Friburgo nada receberam do governo federal. Hoje leio nas páginas do O Globo que o prefeito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Paes&lt;/span&gt; declara que o radar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Doppler&lt;/span&gt; que pode antecipar as previsões de chuvas fortes tem dificuldade de ser entendido pelos demais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;orgãos&lt;/span&gt; responsáveis pois faltam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;meteorologistas&lt;/span&gt;. Enquanto isso, em outra página, aquele jornal mostra a fotografia do governador do Rio de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Janeiro&lt;/span&gt; em companhia da presidente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Dilma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Roussef&lt;/span&gt;, apreciando a devastação. Para que sobrevoar as áreas devastadas? Como São Tomé, era preciso confirmar o que as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cameras&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;video&lt;/span&gt; dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;orgãos&lt;/span&gt; de imprensa se cansaram de mostrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que revolta qualquer indivíduo é a desfaçatez com que as autoridades se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;eximem&lt;/span&gt; de qualquer responsabilidade e a facilidade com que acabam culpando o povo, aquele que paga os seus salários. Casas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;construidas&lt;/span&gt; em áreas de risco, casas essas que geram esgoto que se infiltra pelo terreno já que nesses lugares &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;inexiste&lt;/span&gt; rede de esgoto e galerias de águas pluviais. Todos sabem das exigências das prefeituras para o lançamento de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;projetos&lt;/span&gt; imobiliários. Mas, parece que no caso das comunidades mais carentes, isso tudo é relevado. Por que? Porque as autoridades vão depois cobrar os votos sobre as benesses concedidas. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Petrópolis&lt;/span&gt;, num ato de pura demagogia, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;prefeita&lt;/span&gt; autorizou o uso das encostas para a construção de habitações das comunidades carentes. Essa bondade originou as tragédias de 1988 e 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos fartos de ouvir e ver reportagens sobre os problemas de habitações &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;construídas&lt;/span&gt; a beira de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;córregos&lt;/span&gt; que com qualquer chuva forte se transformam em torrentes devastadoras. No Estado do Rio de Janeiro você não precisa fazer levantamento para saber onde ficam essas casas. É só seguir os riachos e eles se transformam na galeria de esgoto e águas pluviais dessas casas. Aliás, são também o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;recolhedor&lt;/span&gt; de lixo pois é mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;facil&lt;/span&gt; atirar os sacos plásticos ou o lixo em natura na fluxo de água que corre na frente das casas do que despejá-lo nos lugares que deveriam existir mas não existem. O poder publico não é capaz de prever ao menos o local de descarte desse lixo, imaginando-se que a população o descartasse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;propriamente&lt;/span&gt;. É tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;fácil&lt;/span&gt; para as autoridades, quando das grande tragédias, e após &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;sobrevoos&lt;/span&gt; demagógicos declararem que o volume de chuva foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;extraordinário&lt;/span&gt; e que choveu em um dia o equivalente a um mês de chuvas. Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Australia&lt;/span&gt; choveu 200 mm, 18mm a mais do que em Friburgo e no entanto o número de mortes foi de somente 8 vitimas ou 3,8% do que aconteceu em Friburgo. Claro está que na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Australia&lt;/span&gt;, a defesa civil &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;foi&lt;/span&gt; capaz de antecipar o caos e evacuar a população das áreas de risco. É &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;possivel&lt;/span&gt; que as autoridades estaduais cheguem ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;desplante&lt;/span&gt; de dizer que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;não&lt;/span&gt; conseguiram evacuar a população porque os moradores se recusaram a sair. Só Deus pode nos ajudar mas mesmo ele gostaria de uma mãozinha das autoridades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Não consigo entender que na maior democracia do mundo ainda existam pessoas que acreditam no poder do gatilho para a solução de suas frustrações. Parece uma recorrência dos roteiros antigos de filmes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Far&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;West&lt;/span&gt;, onde, os menos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;escrupulosos&lt;/span&gt; e mais ambiciosos, atingiam os seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;objetivos&lt;/span&gt; através de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;assassinatos&lt;/span&gt;. O Partido Republicano ainda não processou a derrota que sofreu na eleição do Barack Obama e, numa politica obtusa, parte para desfazer tudo o que o governo já fez. Que isso aconteça em alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;rincões&lt;/span&gt; isolados do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Patropi&lt;/span&gt; não me surpreende muito já que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;coronelismo&lt;/span&gt; ainda não desapareceu, mas, na maior democracia do mundo é inadmissível. A Sarah &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Palin&lt;/span&gt;, a edição americana do Brigadeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Burnier&lt;/span&gt;, junto com alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;setores&lt;/span&gt; do Partido Republicano formaram o que denominaram de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Tea&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Party&lt;/span&gt;, uma escolha infeliz já que a guerra do chá aconteceu contra os ingleses colonizadores. Mas, fazer o partido do chá para combater a política do Partido Democrata me parece um pouco de radicalismo. Será que têm saudade da guerra da secessão? Ou estão querendo reviver as túnicas e cones brancos da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Ku&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Klux&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Klan&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, as armas de fogo voltam a ser as grandes vilãs porque em alguns estados, e o Arizona é um deles, o acesso a elas é facultado aos seus habitantes, como se na história da humanidade os assassinatos só acontecessem depois da invenção da pólvora. O atirador de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Tucson&lt;/span&gt; está sendo descrito como um jovem desequilibrado que teria sido influenciado pelos discursos inflamados de membros do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Tea&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Party&lt;/span&gt;. Isso é muito perigoso. Discursos inflamados geralmente terminam em tragédia. A Alemanha, a terceira maior economia do mundo deixou-se levar pelos discursos altamente inflamados de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Adolf&lt;/span&gt; Hitler e o resultado foram seis anos de guerra e milhões de vidas perdidas. E para que? Para alimentar o ego ferido de um homem. No caso da Alemanha foi o ego de um homem, mas, nos Estados Unidos, o que me assusta é que o ego ferido é de um partido. Em que momento os republicanos vão pensar no país e não no partido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oito anos dos republicanos na Casa Branca e com maioria no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Congresso&lt;/span&gt; Americano foram desastrosos com a reedição do governo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Lyndon&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Johnson&lt;/span&gt; no que tange a guerras. Inventou-se a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;coleção&lt;/span&gt; satânica de armas de destruição em massa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Saddam&lt;/span&gt; Hussein e estava iniciada uma guerra que passou por cima da Organização das Nações Unidas. Logo em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;seguida&lt;/span&gt; partiu-se para caçar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Bin&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Laden&lt;/span&gt; em território &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;afgão&lt;/span&gt;. Por que será que não se lembraram da surra que os russos levaram lá? Menosprezaram a capacidade bélica e o valor do soldado russo? Vale lembrar que na segunda guerra, os russos suportaram sozinhos a invasão alemã de seu território e conseguiram expulsar o invasor com tal presteza que os levou a chegar a Berlim antes dos aliados. O poderio bélico americano é inigualável. A tecnologia aliada à sua industria bélica &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;produzem&lt;/span&gt; armamentos únicos, mas, as histórias de resistência ao invasor são muitas. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;iugoslavos&lt;/span&gt; resistiram às tropas de Hitler, os franceses lutaram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;bravamente&lt;/span&gt; na resistência, os vietnamitas conseguiram expulsar os franceses e depois os americanos. Existe uma grande diferença entre bombardear e ocupar e os republicanos não se lembraram disso e deixaram para os democratas a herança de ter talvez que assumir uma segunda retirada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Saigon&lt;/span&gt;. Quando vão descobrir que a nação americana é mais importante do que o elefante ou a mula?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Temos uma nova presidente e um novo congresso, novos ministros e nova briga dos partidos para um lugar ao sol nos nichos do poder. Usei a palavra nova várias vezes, mas, realmente de novo não há nada. Lembro de uma musica cantada pela saudosa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Maysa&lt;/span&gt; que se não me engano, é intitulada Parole, porque a musica é originalmente italiana. Lá a cantora demonstra o desencanto e a incredulidade ante as promessas e juras de um apaixonado. Não sou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Maysa&lt;/span&gt;, não tenho voz para cantar e confesso que estou me esforçando para acreditar em tudo que ouvi e vi.&lt;br /&gt;Não votei na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Dilma&lt;/span&gt;, não sou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;petista&lt;/span&gt; mas estou querendo crer que ela possa fazer um governo sério.  Depois de ser taxada de papagaio de pirata, de boneco de ventríloquo, de fantoche do Lula eu realmente torço para que ela desminta todas essas insinuações. O Brasil merece e ela se engrandece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lula conseguiu reunir alguns &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;índices&lt;/span&gt; muito bons, ajudado ou não pela conjuntura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;internacional&lt;/span&gt; extremamente favorável que acompanhou o seu governo durante seis anos. Criou empregos, diminuiu a desigualdade de renda, implementou o Bolsa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Família&lt;/span&gt; que colocou boa parte da população brasileira fora da linha de extrema pobreza e fez crescer uma classe de consumidores que antes era inexpressiva. Esse crescimento tem uma parte de inserção  e uma parte de achatamento de uma camada da população que antes representava a classe média. É preciso destacar que a classe hoje considerada média, com renda familiar entre R$3.000 e R$ 5.000 é formada por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;indivíduos&lt;/span&gt; que ascenderam e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;indivíduos&lt;/span&gt; que tiveram os seus ganhos reduzidos e portanto desceram de seus antigos patamares. Esse processo tem a ver com a manutenção dos baixos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;índices&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;inflacionários&lt;/span&gt; e a ausência de reajustes salariais durante &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;períodos&lt;/span&gt; estendidos, aliado a uma ausência de reajuste dos descontos de imposto de renda para a pessoa física que vem tornando o imposto devido cada vez mais elevado. É um processo que tem um mérito: &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;diminui&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;desigualdade&lt;/span&gt; mas tem penalizado uma parcela considerável do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse processo, infelizmente se encontram os professores que vêm o seu poder de compra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;erodido&lt;/span&gt; pela ausência de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;atualização&lt;/span&gt; dos seus níveis salariais e eles formam o grande colchão onde descansa o nosso sistema educacional. É aí que está o nó &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;gordio&lt;/span&gt; brasileiro. Os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;índices&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;IDEB&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;índice&lt;/span&gt; de educação básica) mostram que o Brasil está em posição sofrível ocupando a 57ª colocação no contexto das nações. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;São frequentes&lt;/span&gt; as constatações de que alunos do ensino médio sabem ler mas não sabem o que leram para não falar dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;paupérrimos&lt;/span&gt; resultados dos testes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;taboada&lt;/span&gt;. O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;índice&lt;/span&gt; de crescimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;populacional&lt;/span&gt; brasileiro tem mostrado uma desaceleração e isso está mudando o perfil &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;populacional&lt;/span&gt;, fazendo com que o número de crianças diminua e aumente o número de idosos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;projetando&lt;/span&gt; uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;piramide&lt;/span&gt; invertida para o mapa da população brasileira. Se a educação não for vista com olhos atentos e tratada com presteza, corremos o risco de termos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;mediocridade&lt;/span&gt; como média nacional. Um povo educado sabe votar, sabe comer, sabe se tratar, sabe &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;planejar&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;família&lt;/span&gt; e acaba por diminuir as pressões que sempre se apresentam para os sistemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;assistenciais&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;governamentais&lt;/span&gt;, Um povo educado sabe discernir a realidade das promessas e acaba contribuindo para a diminuição dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;índices&lt;/span&gt; de corrupção que infelizmente assolam o nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Dilma&lt;/span&gt; esquecesse todas as suas propostas de governo e se concentrasse em fazer a reforma politica e tributária, promovesse uma revolução nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;princípios&lt;/span&gt; da educação dando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;ênfase&lt;/span&gt; a qualidade dos professores e sua adequada remuneração, realizasse uma auditoria nos hospitais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;públicos&lt;/span&gt; para eliminar o desperdício e investimento em máquinas e equipamentos que muitas vezes envelhecem nas suas embalagens e com isso drenam recursos para a compra de itens básicos, estaria fazendo muito mais do que esperamos dela. Mas, a minha preocupação é que todo esse trabalho não promove &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;vitrine&lt;/span&gt; ou seja, não aparece e nem justifica grandes placas publicas e por isso é sempre relegado a segundo plano. O ideal é que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Dilma&lt;/span&gt; tenha sempre presente que ela recebeu um mandato do povo para servi-lo e não servir-se dele. No Brasil, os governantes se emocionam tanto com o poder que em certos momentos, pensam que o país é deles. Sob essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;ótica&lt;/span&gt; entende-se quando um presidente diz que não precisa de formadores de opinião porque a ele faz a opinião. O grande mal brasileiro é que o dinheiro publico parece não ter custo e o dinheiro privado pode ser drenado a qualquer hora como querem os governadores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;recem&lt;/span&gt; eleitos com a recriação da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;CPMF&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8435308767929292634-1392725244722212679?l=blogdocamillo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/feeds/1392725244722212679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/2011/01/comeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default/1392725244722212679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default/1392725244722212679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/2011/01/comeco.html' title='Começo'/><author><name>blog do Camillo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02801390364050868436</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/-m66psSvuAxs/TiXb5mH1ZwI/AAAAAAAAAKY/0GuwL239XUk/s220/az%2B162.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8435308767929292634.post-6508586285305941517</id><published>2010-12-27T08:26:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T09:12:51.970-08:00</updated><title type='text'>Perdas e Ganhos</title><content type='html'>Recebi da minha irmã um e-mail com a seguinte frase: "a vontade de Deus nunca irá leva-lo onde a graça de Deus não irá protegê-lo". Uma frase cheia de significados, mas, para mim tinha um muito especial. Tinha perdido um filho e a graça de Deus me brindou com uma neta. Trocou o presente pelo futuro, eliminou as incertezas e brindou-me com a esperança. Há algum tempo venho sentindo que durante toda a minha vida, todos os acontecimentos sempre tiveram explicações. Foi como se as incertezas fossem trocadas pela razão. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Difícil&lt;/span&gt; de entender de imediato mas fácil de aceitar depois de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;vivenciá&lt;/span&gt;-las. Acho que isso se chama maturidade ou experiência, velhice ou vida. Que coisa mais bonita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filho Pedro e sua mulher &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Michele&lt;/span&gt; são os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;protagonistas&lt;/span&gt; dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;benção&lt;/span&gt; divina. Eu agora tenho sete netos, três dos quais nascidos no dia sete, um no dia 9, uma no dia 20, uma no dia 25 e o outro no dia 13. Não importam os meses. Todas as datas são importantes. Algumas são datas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;comemorativas&lt;/span&gt;, outras são importantes feriados religiosos e outros são simplesmente dias de sorte. Todos são importantes para mim. Todos são meus netos, minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;família&lt;/span&gt;, minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;descendência&lt;/span&gt;, parte do meu sangue. Todos são lindos, inteligentes, brilhantes e, ainda que não tenham ainda aprendido a falar ou escrever, irão fazer isso com certeza e com destreza. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Julia&lt;/span&gt;, a minha neta mais jovem, pois tem apenas dois dias, nasceu dentro da água e foi capaz de respirar. Ontem ouvi pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Skype&lt;/span&gt;, o seu agudo pedido de comida e o olhar carinhoso dos pais. Estão longe, mais ou menos uns 10.000 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;quilometros&lt;/span&gt; nos separam. A saudade alimenta o amor e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;a vontade&lt;/span&gt; de estar junto é imensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso acontece no mês do Natal, uma época festiva quando se comemora tudo menos o nascimento de Cristo, uma nova vida. Uma nova vida que começa junto a um novo ano. Novas esperanças, novas incertezas, novas descobertas, novo aprendizado, novas tristezas, novos conhecimentos, enfim tudo se renova e tudo se repete. Uma incongruência? Não, apenas vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Ele não era só meu filho, mas, um anjo com quem tive o privilégio de conviver. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Flavio&lt;/span&gt; era autista, uma condição que só viemos a conhecer na sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;adolescência&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;/span&gt; porque, até ali tinha um comportamento quase normal. Não foi capaz de aprender a ler e escrever mas a natureza deu-lhe uma prodigiosa memória. Era capaz de gravar o formato das palavras e associá-los ao som que elas produziam e assim, identificava os os nomes de bancos, marcas de cigarro, automóveis e muitas outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aos 24 meses de vida que começamos a notar algo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;incomum&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Flavio&lt;/span&gt; respondia às nossas perguntas com frases que nada tinham a ver com a pergunta. Na linguagem falada, trocava o "r" pelo "l" quando colocados nos meios das palavras. Isso permaneceu por muitos anos. Mas, era uma criança exuberante, saudável e alegre e muito afável. Tinha com as crianças pequenas um cuidado quase maternal e o carinho de um anjo. A primeira vez que apresentou um quadro mais grave foi aos quatorze anos quando começou a ver pessoas pelos cantos da casa numa excitação anormal. Não dormia e ao final precisou ser apresentado a medicações muito fortes que o sedaram fortemente. Desde esse evento, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Flavio&lt;/span&gt; não se livrou mais de medicamentos como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;amplictil&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;aldol&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tegretol&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;rivotril&lt;/span&gt; e alguns mais. As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;dosagens&lt;/span&gt; eram importantes porque qualquer variação poderia gerar convulsões. Foi quando começou a fazer valer a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;contrariedade&lt;/span&gt; com gritos que assustavam as pessoas, mas, não representavam ameaça física, felizmente porque um rapaz de 1,76 m. e 120 quilos era uma figura ameaçadora. Mas era um anjo. Era um anjo porque não tinha maldade. Nunca conheceu segundas intenções, nem interesses. Dizia a verdade porque não sabia as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;nuances&lt;/span&gt; da mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha o seu mundo, aquele em que tudo é ideal. Fantasiava acontecimentos com personagens irreais, mas, que sempre tinham relação aos que o cercavam. Tinha amigos fieis que nunca conhecemos pessoalmente porque nunca existiram. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Buchera&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Butmaisco&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Clilta&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Décio&lt;/span&gt;. Tinha uma mulher imaginária chamada Lia, um filho chamado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Marcelinho&lt;/span&gt; com os quais se preocupava muito. Por algum tempo seu mundo era muito espelhado no meu. Tinha secretária, trabalhava em banco, tinha motorista. Teve algumas namoradas, mas, sempre uma de cada vez. Era monógamo. Quando gostava fazia questão de demonstrar. Nunca ouvi o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Flavio&lt;/span&gt; dizer que não gostava de alguém. Em 1980 aproveitei a minha estadia nos Estados Unidos e levei-o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;/span&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;New&lt;/span&gt; York para consulta com um médico. Meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;objetivo&lt;/span&gt; era verificar se lá eles teriam uma maneira diferente de tratar o caso do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Flavio&lt;/span&gt;. Por felicidade encontrei um médico brasileiro que trabalhava no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Mount&lt;/span&gt; Sinai Hospital o que facilitou o trabalho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;interação&lt;/span&gt; médico/paciente. Após algumas sessões o médico disse-me com a calma do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;profissional&lt;/span&gt;: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Voce&lt;/span&gt; precisa se habituar a conviver com o problema porque não vejo solução".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Flavio&lt;/span&gt; tinha um senso de humor muito refinado. Dominava a arte da sátira com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;finesse&lt;/span&gt;. Usava palavras inusitadas para definir situações como por exemplo, definir um bom almoço como comida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;supimpa&lt;/span&gt;. Quando estava para brincadeira, a hora do almoço era a hora de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;rangar&lt;/span&gt;. Adorava o meu pai a quem se referia como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Jucela&lt;/span&gt;, uma forma mais abreviada de dizer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Juscelino&lt;/span&gt; e por ele era adorado. Lembro que meu pai tinha o hábito de orar às sete horas da noite e sempre dizia antes de se recolher para rezar, que ia pedir a Deus que olhasse pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Flavio&lt;/span&gt;. Gostava muito do meu irmão com quem passou uma temporada em São Paulo e sempre lembrava os momentos que passaram juntos com a tia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Bia&lt;/span&gt;. Tia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Angela&lt;/span&gt; também era a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;queridinha&lt;/span&gt; dele e recebia dela muito carinho. Durante sua estada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;conosco&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Old&lt;/span&gt; Greenwich onde morávamos, teve momentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;inesquecíveis&lt;/span&gt;. Como costumávamos lavar o carro em casa, resolveu que ia ajudar e assim, uma tarde entrou satisfeito para dizer que havia lavado o meu carro novo. Trazia na mão um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;rolo de&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;bombril&lt;/span&gt;. Felizmente ele só lavou um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;paralamas&lt;/span&gt;. Apreciava o trabalho do carteiro que vinha com o seu automóvel entregando as cartas nas casas. Não havia cercas nem calçadas onde morávamos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Flavio&lt;/span&gt; resolveu imitar o carteiro e, em lugar de distribuir as cartas,  recolheu aquelas que haviam sido entregues. Foi um problema sério porque nos Estados Unidos, mexer com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;correspondência&lt;/span&gt; de terceiros é considerado um crime federal. Felizmente os vizinhos aceitaram as minhas explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;ultimos&lt;/span&gt; tempos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Flavio&lt;/span&gt; vivia em Nova Friburgo, numa casa simpática, com bancos no jardim e uma bela vista do Pico da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Caledônia&lt;/span&gt;. Adorava musica e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Julio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Iglesias&lt;/span&gt; era o seu cantor preferido para a hora de dormir. Com a idade, tornou-se sistemático e tudo que era seu tinha que ser mantido sempre no lugar por ele escolhido. Por causa de uma progressiva dificuldade em caminhar, tornou-se sedentário e passava os dias recostado no sofá da sala, assistindo televisão. A sua vida não tinha muita perspectiva. Era viver um dia após o outro tendo como momentos felizes, as visitas dos irmãos e sobrinhos, mas, mesmo isso tinha o seu tempo. Ficava agitado se as crianças começassem a fazer brincadeiras ruidosas. Frequentemente dizia coisas surpreendentes e olhava o resultado da nossa surpresa. Tinha um olhar que mostrava estar se divertindo com a nossa ansiedade em entende-lo. Ficava nervoso quando a Lia e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Marcelinho&lt;/span&gt; não chegavam para almoçar, coisa que ele anunciava após falar ao telefone com a sua mulher virtual. Era uma vida de faz de conta que o fazia feliz. Nesses momentos ele era igual a todos nós, pois também tinha a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;familia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o seu tratamento no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Pinel&lt;/span&gt;, aprendi que a verdadeira felicidade você &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;constroi&lt;/span&gt; e a alienação permite que se bloqueie aquilo que não agrada. Tinha curiosidade em saber qual o verdadeiro sentimento daqueles que eram tratados lá, mas, todas as vezes que iniciava um papo   sentia que algo se fechava dentro deles, como que criando um anteparo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;proteção&lt;/span&gt; contra algo que pudesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;desconstruir&lt;/span&gt; um mundo ideal. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Flavio&lt;/span&gt; era assim. Quando dizia algo que para mim estava acima até do meu entendimento me olhava com um olhar de satisfação ante a minha perplexidade. Se por acaso eu tentasse pesquisar mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;sobre&lt;/span&gt; o que havia dito, ele mudava de assunto ou emudecia e me deixava entregue às minhas incertezas. E agora ele emudeceu para sempre nos deixando com as maravilhosas recordações de um ser puro que conseguiu viver sem se contaminar com as mazelas do mundo. Era puro como um anjo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Há longo tempo que me considero um rapaz de 23 anos sempre e quando não me olho no espelho. Quando comecei a ter 23 anos, o espelho era um companheiro inseparável, uma espécie de moldura para o meu físico, aquele que ao ser perguntado pela bruxa se existia mulher mais bonita do que ela, sempre respondia com uma enfática negativa. Pois esse era o meu espelho. Durante muito tempo abusei da sua paciência ao submetê-lo sempre às mesmas perguntas e a resposta era sempre a negativa. Mas, tenho que admitir, ultimamente as respostas negativas já não têm vindo tão enfáticas. Atribuo essas quase indecisões a uma eventual falha de programa, quem sabe algum virus, a bateria precisando ser trocada, uma placa mãe desatualizada e sigo em frente com o respeito e a amizade com que sempre nos dedicamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, quase que por obrigação, parei em frente a ele, sem a menor intenção de perguntá-lo, mas, somente para poder fazer a barba, coisa que ultimamente tenho evitado só para que ele não pense que vou de novo fazer as mesmas maçantes perguntas. Afinal, não se deve abusar de um companheiro de tantas jornadas. Fiquei preocupado com o que vi e logo pensei em chamar um vidraceiro para corrigir uma falha que mostrava o meu braço com uma parte de pele balançando ao sabor dos movimentos da lamina de barbear. Logo percebi que o problema era causado pela minha postura e foi facilmente corrigido por mim mesmo, sem ajuda do vidraceiro, simplesmente evitando balançar os braços. Confesso que momentaneamente fiquei assutado mas logo percebi que o meu fiel escudeiro voltava a mostrar o velho amigo de 23 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho percebido a evolução da educação das pessoas que encontro nas minhas idas e vindas pela cidade. Comecei a perceber isso quando uma vez, na entrada de um elevador, as pessoas que comigo esperavam a chegada do dito, gentilmente se afastaram para que eu pudesse entrar. Isso nunca tinha me acontecido e foi uma experiência gratificante ver como as pessoas se comportavam.  Desde esse evento que venho defrutando dessas demonstrações de delicadeza que para mim, só são destinados a pessoas idosas. Se estou recebendo essa atenção, só pode ser pelo fato de verem em mim um jovem energético e educado!&lt;br /&gt;Você já foi chamado de tio ou tia? Pois é! Uma experiência nova. Outro dia uma funcionária da caixa de um supermercado me perguntou: "é débito ou crédito tio?". Fiquei emocionado e tocado pelo carinho da moça. Afinal, não é qualquer dia que alguém nos adota como membro da família, especialmente uma figura que, pelo parentesco, só pode ser irmão da mãe ou do pai. É inconteste a evolução da educação do povo carioca. Ultimamente ninguém mais me chama de "mermão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente passei a ter dificuldade com a minha visão. Comecei a ver manchas escuras que se colocavam bem no meu campo visual e claro que evitavam as minhas já mais reticentes idas ao espelho. O médico emitiu o seu diagnóstico: "é degeneração macular relativa a idade". Quase ri ao ouvir tamanho absurdo. Relativa a idade? Mas será que ele não estava vendo que ainda não posso ter uma doença de idoso? Quem estava precisando ser tratado da vista era ele pois não podia ver o que o meu espelho sempre via. Um segundo médico consultado mostrou que tinha bons olhos ao dizer que o meu problema era DMRI. Claro! Eu tinha era DMRI ou MDRA para os gringos. Considerei acertada a ida ao segundo médico que, provavelmente por ser melhor preparado e ter uma boa visão, viu imediatamente que eu não poderia ter uma doença relacionada a idade. Estou em tratamento e já melhorei substancialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, venho prestando muita atenção às calçadas por onde ando e as escadas que subo e desço. A conservação desses espaços está cada vez mais precária na cidade do Rio de Janeiro. As famosas pedras portuguesas jão não são colocadas como deviam ser e os buracos são inúmeros e inesperados e não gosto de fazer demonstrações de vigor atlético, ao evitar com desenvoltura as armadilhas urbanas. A unica coisa que mudou nos meus hábitos foi a maneira de me vestir. Por causa do verão carioca, uso agora roupas mais largas, de cores claras, sapatos confortáveis e isso pode eventualmente ser confundido com vestuário de idoso. Não se enganem! Um jovem de 23 anos também aprecia o conforto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Foi empresária e decidiu vender a sua parte no negócio que tinha para, depois de 40 anos de trabalho, usufruir do descanso de aposentada. Descanso que seria merecido, pois, havia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;contribuído&lt;/span&gt; durante a sua vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;profissional&lt;/span&gt; para a previdência social contando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;com uma&lt;/span&gt; pensão que lhe &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;possibilitasse&lt;/span&gt; uma vida decente. Como compensação pelos anos trabalhados e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;contribuídos&lt;/span&gt;, recebe hoje cerca de R$1.900,00. Como viver com isso se só o gasto com o condomínio do seu teto leva uma boa parte. Por sorte, o seu plano de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;saúde&lt;/span&gt; é pago por um cunhado. Pois é. Depois de quarenta anos de trabalho, em busca de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;teto&lt;/span&gt; e uma qualidade de vida que nunca beirou o luxo, tudo o que recebe é um punhado de reais. Enquanto isso, pra citar um exemplo notório, o Lula que pouco trabalhou na vida, que alega ter perdido o dedo mínimo em um torno o que é questionável, recebe R4.300,00. E provavelmente ainda recebe algum por ter sido preso político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa questão das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;indenizações&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;miliardárias&lt;/span&gt; a ex presos políticos é uma das coisas mais indecentes no Brasil. Afinal, alguém que se rebelou contra o regime vigente na época, fosse ele ou não de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;exceção&lt;/span&gt;, sabia dos riscos que estava correndo. Ao fazer parte das organizações de esquerda que pretendiam substituir o regime dos militares por outro igualmente restritivo como o regime soviético, estavam em guerra aberta e na guerra, todos perdem, até os vencedores. E no regime soviético, foram muitos milhões de pessoas que perderam a vida pelo fato de discordarem das autoridades bolcheviques,Entretanto,  esses ex guerrilheiros se assim se pode chamá-los, estão hoje protegidos por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;indenizações&lt;/span&gt; que beiram a casa de centenas de milhares de reais, com uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;polpuda&lt;/span&gt; pensão vitalícia, usufruindo uma condição que poucos cidadãos podem gozar. Por que? Porque foram presos políticos! Gostaria de saber se aqueles presos políticos em Cuba terão algum dia a oportunidade de requerer as mesmas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;polpudas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;indenizações&lt;/span&gt; que alguns brasileiros ganharam do regime que passou sem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;violência&lt;/span&gt;, de uma ditadura a uma democracia e cuja transição teve a participação de dois generais que regeram o regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente sou companheiro de infortúnio da minha amiga aposentada. Também recebo uns trocados pelo fato de ter durante muitos anos, contribuído para os cofres &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;públicos&lt;/span&gt;, através do pagamento dos impostos e também da minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;atividade&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;profissional&lt;/span&gt;. Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;profissional&lt;/span&gt; da iniciativa privada, não gozava da estabilidade no emprego, estava subordinado ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;fator&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;previdenciário&lt;/span&gt; que me garantiria uma pensão ridícula enquanto que no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;setor&lt;/span&gt; publico, as condições são absurdamente diferentes. Porque então se discute a questão dos enormes deficits &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;previdenciários&lt;/span&gt;, o aumento ridículo das pensões dos aposentados se não há preocupação com os altos gastos com o funcionalismo publico? Um servidor do estado aposenta-se com o salário integral, tem hospitais exclusivos, estabilidade no emprego e ainda usufrui do confortável sistema do paletó nas costas da cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra quase quebrou ao assumir o encargo de garantir ao desempregado e sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;família&lt;/span&gt;, o leite e o suco de laranja. E chegou ao absurdo de ter uma legião de desempregados que se davam ao luxo de declinar de ofertas de emprego, pois, com o seguro desemprego e os bicos que fazia por fora, sem incidência de impostos, ganhavam mais. Quando alguém designa a profissão de lixeiro como um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;sanitation&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;engineer&lt;/span&gt;" (engenheiro sanitário) tem algo de errado no sistema. Agora estamos vendo a Grécia, a França, a Espanha, a Itália, Portugal e Irlanda em situação crítica porque sua dívida total é maior do que a metade do produto interno bruto desses países. E como cresceu essa dívida? Da mesma forma que está crescendo a nossa. Gastos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;públicos&lt;/span&gt; desmesurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de ir embora para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Pasárgada&lt;/span&gt; mas infelizmente não dá para pagar a passagem. Se tivesse sido mais inteligente, teria seguido a carreira de funcionário publico, mas, se todos pensassem assim, quem pagaria a conta da festa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Aparentemente a fraude já era um procedimento rotineiro com quatro anos de idade, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;período&lt;/span&gt; durante o qual o banco foi submetido a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;inspeções&lt;/span&gt; regulares por parte dos fiscais do Banco Central do Brasil e acompanhamento de auditores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;independentes&lt;/span&gt; de nomeada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;internacional&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Nada foi constatado e ninguém foi afastado. Só agora, na finalização da compra de 40% do banco por parte da Caixa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Econômica&lt;/span&gt; é que o assunto foi descoberto. Mas, porque a Caixa considerou comprar um banco cujas operações diferem e muito daquelas da Caixa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Econômica&lt;/span&gt;? Será que a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;saúde&lt;/span&gt; financeira não seria um dos motivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise de 2008 ou a crise dos bancos, mostrou que a criatividade por parte dos executivos financeiros é imensa, mas, na maioria das vezes, sua ética e lisura é questionável. Acho que o principio disseminado nas firmas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Wall&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Street&lt;/span&gt; foi preponderante nesse comportamento. O principio do ganhador  estabelece a obrigação do executivo de evitar por todos os meios ser classificado como um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;looser&lt;/span&gt;" (perdedor). A criatividade financeira inventou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;securitização&lt;/span&gt;, um procedimento onde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ativos&lt;/span&gt; que em alguns casos eram de liquidez duvidosa, eram vendidos no mercado como boas oportunidades de investimento. E o mercado na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ânsia&lt;/span&gt; de ser um ganhador, buscava os altos rendimentos embutidos nos papeis provavelmente podres. A regra clássica de que quanto maior o lucro maior é o risco foi relegada a segundo plano. O que não consigo entender é como grandes instituições que não precisavam mais comprar seu lugar ao sol pois já o  tinham garantido  desde há muito, embarcaram nessa aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fraude do Banco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Pan&lt;/span&gt; Americano se assemelha muito a esse comportamento. Vendiam carteira de clientes para outras instituições financeiras, mas, para melhorar os lucros ou encobrir &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;prejuízos&lt;/span&gt;, mantinham aquelas carteiras vendidas como ainda de propriedade do banco e, o que é mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;impressionante&lt;/span&gt;, pagavam imposto de renda sobre os lucros daquilo que já não mais lhes pertencia. Pagar imposto nunca foi religião preferida de nenhum empresário brasileiro e , portanto, tal procedimento só encobria o mal feito. Esperteza? Só de quem ainda acredita que a mentira não tem perna curta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Lembro bem da noite em que nasceu o meu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;primogenito&lt;/span&gt; quando após saber que tinha um filho, olhei o Cristo no alto do Corcovado e pensei que minha vida tinha mudado. Não seria mais o dono das minhas vontades e dos meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atos&lt;/span&gt;. Agora eu tinha virado espelho. Deveria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;refletir&lt;/span&gt; boas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ações&lt;/span&gt;. Agora eu tinha mais gente me olhando. Com o segundo foi a mesma coisa. Agora eram dois esperando que eu os ensinasse a vida. Mas o que afinal é a vida? Não é só o ato de respirar e de aspirar, mas, principalmente o ato de criar. Nós criamos os nossos desejos, nossas aspirações, nossas obrigações, nossos procedimentos, nossas críticas, nossos elogios e com isso criamos as nossas frustrações.  A felicidade e a responsabilidade estão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;implícitas&lt;/span&gt; no casamento e na paternidade e passam a ser um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;parâmetro&lt;/span&gt; de sucesso ou fracasso. Como são sempre dois personagens, é preciso muita sabedoria e principalmente muito desprendimento para não deixar que os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;infortúnios&lt;/span&gt; sejam convertidos em peças de acusação para a quais sempre existirão contestações bem fundamentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhei uma filha e com isso uma nova experiência. Agora teria duas mulheres com quem lidar. Se já era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;difícil&lt;/span&gt; entender uma, agora tinha a dose duplicada. Por outro lado, uma filha é sempre um relacionamento bem diverso do  convívio com dois garotos. Força a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sutileza&lt;/span&gt;, espicaça a delicadeza, obriga a uma atenção duplicada para coisas que normalmente passam despercebidas para nós, o assim dito sexo forte. O sexo frágil já tem na sua denominação o ingrediente principal para nos fazer fragilizados. Como é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;frágil&lt;/span&gt;, precisa ser tratado com cuidado, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;delicadez&lt;/span&gt;a e é aí que está a nossa fragilização. Somos desajeitados, brutos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;estabanados&lt;/span&gt; e destituídos de qualquer intuição quanto as expectativas do nosso sexo escravizador. O dedo feminino é delicado mas também bastante preciso em indicar as nossas falhas e, dependendo da forma como ele é apontado nos provoca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;reações&lt;/span&gt; as vezes desastrosas. Quem gosta de criticas? Elas são sempre muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;difíceis&lt;/span&gt; de serem digeridas especialmente se também temos aquela impressão de que não somos culpados. E como é frequente essa impressão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dedos apontados, sejam eles finos ou grossos, delicados ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;toscos&lt;/span&gt;, é muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;difícil&lt;/span&gt; não ficar um ressentimento. Mas o amor compensa. Quando há amor. Porque a vida a dois é no começo uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;postergação&lt;/span&gt; de interesses individuais que a emoção justifica. Depois que as descobertas são feitas, depois que os filhos passam a dividir o amor, que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; traz a rotina, até o sexo corre perigo. Nesse momento, se não soubermos exercer a amizade com respeito, fica muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;dificil&lt;/span&gt; um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;convívio&lt;/span&gt; duradouro.  E o que é duradouro no convívio? Não é o tempo. Esse passa sempre mas o respeito fica. E nada do que acumulamos e aqui falo dos bens materiais contribui para um convívio duradouro. Antes pelo contrário, só contribuem para divisões, ressentimentos, queixas e acusações. Quantos exemplos vemos de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;famílias&lt;/span&gt; grandes e aparentemente unidas, frequentemente reunidas em festas que se esfacelam na partilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhei depois de um segundo casamento mais dois filhos, uma moça e um rapaz, com os quais tive mais convívio porque tinha descoberto que não havia aproveitado a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;infância&lt;/span&gt; dos outros três. O trabalho, a carreira, a ambição justificavam sempre a distancia. E essa distancia se transformava em sucesso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;profissional&lt;/span&gt; que ajudava a mascarar o pai não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;participativo&lt;/span&gt;. Lembro bem da primeira vez que tirei férias depois de muitos anos de trabalho. Passei duas semanas num sítio na montanha e ali foi a primeira vez em que vivi a vidas dos meus filhos. Mas naquela época eram só dois. Confesso que o sentimento de culpa pelo fato de não ter aproveitado o crescimento dos meus filhos como devia é bastante forte, mas, infelizmente não tenho como fazer o tempo retroceder. O tempo passou mas ainda vivo com aquele sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para dizer que julgo o sucesso incompatível com o amor. Se pudesse voltar no tempo, acho que escolheria um caminho totalmente diferente. Seria mais cínico com o meu lado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;profissional&lt;/span&gt; e mais autêntico com o meu lado pessoal. Daria mais valor as pessoas, especialmente aos meus e não me incomodaria com o sucesso. Afinal, como dizia o meu querido pai, caixão não tem gaveta e não levamos nada do que conquistamos, só deixamos as recordações e elas deveriam ser boas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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O ano de 1960 estava repleto de emoções politicas e a eleição para presidente se avizinhava. Era preciso ter o titulo eleitoral para garantir que o homem da vassoura se elegesse (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Janio&lt;/span&gt; Quadros).  Nossa turma da faculdade tinha decidido que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Janio&lt;/span&gt; iria ser o nosso patrono na festa de formatura e ficamos felizes ao recebermos a confirmação de que ele aceitara. Avizinhava-se a data da festa e de repente fomos informados de que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Janio&lt;/span&gt; não iria comparecer ao evento. Conseguimos marcar uma reunião com o candidato no apartamento de um politico chamado Lino de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Mattos&lt;/span&gt;, no Lido e então ouvimos do próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Janio&lt;/span&gt; a razão pela qual ele não iria comparecer: os seus adversários iriam acusá-lo de se aproveitar da cátedra para fazer propaganda politica. Argumentei que o discurso que ele faria poderia ser um discurso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;apolítico&lt;/span&gt; e finalmente ele voltou atrás. Tempos depois, quando ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;efetivamente&lt;/span&gt; renunciou eu me lembrei que aquela nossa passagem com ele poderia ter sido o primeiro ensaio que ele faria para uma renuncia. Mas, eu precisava de um titulo de eleitor para garantir a posse do homem da vassoura. Após mais um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;requerimento&lt;/span&gt; e algumas formalidades, tornei-me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;orgulhosamente&lt;/span&gt; titular do "direito obrigatório" de votar, o que me garantiu mais um número de cidadania, dessa vez com somente 5 dígitos. Conseguimos eleger o homem da vassoura porém, não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sabíamos&lt;/span&gt; que a vassoura era de bruxa porque, oito meses depois o homem foi varrido pela própria vassoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso ter uma carteira de identidade com foto e impressão digital. O lugar para ir era o Instituto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Felix&lt;/span&gt; Pacheco, naquela época localizado numa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;aprazível&lt;/span&gt; rua próxima ao Jardim Botânico. Depois de cumprir todos os rituais como  submeter o famoso requerimento em papel ao maço e depois de tirar as fotografias 3x4 em fundo branco, fui devidamente fichado com os dez dedos devidamente impressos em documento próprio. A minha carteira de motorista me deu o meu primeiro número de cidadania. Era um número de 6 algarismos. Agora, com a minha carteira ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;cédula de&lt;/span&gt; identidade, tinha progredido na escala da cidadania pois o número agora tinha sete algarismos. Para começar a trabalhar era necessário ter uma carteira de trabalho ou carteira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;profissional&lt;/span&gt;. Não me lembro se ainda tive que fazer o requerimento, mas, de qualquer maneira, consegui o documento que dessa vez só tinha três algarismos, mas, em compensação tinha também série. Senti-me importante pois agora não era só um número que me qualificava, eu também tinha uma série. Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;consequência&lt;/span&gt; do meu trabalho, comecei a contribuir para o então Instituto Nacional de Previdência Social, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;INPS&lt;/span&gt;, uma instituição destinada a amparar o trabalhador quando  a idade ou os anos trabalhados lhe permitissem uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;aposentadoria&lt;/span&gt;. Esse amparo viria sob a forma de pensão que deveria ser tanto maior quanto maior fosse o limite de contribuição do empregado e do seu tempo de contribuição ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;INPS&lt;/span&gt;. Eu acreditei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As contribuições eram recolhidas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;diretamente&lt;/span&gt; pelo meu patrão e depositadas em contas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;INPS&lt;/span&gt;. Quando a revolução de 64 começou a modificar uma série de leis e a criar outras, e foram muitas, o sistema de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;indenização&lt;/span&gt; trabalhista foi modificado com a criação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o popular &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;FGTS&lt;/span&gt; e foi criado o Programa de Integração Social que garantiria ao empregado, através de contribuições do empregador, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;peculio&lt;/span&gt; por ocasião de sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;aposentadoria&lt;/span&gt;. Nessa ocasião então fui agraciado com dois novos números, dessa vez com onze dígitos o que me emocionou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;sobremaneira&lt;/span&gt;. Para garantir a minha escalada social faltava ainda mais um número: o do cadastro de pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;fisicas&lt;/span&gt;, aquele que mostra que o cidadão cumpre com o seu dever federal de garantir as festas do governo. Ganhei mais um com onze dígitos. Mais tarde, para garantir a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;importância&lt;/span&gt; do titulo eleitoral, o governo substituiu os meus cinco dígitos por um número de onze dígitos. Estava confirmada a minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;importância&lt;/span&gt; como cidadão!&lt;br /&gt;Sou cidadão brasileiro, nascido e criado no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Patropi&lt;/span&gt; e orgulhosamente sou detentor de cinco números sendo quatro com onze dígitos e um com sete dígitos. E depois falam que não somos primeiro mundo. Lá os cidadãos têm somente um número!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Já dirigia desde os doze anos de idade, mas, o verdadeiro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;domínio&lt;/span&gt; do carro só viria depois de possuir a famosa carteira de motorista. Então, ao aproximar-me dos ansiados dezoito anos comecei a curtir o angustiante processo de documentação, aquele em que a pessoa assume orgulhosamente a cidadania, não sem antes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;experimentar&lt;/span&gt; algumas sensações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;inesquecíveis&lt;/span&gt;. Todo brasileiro e cidadão tem que provar que nasceu, não basta estar presente. A vida nos é dada por um poder maior, mas, as autoridades são ainda maiores e, para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;reconhecer&lt;/span&gt; que vivemos, exigem a prova: certidão de nascimento. É um documento emitido por um cartório de registro civil, aquele que certifica o cidadão. Mas esse registro pode ser feito pelos pais ou por alguém responsável pelo nascido, o que já é uma vantagem pois as autoridades poderiam exigir que o próprio fosse o "declarante", dentro do prazo previsto. No meu caso o meu pai foi o "declarante" e não sei porque razão, "declarou" o nome da minha mãe de forma diferente, omitindo o nome do pai dela. Isso nunca foi um problema desde que minha mãe aceitasse ser só minha para efeitos de cidadania, já que os meus dois irmãos tinham uma mãe com nome diferente. De qualquer forma, tinha eu uma certidão de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;nascimento&lt;/span&gt; e agora já podia provar que havia nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de provar que eu havia nascido, precisava agora provar que eu era eu mesmo. Fui então ao Instituto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Felix&lt;/span&gt; Pacheco, um nome imponente, onde eu poderia obter um documento que me permitiria provar eu ser eu mesmo. Consegui a minha carteira ou mais modernamente, a minha cédula de identidade, com direito a impressão digital e fotografia 3x4 com fundo branco e sem data. Restava então, para que eu conseguisse o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;domínio&lt;/span&gt; legal de um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;automóvel&lt;/span&gt;, a carteira de motorista. Era necessário fazer um requerimento ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;diretor&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;departamento&lt;/span&gt; de transito solicitando que ele considerasse a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;hipótese&lt;/span&gt; de, num ato de extrema &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;magnanimidade&lt;/span&gt;, autorizar que examinassem as minhas habilidades condutoras. O requerimento tinha que ser feito em papel ao maço, com o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;cabeçalho&lt;/span&gt; distante oito linhas do corpo do requerimento e a data e assinatura obrigatoriamente colocadas três linhas abaixo do término do dito corpo. Mas, não era só isso! A data e a assinatura eram escritas sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;estampilhas&lt;/span&gt;. Aqui preciso falar sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;estampilha&lt;/span&gt;. Era uma espécie de selo de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;centimetro&lt;/span&gt; de largura e três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;centimetros&lt;/span&gt; de comprimento. Nesta espécie &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;compridinha&lt;/span&gt; de selo havia lugar para se escrever a data. Acho que esse era o primeiro teste a que eu estava sendo submetido para alcançar a tão almejada &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;licença&lt;/span&gt; para dirigir um automóvel. O espaço para colocar a data exigia habilidade para que a data não invadisse a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;estampilha&lt;/span&gt; vizinha. Sim, eram muitas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;estampilhas&lt;/span&gt; porque cada uma tinha um valor e, dependendo do requerimento poderia haver umas cinco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;estampilhas&lt;/span&gt;, coladas lado a lado. Aqui aparecia o segundo teste: colar as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;estampilhas&lt;/span&gt; lado a lado. Para mim foi dificil porque sempre tive um convivívio um pouco tumultuado com um vidro de cola. O terceiro teste era mais complicado pois implicava em assinar o nome por cima das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;estampilhas&lt;/span&gt;, começando antes das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;estampilhas&lt;/span&gt; e acabando depois. Se por falta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;habilidade&lt;/span&gt;, ao assinar você deixasse que a ponta da pena da caneta (sim porque ainda se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;usava&lt;/span&gt; caneta tinteiro) rasgasse a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;estampilha&lt;/span&gt;, você tinha que comprar outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz o meu requerimento e descobri que as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;estampilhas&lt;/span&gt; não eram vendidas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;departamento&lt;/span&gt; de transito mas sim na Caixa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Econômica&lt;/span&gt; Federal. Isso me obrigou a uma ida  de São &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Cristovão&lt;/span&gt; a Praça da Bandeira. Não era um problema pois afinal eu estava a caminho de possuir a mágica carteira de motorista. Cumpridos todos os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;requisitos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;regulamentares&lt;/span&gt;, tive finalmente a chance de marcar o meu exame médico e depois a prova de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;direção&lt;/span&gt;. Na época eu estava com um problema no meu olho direito que impedia a visão, mas, a minha ansiedade em obter a carteira era motivo suficiente para correr o risco do exame de vista. Lembro que quando chegou a minha vez, o examinador estava muito irritado com um português que me havia antecedido. Desconheço até hoje a razão de tanta irritação mas isso foi muito bom porque o examinador, no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;afã&lt;/span&gt; de cumprir a sua tarefa diária mandou que eu lesse as letras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;projetadas&lt;/span&gt; na parede, sem tampar um dos olhos. Passei assim, graças ao bom povo lusitano, a etapa do exame de vista e, uma vez que eu escutava bem e era capaz de agachar e levantar sem apoiar-me em nada, fui autorizado a enfrentar o teste de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;direção&lt;/span&gt;. Foi tão fácil para mim que não fui aprovado. Porque? Porque o examinador descobriu logo que eu já dirigia e bem e por isso me disse que estava satisfeito e que eu podia ir. Pensei que era para ir para casa e assim fiz. Descobri depois que em vez de ir para casa, eu deveria ter ido para um outro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;local&lt;/span&gt; onde a segunda parte do teste seria feito: o teste de ladeira. Voltei então ao requerimento, às &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;estampilhas&lt;/span&gt; e finalmente consegui a famosa Carteira Nacional de Habilitação que tinha fotografia mas não tinha impressão digital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Ouvimos com um misto de surpresa e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;estupefação&lt;/span&gt; o anuncio de que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tinhamos&lt;/span&gt; uma nova moeda e ela era forte. O cruzado. Esse nome não era dos melhores pois lembrava a campanha realizada por cavaleiros medievais contra os árabes, sob o pretexto de preservar a segurança dos caminhos sagrados para os católicos que desejassem visitar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Jerusalem&lt;/span&gt;. Representava uma antiga moeda portuguesa mas também significava interrupção, encontro. Enfim, um monte de significados. E foi isso que aconteceu. Teve um monte de significados. O primeiro foi o de tentar mudar a tendência da moeda nacional, sempre desvalorizada pela inflação renitente que teimava em transformar-se no vício nacional. O segundo foi de anunciar o fim da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;correção&lt;/span&gt; monetária que havia sido criada para compensar a constante oscilação dos valores. O terceiro foi o de criar uma nova mentalidade de estabilidade na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;econmia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da fala &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;presidencial&lt;/span&gt;, jogamos fora toda a papelada do orçamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;natimorto&lt;/span&gt; e partimos para fazer um novo que se adaptasse às novas regras. Como disse o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Sarney&lt;/span&gt; durante a apresentação do plano, os brasileiros tinham agora em mãos uma moeda forte! Um cruzado valia o mesmo que um dólar americano. Os salários e os preços foram congelados em mais uma tentativa de se legislar sobre as forças da oferta e da procura.  Logo nos primórdios do plano, ficou evidente que havia uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;defasagem&lt;/span&gt; entre a procura agora fortalecida pelo crescente poder de compra da população e a oferta de produtos. A industria engessada pelo congelamento de preços, não encontrava incentivo para aumentos de produção. Afinal, o empresário brasileiro estava acostumado a compensar a baixa produtividade e os altos custos da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ineficiência&lt;/span&gt; de um parque industrial &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;defasado&lt;/span&gt; com a emissão constante de novas tabelas de preços. Com a impossibilidade de continuar com esse processo, a solução foi instituir a "venda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;seletiva&lt;/span&gt;", isto é, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ágio&lt;/span&gt;. Se você fosse comprar um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;automóvel&lt;/span&gt; teria duas alternativas: entrar em uma fila de espera de no mínimo seis meses ou então, aceitar pagar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;sobre preço&lt;/span&gt; que lhe garantisse a posse imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importação de produtos era um caminho para compensar a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;escassez&lt;/span&gt; de produtos no mercado nacional. Importava-se tudo. Ovos uruguaios, manteiga argentina ou francesa, geleias dinamarquesas pois agora o dólar estava barato. Exportar tornou-se quase &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;impossível&lt;/span&gt; pois o mercado nacional consumia tudo o que estivesse disponível. Somente as famosas "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;commodities&lt;/span&gt;" estavam disponíveis mas, sua negociação estava nas mãos de grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;multinacionais&lt;/span&gt;; soja, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;açucar&lt;/span&gt;, algodão, café, aço e uns tantos outros. Começaram então a surgir problemas inusitados e alguns deles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;experimentamos&lt;/span&gt; na pele. Um deles foi uma venda de papel bíblia para o Kuwait cujo fornecedor, mesmo depois de confirmar as condições de venda do produto por escrito, alegou que tinha havido erro de digitação quando da emissão do telex (antigo sistema de comunicação escrita) e que o preço não seria aquele indicado no documento. Tivemos que contar com a boa vontade do comprador árabe para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;não&lt;/span&gt; incorremos em multa pelo não cumprimento do contrato de exportação. Mas, não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;tivemos&lt;/span&gt; a mesma sorte na venda de melaço para uma empresa alemã. O usineiro que nos venderia o produto alegou que o Instituo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Açucar&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Alcool&lt;/span&gt; ( antiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;sinecura&lt;/span&gt; oficial) havia mudado o plano de safra e que isso tinha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;inviabilizado&lt;/span&gt; a entrega do produto. Os alemães convocaram um processo de arbitragem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;internacional&lt;/span&gt; e tivemos que pagar, mesmo após um acordo favorável, a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;importância&lt;/span&gt; de quarenta mil dólares de multa pelo não cumprimento do contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns episódios tornaram-se bizarros e outros até ridículos. Para garantir que os preços se mantivessem estáveis, foi criada a figura do fiscal do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Sarney&lt;/span&gt;. Pessoas bem intencionadas, inocentes úteis, que se dispunham a ir aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;supermercados&lt;/span&gt; e verificar se havia algum abuso no aumento dos preços dos produtos. Geralmente eram donas de casa imbuídas do espírito patriótico, que no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;afã&lt;/span&gt; de cumprir o que o presidente tinha proposto, acreditavam no plano que mais tarde se mostraria mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;eleitoreiro&lt;/span&gt; do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;econômico&lt;/span&gt;. Mas, houve também a caça aos bois no pasto. Isso foi o lado ridículo. O governo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;demagógicamente&lt;/span&gt; culpou os criadores pela diminuição da oferta de carne no mercado. E para dar a conotação de seriedade, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;acionou&lt;/span&gt; a policia federal para que fosse buscar e apreender os bois que estivessem sendo mantidos nos pastos. O Brasil já viu coisas piores mas, depois de tantos anos do descobrimento, já era hora de os nossos governantes criarem um pouco de vergonha na cara. O que ficou patente no decorrer do ano de 1986 é que o plano tinha nascido morto e que sua manutenção estava sendo forçada para garantir ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;PMDB&lt;/span&gt; o sucesso que teve nas eleições de Novembro daquele ano. Dane-se o povo! Os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;interesses&lt;/span&gt; do partido estavam acima. E não é isso mesmo que estamos assistindo agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culminância da irresponsabilidade foi a decretação da moratória unilateral, deixando o Brasil de honrar os seus compromisso de divida externa. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Dilson&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Funaro&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;quis&lt;/span&gt; dar uma demonstração de força e quem pagou o pato foi o povo brasileiro. Quando será que os dirigentes se lembrarão de que não são os donos do poder mas sim prepostos do povo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Stress&lt;/span&gt; não é necessário. Basta ter a tranquilidade de saber aceitar a realidade. Quem sabe podemos realizar mais se soubermos pensar menos e mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetivamente&lt;/span&gt;? Pensar e sonhar se completam. E então acordei para a realidade que tenho que aceitar para ter tranquilidade e ser coerente. E a realidade me surpreendeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias leio o jornal pela manhã e ouço as noticias antes do jantar. Na maioria são relatos de crimes de todos os tipos, perpetrados com armas, veículos, fraudes, roubos e assaltos e, apesar de não constar do palavrório criminal, com cinismo. Ouvi de um amigo que estava com problemas de relacionamento conjugal que, mesmo sendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;flagrado&lt;/span&gt; pela esposa copulando com outra, diria demonstrando surpresa: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Ué&lt;/span&gt;, não é você não?". Pois é! Essa é a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;técnica&lt;/span&gt; que estamos vendo sendo usada pelo governo, seja ele federal, estadual ou municipal, há já alguns anos e com desenvoltura. Quando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;FHC&lt;/span&gt; viu acontecer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;apagão&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;elétrico&lt;/span&gt; no Brasil, disse para espanto dos incrédulos que tinha sido surpreendido com o fato de não termos energia suficiente. Como pode o chefe da nação se surpreender com tal fato se, nomeado por ele, existe um ministro responsável por informá-lo? Aí apelou-se para tudo inclusive o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;El&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Niño&lt;/span&gt; que apesar de ser criança, tem as costas largas. Mas em nenhum momento reconheceu o poder publico que houve imprevidência oficial ou falta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;planejamento&lt;/span&gt; e investimentos necessários. Claro! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Brasilia&lt;/span&gt; é a ilha da fantasia onde todos são felizes e não há crise. Ainda com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;FHC&lt;/span&gt; ouvimos que as reservas cambiais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;brasileiras&lt;/span&gt; estavam em um patamar elevado, em cerca de setenta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de dólares e, em menos de cinco meses, elas tinham sido reduzidas a meros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;dezenove&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;bilhões&lt;/span&gt; pela saída forte de capitais estrangeiros. E veio a crise de 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lula anunciou que agora era só paz e amor. Cumpriu a promessa. Pacificou a oposição com tal fervor que ela se tornou parte do governo. O custo dessa paz? Cinquenta e cinco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de reais sacados de bancos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;distribuidos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;magnanimamente&lt;/span&gt; num esquema de mesada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;semi&lt;/span&gt; oficial. Desenvolveu uma atitude amorosa com Chaves, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Fidel&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Rafael Correa, Evo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Morales&lt;/span&gt; e Fernando Lugo, própria de um amante da fraternidade. Como bom samaritano, perdoou dívidas de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;países&lt;/span&gt; africanos, investiu em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;projetos&lt;/span&gt; estrangeiros e chegou até a emprestar dinheiro ao FMI. Lula paz e amor! Há quem diga que em toda essa movimentação há um desejo forte de ver seu nome &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;incluído&lt;/span&gt; na lista dos candidatos ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;prémio&lt;/span&gt; Nobel da Paz. Não acredito! Não é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;possível&lt;/span&gt; que ele, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;semi&lt;/span&gt; letrado que soube negociar o seu lugar ao sol, que aprendeu nas lides sindicalistas como é complicada a natureza humana, tenha um pensamento tão simplista com relação àqueles que decidem sobre os ganhadores. Acho que ele tem um sonho; ser maior do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Getulio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Vargas&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Juscelino&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Kubitschek&lt;/span&gt; e quem sabe talvez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Mahatma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Gandhi&lt;/span&gt;. Para concretizar esse sonho não trepida em lançar mão dos mais audaciosos meios, alguns até pouco ortodoxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a negação ou a mentira se tornaram fatos perenes na nossa vida politica. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;mensalão&lt;/span&gt; que todos conheceram menos o Lula, com todos os desdobramentos que geraram até cem mil dólares escondidos na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;cueca&lt;/span&gt; de um ajudante de político. Contratos de empréstimo assinados sem que o responsável pela assinatura soubesse do que se tratava, um milhão de reais numa mala circulando pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;lobby&lt;/span&gt; de um hotel de São Paulo aparentemente para comprar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;dossiê&lt;/span&gt; que comprometesse o candidato da oposição. E como os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;maleiros&lt;/span&gt; estavam vinculados ao partido do presidente, este correu a chamá-los de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;aloprados&lt;/span&gt;". E o homem a quem os "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;aloprados&lt;/span&gt;" estavam ligados, um senador da Republica, conseguiu revogar o irrevogável no plenário do Senado. Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Camara&lt;/span&gt; dos Deputados uma das deputadas comemorou a não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;cassação&lt;/span&gt; de um acusado com uma dança grotesca. O ex presidente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Collor&lt;/span&gt; com um olhar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;nitidamente&lt;/span&gt; perturbado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;aparteou&lt;/span&gt; o seu colega Pedro Simon em tom ameaçador. Tivemos a quebra do sigilo do caseiro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Palloci&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;affaire&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Renan&lt;/span&gt; Calheiros e agora mais uma vez estamos assistindo ao triste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; do uso da Receita Federal para fins &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;politicos&lt;/span&gt;, para não falar do mensalinho do Arruda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso parece ser parte de um plano sinistro para tornar o Brasil o instrumento do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;exercício&lt;/span&gt; do poder de um grupo partidário que busca, por todos os meios, lícitos ou ilícitos, a hegemonia. O uso da máquina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;governamental&lt;/span&gt; pelos sindicatos, através da ocupação de cargos de mando nos ministérios, autarquias, fundos de pensão de empresas estatais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;diretoria&lt;/span&gt; dessas empresas e de bancos é hoje &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;inconteste&lt;/span&gt;. A licitação da usina de Belo Monte é um excelente exemplo com as regras da licitação sendo alteradas e a decisão sendo tomada vinte minutos depois. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;BNDES&lt;/span&gt; emprestando dinheiro a taxas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;susidiadas&lt;/span&gt; e pagando o custo desse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;dinheiro&lt;/span&gt; pela taxa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Selic&lt;/span&gt;. Mais ou menos uma diferença de 4 pontos percentuais que alguém vai ter que pagar e já sei quem pagará: o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;contribuinte&lt;/span&gt;. Enquanto isso, o povo espera longas filas pelo atendimento precário dos hospitais e postos de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;saúde&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;públicos&lt;/span&gt;, para ver se pode ser tratado de doenças que poderiam ser evitadas se, nos lugares onde vivem, houvesse água tratada e esgotos sanitários. Não! Eles caminham muito com um balde de água e atravessam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;córregos&lt;/span&gt; de excrementos. As crianças são obrigadas a andar por horas para comparecer a uma escola que muitas vezes nem mobiliário tem. Então a professora que muitas vezes não recebe o seu salário, tenta ensinar esses pequenos sofredores a ser brasileiro enquanto, em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Brasilia&lt;/span&gt;, os motoristas do senado e de outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;orgãos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;publicos&lt;/span&gt; ganham ordenados &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;nababescos&lt;/span&gt;. O produtor rural se esforça na produção mas muitas vezes descobre que não tem onde estocar e nem como escoar a sua safra. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;caminhoneiro&lt;/span&gt; que pode resolver o problema do produtor tem que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;trafegar&lt;/span&gt; em estradas federais esburacadas e sujeitos a assaltos pela total falta de uma politica nacional de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o presidente tem mais de 80% de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;índice&lt;/span&gt; de aprovação do seu governo. A pergunta que não quer calar é: como isso é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;possível&lt;/span&gt;? O povo brasileiro tem memória curta e aspirações pequenas. O Bolsa  &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Família&lt;/span&gt; é o grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;contribuinte&lt;/span&gt; para essa taxa de aprovação. Como alguns afirmaram que esse programa induz a falta de estimulo para educação, o Lula apressou-se em taxá-los de imbecis. Ele tem razão. Nós somos imbecis pois não vemos que o Brasil em breve será uma democracia que o companheiro Chaves denomina de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;bolivariana&lt;/span&gt;. O Congresso está desmoralizado e, os candidatos que estamos vendo só contribuirão para isso. Só resta agora desmoralizar o judiciário que pelo visto em breve estará contaminado pela nomeação de representantes sem o famoso notório saber. Enquanto isso os brasileiros vêm com admiração as estrofes do hino nacional dizerem: "deitado eternamente em berço &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;esplêndido&lt;/span&gt;".  Quando será que o povo brasileiro deixará esse berço &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;esplêndido&lt;/span&gt; para assumir o seu lugar no esforço de redenção da vergonha nacional?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Saímos com destino ao sul do Brasil durante o mês de Julho, sem reservas de hotel. Levamos travesseiros e cobertores para o caso de não arranjarmos hospedaria em algum lugar onde parássemos, preparados para dormir dentro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Caravan&lt;/span&gt;. Saímos de São Paulo e tomamos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Regis&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Bittencourt&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Curitiba&lt;/span&gt; onde pernoitaríamos, com direito a jantar em Santa Felicidade. Foi fácil achar hotel em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Curitiba&lt;/span&gt;. Vocês vão perguntar porque o sul do Brasil se Julho é o mês das frentes frias. Gostamos do frio porque nos sentimos mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;energizados&lt;/span&gt;. Santa Felicidade é um lugar fantástico. Os restaurantes são tantos e tão bons que fica &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;difícil&lt;/span&gt; escolher entre eles, aquele que pode nos satisfazer a gula. Sim, porque a comida lá é tão variada e abundante que só a gula justifica mas é para quem aprecia a comida rústica italiana e o vinho da casa que em São Paulo chamam de "vinho da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;colônia&lt;/span&gt;". Na época a lei seca ainda não tinha sido inventada e por isso voltar para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Curitiba&lt;/span&gt; não envolvia risco de pesadas multas e muitos pontos perdidos no prontuário, porque, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;impossivel&lt;/span&gt; só tomar um cálice de vinho com tanta coisa boa. Voltamos sem incidentes e após um belo café da manhã, pegamos a estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;BR&lt;/span&gt; 116 para chegarmos a Porto Alegre porque queria passar próximo ao Vale do Rio do Peixe, onde tinha ido a negócio e não podia esquecer a beleza do cenário. A primeira parada depois de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Curitiba&lt;/span&gt; foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Blumenau&lt;/span&gt; por várias razões: cerveja, cerveja e muita cerveja! Minha mulher era uma boa companheira de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;chopp&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Blumenau&lt;/span&gt; sendo a sede da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Oktober&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Fest&lt;/span&gt; brasileira, não podia estar fora do nosso roteiro. Mais uma vez, hotel não foi problema e começamos a desconfiar que deveríamos ter deixado os travesseiros e cobertores em São Paulo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Blumenau&lt;/span&gt; tinha sido inundada no ano anterior, mas, os vestígios da inundação já não eram mais visíveis graças aos esforços de um povo muito disciplinado e trabalhador. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;influência&lt;/span&gt; alemã é muito forte no tipo físico do povo, nas construções, nos hábitos e na culinária. Jantamos em um restaurante típico alemão chamado Cavalinho Branco, com direito a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;eisbein&lt;/span&gt; e chucrute, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Steinhaeger&lt;/span&gt; e muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;chopp&lt;/span&gt;. Para animar o ambiente havia uma pequena banda estilo alemão tocando o que os alemães chamam de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;huntata&lt;/span&gt;, ou seja, o ritmo das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;polkas&lt;/span&gt; e das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;valsinhas&lt;/span&gt;. Percebi que os músicos estavam de olho na garrafa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Steinhaeger&lt;/span&gt; e pedi ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;garçon&lt;/span&gt; que servisse uma dose para cada um deles. O resultado foi fantástico. A banda pegou fogo e nos divertimos muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia seguinte fomos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Pomerode&lt;/span&gt;, distante 18 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;quilometros&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Blumenau,&lt;/span&gt; uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;pequena&lt;/span&gt; vila em que as vezes se ouve falar o português. É como estar fora do Brasil, com as crianças indo sozinhas para a escola e a maioria da população se movimentando em bicicletas. Visitamos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;fábricca&lt;/span&gt; da Porcelana &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Schmidt&lt;/span&gt; e como não podia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;deixar&lt;/span&gt; de acontecer compramos algumas peças. O pessoal da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Schmidt&lt;/span&gt; nos recomendou um restaurante muito aprazível,no meio de árvores. Estacionei e tranquei o meu carro como sempre fazia e entramos no restaurante. O dono veio nos receber e depois de sentarmos disse com um forte sotaque &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;germânico&lt;/span&gt;: "Vocês não são &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;daqui&lt;/span&gt; não é?" Disse que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;éramos&lt;/span&gt; de São Paulo e ele disse em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;seguida&lt;/span&gt; que tinha desconfiado porque eu havia trancado o carro, um hábito pouco comum na cidade. O almoço foi no estilo Santa Felicidade só que com toques de comida alemã. Numa mesa para quatro pessoas eles nos serviram um pouco de tudo: feijão, arroz, macarrão, farofa, salada, linguiça frita, porco assado, carne assada, churrasco, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;eisbein&lt;/span&gt; e chucrute, frango ao molho pardo, enfim um desfile &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;gastronômico&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;impressionante&lt;/span&gt;. A ideia era continuar viagem em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;direção&lt;/span&gt; a Vacaria, mas, depois de um almoço desses, só pudemos voltar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Blumenau&lt;/span&gt;. Importante dizer que uma das copas de futebol que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;ganhamos foi&lt;/span&gt; festejada nesse restaurante, com o pessoal cantando o hino nacional brasileiro em alemão. Vi isso na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Vacaria na hora do almoço mas paramos para abastecer e seguimos viagem. Vacaria estava gelada pois a topografia é plana e o vento nos cortava pelo meio e também, porque queria chegar a Caxias do Sul a tempo de pegar algum dinheiro no banco pois em algumas localidades o cartão de crédito ainda não era muito popular e meu talão de cheque estava acabando. Já que estávamos fora da hora do almoço, fizemos um pequeno lanche em Caxias do Sul e seguimos viagem para Porto Alegre onde pernoitamos. Como a minha mulher e eu já conhecíamos bastante bem Porto Alegre saímos cedo em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;direção&lt;/span&gt; a Torres, a praia de veraneio dos gaúchos. Chegamos a Torres perto do meio dia e procuramos um hotel onde &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;pudéssemos&lt;/span&gt; pernoitar. Achamos um bem razoável mas descobrimos que seríamos os únicos hóspedes. Torres em Julho é uma cidade fantasma. Todas as casas da avenida beira mar estavam fechadas e ninguém andava na rua. Chegamos ao fim da praia e também a divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina com o Rio  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Mampituba&lt;/span&gt;. Encontramos um restaurante completamente vazio e entrei para perguntar se estavam funcionando. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;garçon&lt;/span&gt; muito simpático &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;garantiu&lt;/span&gt; que não só estavam abertos como tinham acabado de receber uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;garoupa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;recem&lt;/span&gt; pescada. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Convidou&lt;/span&gt;-nos a esperar deitados em redes estendidas numa espécie de alpendre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;en&lt;/span&gt;quanto preparavam caipirinhas, camarões fritos e naturalmente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;garoupa&lt;/span&gt;. A vista do restaurante era fantástica pois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; o rio pela frente por onde passavam as traineiras que voltavam da pescaria. Para quem foi criado a beira mar isso é uma espécie de paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos Torres para trás com saudade mas ainda &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; muitas descobertas a fazer. Ao longo do caminho até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Joinville&lt;/span&gt; onde pernoitaríamos, passamos em Laguna onde vimos um verdadeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;show&lt;/span&gt; de golfinhos na ponta de um quebra mar, para não falar da cidade que tem muita história para contar. Passamos por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Florianópolis&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Camboriu&lt;/span&gt; e depois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;chegamos&lt;/span&gt; em dois lugares &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;inesquecíveis&lt;/span&gt;: Porto Belo e São Francisco do Sul. Tive a impressão que havia chegado no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Caribe&lt;/span&gt; quando entrei em Porto Belo. O mar com variação de tonalidade do verde água ao azul rei, enseadas magníficas e praias que fariam a alegria dos surfistas e tudo isso absolutamente primitivo. Naquela época o turismo interno ainda não tinha chegado a esses lugares. São Francisco do Sul é hoje um porto importante no manuseio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;containers&lt;/span&gt; mas em 86 era só uma cidade pequena, com muita poesia e um cenário que motivou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;tombamento&lt;/span&gt; da cidade. As canoas na areia da praia, as árvores dando-lhes sombra, um mar sereno, o casario colonial e bem conservado, tudo isso dava a cidade um tom quase mágico. Nosso tempo estava se esgotando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;infelizme&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;nte&lt;/span&gt; e então aceleramos o ritmo para chegarmos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Joinville&lt;/span&gt; onde pernoitaríamos antes de pegar a estrada novamente para São Paulo. A viagem foi maravilhosa e descobri que o Brasil tem muita coisa que o brasileiro ainda não descobriu, só não tem é a preocupação em protege-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8435308767929292634-3439083158035932506?l=blogdocamillo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/feeds/3439083158035932506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/2010/08/ferias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default/3439083158035932506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default/3439083158035932506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/2010/08/ferias.html' title='Férias'/><author><name>blog do Camillo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02801390364050868436</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/-m66psSvuAxs/TiXb5mH1ZwI/AAAAAAAAAKY/0GuwL239XUk/s220/az%2B162.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8435308767929292634.post-541435527591649881</id><published>2010-08-14T10:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T11:08:32.907-07:00</updated><title type='text'>Chrysler</title><content type='html'>Através da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Schuler&lt;/span&gt; da Alemanha recebemos informação de que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Corporation&lt;/span&gt; estava no mercado para comprar prensas hidráulicas para suas divisões de estamparia nos Estados Unidos e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tratativas&lt;/span&gt; iniciais estavam sendo conduzidas pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Schuler&lt;/span&gt; americana. Pelas noticias que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tínhamos&lt;/span&gt;, a briga ia ser boa porque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;havia&lt;/span&gt; concorrentes de peso, não só americanos como também japoneses. Soubemos que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; tinha necessidade de um pacote de financiamento para viabilizar a compra. Ia ser um bom teste para nós. Em 1980 &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;aquela&lt;/span&gt; empresa recorreu ao governo americano dentro de um programa de garantia federal para empréstimos a empresas. Como sempre, o fato de ser a terceira montadora americana e também garantir milhares de empregos, o governo resolveu conceder a garantia federal a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Manufacturers&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Hanover&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Trust&lt;/span&gt; foi o banco que coordenou essa garantia. Foi a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;única&lt;/span&gt; maneira de evitar que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; recorresse ao processo de concordata. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Ronald&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Reagan&lt;/span&gt; era então o presidente dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Paralelamente à preparação da proposta das prensas, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;iniciamos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;tratativas&lt;/span&gt; junto a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;CACEX&lt;/span&gt; (Carteira de Comercio Exterior), um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;departamento&lt;/span&gt; do Banco do Brasil que oferecia financiamento a exportações com juros subsidiados pelo governo brasileiro através do programa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;equalização&lt;/span&gt; de taxas. Esse programa garantia a empresa tomadora, juros iguais a taxa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;interbancária&lt;/span&gt; de Londres (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;LIBOR&lt;/span&gt;) sendo a diferença da taxa de mercado absorvida pelo Tesouro Nacional. Conseguimos que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Cacex&lt;/span&gt; nos garantisse um financiamento de dez anos para uma venda de vinte e três milhões de dólares. Mas, esse financiamento deveria ser dividido em duas partes. Os primeiros cinco anos teriam que ser financiados por um banco privado e os restantes cinco seria absorvidos pelo Banco do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Janeiro de 1984 viajei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;New&lt;/span&gt; York para uma reunião com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Manufaturers&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Hanover&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Trust&lt;/span&gt; que conhecia muito o problema da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Chrysler&lt;/span&gt;. Cheguei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;New&lt;/span&gt; York numa segunda feira com reunião marcada para as 10:30 da manhã. A minha bagagem não chegou!. Entre preencher os formulários e correr de balcão em balcão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;desperdicei quase&lt;/span&gt; duas horas. Quando cheguei ao hotel o presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Schuler&lt;/span&gt; americana me aguardava preocupado com o meu atraso. Avisei ao banco que me atrasaria meia hora e com isso consegui correr a uma loja &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;próxima&lt;/span&gt; ao hotel onde comprei uma camisa e uma gravata e também artigos de higiene pessoal. Cheguei ao banco vestindo uma calça azul marinho, camisa branca, gravata e uma jaqueta de pele de carneiro que levara comigo para enfrentar o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;inverno&lt;/span&gt; americano. A reunião começou com um problema sério. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;diretor&lt;/span&gt; do banco me comunicou que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Manufacturers&lt;/span&gt; não faria nenhum &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;financiamento&lt;/span&gt; superior a três anos de prazo e eu precisava de cinco. Após alguns sofridos minutos, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;diretor&lt;/span&gt; notou que eu estava começando a derreter dentro do casaco pois o banco dispunha de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;calefação&lt;/span&gt; e a temperatura interna era de 22 graus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Celsius&lt;/span&gt;. Ele propôs então que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;tirássemos&lt;/span&gt; o paletó e isso me deu vida nova para brigar pelos dois anos adicionais. Ficou então combinado que antes de se comprometerem, iriam comigo a uma reunião em Detroit para discutir o assunto com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Chrysler&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inverno estava no auge e ao chegarmos a Detroit ao redor das cinco horas da tarde, nos deparamos com todas as estradas cheias de neve e gelo e dirigir naquelas condições era bastante &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;difícil&lt;/span&gt;. Por sorte, conseguimos chegar ao hotel sem acidentes. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Dearborne&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Inn&lt;/span&gt; era um hotel da Ford Motor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Company&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;construído&lt;/span&gt; em estilo colonial americano e que tinha nos fundos, réplicas das casas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;personalidades&lt;/span&gt; famosas da politica americana. Fiquei hospedado na réplica da casa do Thomas Jefferson, com direito a lareira no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;living&lt;/span&gt;, cadeira de balanço e toda a atmosfera colonial. Só não tinha os punhos rendados e a peruca branca. O salão do restaurante era amplo e tinha um toque especial: havia uma mulher tocando harpa. Nada mais chique e romântico. Jantar assim era muito especial e compensava a tensão da reunião que aconteceria no dia seguinte. Gastamos boa parte da manhã do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;dia&lt;/span&gt; seguinte discutindo as condições do financiamento e finalmente, após retornar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;New&lt;/span&gt; York, consegui   que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Manufacturers&lt;/span&gt; aceitasse os cinco anos de prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após seis meses de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;tratativas&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;período&lt;/span&gt; durante o qual a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; enviou ao Brasil uma missão chefiada pelo comprador chefe e alguns engenheiros para avaliar as nossas instalações e capacidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;técnica&lt;/span&gt;, esperávamos ansiosamente pela conclusão do negócio.. Examinaram até a limpeza das bancadas de trabalho próximas das máquinas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;operatrizes&lt;/span&gt; e deram-se por satisfeitos. Nesse meio tempo o comprador da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; nos solicitou uma carta em que comprovassemos a existência dos dez anos de financiamento e suas condições. O presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Schuler&lt;/span&gt; do Brasil já estava em Detroit para a reunião que aconteceria numa quinta feira e me telefonou na segunda feira dizendo da necessidade de ter a carta e mão para a reunião. Na terça feira embarquei para o Rio de Janeiro e na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Cacex&lt;/span&gt; esperei praticamente o dia inteiro pela tal carta que acabou sendo prometida para quarta feira ao meio dia. Precisava chegar a Detroit a tempo da reunião para entregar a carta. Tendo pernoitado inesperadamente no Rio de Janeiro, telefonei para minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;secretária com&lt;/span&gt; as seguintes instruções: telefonar para a minha mulher e pedir que ela preparasse minha mala, desse a ela uma passagem aérea de ida e volta de São Paulo ao Rio para o aeroporto do Galeão, mandasse por ela o meu passaporte e dinheiro juntamente com a passagem Rio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;New&lt;/span&gt; York/São Paulo. Quando cheguei no aeroporto Kennedy havia um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;comandante&lt;/span&gt; de um avião executivo me esperando para me levar a Detroit. Consegui finalmente chegar com a carta no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;exato&lt;/span&gt; momento em que o comprador perguntava pela carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; marcou uma reunião decisiva a qual comparecemos acompanhados de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;diretor&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Schuler&lt;/span&gt; da Alemanha. Mais uma vez, a tecnologia alemã deu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;show&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;conhecimento&lt;/span&gt;. Nenhuma pergunta ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;objeção&lt;/span&gt; dos engenheiros da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Chrysler&lt;/span&gt; ficou sem resposta ou explicação. Depois da reunião que durou seis horas, voltamos ao hotel e ficamos aguardando ansiosamente a decisão dos compradores que veio duas horas depois. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;Havíamos&lt;/span&gt; conseguido vender o nosso produto! Fomos ao bar do hotel para comemorar e pedi então uma dose dupla de whisky. O que não me lembrei era de que estávamos já &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;no&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Happy&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;Hour&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;por&lt;/span&gt; isso, recebi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;dois&lt;/span&gt; copos com doses duplas de whisky. Reclamar por que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;tinhamos&lt;/span&gt; vendido vinte de três milhões de dólares?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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A minha ideia era verificar junto aos gregos qual a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;verdadeira&lt;/span&gt; situação desse assunto. Surgiu então a possibilidade de se discutir uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;possível&lt;/span&gt; proposta para o fornecimento de um laminador para uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mini&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;siderurgica&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Tunísia&lt;/span&gt;. Aproveitei a oportunidade e já que tinha que fazer uma conexão em algum aeroporto europeu para chegar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Tunis&lt;/span&gt;, inclui Atenas no meu roteiro e avisei o nosso representante em Paris que estaria indo àquela cidade. Combinamos então que um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;diretores&lt;/span&gt; da nossa representante estaria me esperando em Atenas. Sendo ele um grego influente, poderia como depois verifiquei, facilitar muito os meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;contatos&lt;/span&gt;. Fui recebido por ele ainda na pista junto ao avião e já ali pude ver que ele era realmente eficiente. Pediu o meu passaporte e entregou-o a um outro senhor que estava com ele e fomos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;diretamente&lt;/span&gt; para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;setor&lt;/span&gt; de bagagens. Não passei pela imigração e após recolher minha mala fomos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;direto&lt;/span&gt; a um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;automóvel&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Merccedes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Benz&lt;/span&gt; com um motorista vestido com um terno muito bem cortado. Durante o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;trajeto&lt;/span&gt; do aeroporto até o hotel notei que todos os policiais de transito faziam continência para nós. Achei o meu amigo grego uma figura especial. Era grego mas morava em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Monaco&lt;/span&gt; a bordo de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;yatch&lt;/span&gt; e vivia uma vida fantástica. Depois que o conheci, numa das viagens que fiz a Paris, convidou-me para comemorar o seu aniversário com um jantar no famoso La &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Tour&lt;/span&gt; D'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Argent&lt;/span&gt;, um dos oito restaurantes três estrelas franceses concedido pelo Guia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Michelin&lt;/span&gt; e especializado em pato. Nesse jantar tive a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;companhia&lt;/span&gt;  do embaixador de Chipre e sua esposa, o presidente da empresa que nos representou na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Rússia&lt;/span&gt; e sua mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devidamente instalado no hotel em Atenas recebi um telefonema do meu amigo grego avisando-me que naquela noite &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;jantaríamos&lt;/span&gt; com o Ministro das Relações Exteriores da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Grécia&lt;/span&gt;. Acho que meu amigo queria me impressionar e definitivamente conseguiu. O jantar foi muito agradável principalmente por ter tido a oportunidade de conhecer o ministro. Uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;personalidade&lt;/span&gt; forte mas extremamente educado, com uma cultura grande mas sem arrogância e um senso de humor capaz de causar inveja aos britânicos. Durante o jantar o ministro fez questão de mostrar o seu apreço pelo meu amigo grego por sua desenvoltura no mundo dos negócios com uma frase que achei antológica: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Mon&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;ami&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;est&lt;/span&gt; l'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;incorruptible&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;corrupteur&lt;/span&gt;"( meu amigo é o incorruptível corruptor). Só sei que no dia seguinte seria recebido pelo equivalente ao ministro da industria da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Grécia&lt;/span&gt;. Durante a reunião ao lhe comunicar a minha viagem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Moscou&lt;/span&gt; e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;tratativas&lt;/span&gt; com os russos para integrar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;projeto&lt;/span&gt; que eles estavam preparando para a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Grécia&lt;/span&gt;, o ministro demonstrou total surpresa e foi categórico ao dizer que o governo grego não tinha nenhum interesse em qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;projeto&lt;/span&gt; siderúrgico a curto e médio prazo. A minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;desconfiança&lt;/span&gt; com relação ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;projeto&lt;/span&gt; russo se confirmou, mas, depois imaginei a grande jogada dos russos. Faltava-lhes uma boa tecnologia para laminar aço inoxidável. Para entrar de posse de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;projeto&lt;/span&gt; completo de tal laminação, a melhor escolha seria ter um elaborado pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Schloemann&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Siemag&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Dusseldorff&lt;/span&gt;, mas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;contatar&lt;/span&gt; a empresa na Alemanha seria duvidoso porem usar uma empresa brasileira que pudesse usar a tecnologia alemã poderia ser o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Grécia&lt;/span&gt; descartada cheguei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Tunis&lt;/span&gt; para uma visita breve e tratei de visitar a embaixada. Por uma feliz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;coincidência&lt;/span&gt; o embaixador Frank da Costa  já me conhecia por ter trabalhado em um grupo de representantes de empresas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;transnacionais&lt;/span&gt; coordenado por ele quando ainda estava sediado em Bruxelas para a elaboração de um estudo sobre o papel daquelas empresas para o desenvolvimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;econômico&lt;/span&gt;. Isso me facilitou muito os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;contatos&lt;/span&gt; pois a ajuda do embaixador foi inestimável pela sua influência e empenho. No dia seguinte ao da minha chegada, fui levado a Cartago onde estava situada a sede da empresa que viria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;a coordenar&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;projeto&lt;/span&gt;. Outra vez fiquei interessado em poder visitar as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;ruínas&lt;/span&gt; romanas lá existentes, mas, isso não foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;possível&lt;/span&gt;. Eu não era o dono da minha agenda. A viagem de volta a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Tunis&lt;/span&gt; foi marcada por uma hora de audição da maior cantora árabe daquela época. Confesso que ao final já estava um pouco cansado e para espantá-lo, decidi acompanhar o ritmo da musica que com boa vontade pode ser contagiante. Comuniquei ao embaixador que iríamos preparar uma proposta e voltaríamos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Tunisia&lt;/span&gt; para dar prosseguimento às negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Tunis&lt;/span&gt; guardo a lembrança de uma cidade muito cheia de palmeiras e tamareiras, com o nome de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Habib&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Bourguiba&lt;/span&gt; nas avenidas, no aeroporto, enfim em lugares de destaque para homenagear aquele que é considerado o pai da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Tunisia&lt;/span&gt; e responsável pela sua criação. Todas as tardes acontece um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; único na avenida central de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Tunis&lt;/span&gt;. As andorinhas retornam para passar a noite nas árvores situadas no centro da avenida e o bailado que fazem, voando compactas como uma nuvem, é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; que dura uns bons vinte minutos. Guardo também a lembrança do gosto maravilhoso das tâmaras frescas que dizem os entendidos é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;manah&lt;/span&gt; que Deus fazia cair do céu para alimentar os hebreus em fuga do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Egito&lt;/span&gt;. Tive o privilégio de come-las arrancando-as do galho da palmeira. É algo divino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Minha curiosidade conseguiu saber que aquelas faixas eram exclusivas dos membros do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Politburo&lt;/span&gt;. Só autoridades! Deve ser duro você viver num sistema em que todos os dias, indo e vindo para o trabalho ou para casa, ser lembrado que existe alguém que pode mais do que você e que será castigado se não aceitar esse fato. Minha incompatibilidade com o regime marxista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;leninista&lt;/span&gt; é definitiva. Meu hotel ficava a uma distancia de dez minutos de caminhada do Kremlin, um lugar místico pela grande história que suas muralhas contêm. Arranjei tempo para passar uma tarde passeando por entre edifícios majestosos e igrejas únicas. São cinco igrejas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;dentro&lt;/span&gt; da cidadela, todas com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;domos&lt;/span&gt; bizantinos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;cobertos&lt;/span&gt; por placas de ouro o que dá ao conjunto uma visão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;incrível&lt;/span&gt;. Dentro das igrejas que na época não funcionavam como templos religiosos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;encontra&lt;/span&gt;-se uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;coleção&lt;/span&gt; deslumbrante de ícones,  castiçais em prata lavrada, um trabalho que se assemelha a uma renda. O Kremlin ostenta a opulência dos tempos dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;czsares&lt;/span&gt;, com a grandiosidade espelhando a riqueza. Colocado junto a um dos prédios está um dos exemplos dessa opulência; um enorme sino, o maior que existe e que deve ter aproximadamente uns três metros e meio de altura por três de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;diamentro&lt;/span&gt;. Foi mandado fundir por um dos czares que se esqueceu que naquela época não havia ainda um guindaste capaz de levantar tamanho peso. Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;consequência&lt;/span&gt;, ficou o sino dentro da fundição por um largo tempo e, certo dia, um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;incêndio&lt;/span&gt; destruiu a fundição mas o sino resistiu porem, devido ao intenso frio no dia do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;incêndio&lt;/span&gt;, a brusca diferença de temperatura causada pela água que  o apagou  fez com que houvesse uma rachadura na borda do sino. Com o manuseio, essa rachadura acabou se ampliando e hoje, um pedaço do sino está nele encostado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hotel onde estava hospedado o restaurante era promissor mas a comida era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;difícil&lt;/span&gt; de se engolir. No café da manhã, o café tinha que ser preparado na xícara pois havia uma espécie de máquina de café que só continha água quente. Ao lado da dita, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;sachês&lt;/span&gt; de café &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;soluvel&lt;/span&gt;. No primeiro dia tentei comer um pedaço de bolo de carne mas não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;consegui&lt;/span&gt; engolir. Tinha gosto de sebo. No jantar do primeiro dia pedi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;esturjão&lt;/span&gt; como prato principal. Estava curioso com relação ao gosto do peixe que nos dá o caviar. Triste escolha! O prato que puseram na frente parecia conter um monte de excremento. Mal arrumado, não havia um pedaço de peixe mas um monte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;marron&lt;/span&gt; bastante desarrumado. Depois dos embates &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;gastronômicos&lt;/span&gt;, fiquei sem saber como fazer para enfrentar os desafios das refeições que se seguiriam. Felizmente descobri que no nono andar do hotel havia um restaurante que só servia caviar e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;blinis&lt;/span&gt;. Foi a glória. Passei os demais dias da minha estada em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Moscou&lt;/span&gt; jantando diariamente no restaurante e comendo caviar com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;blinis&lt;/span&gt;. Interessante foi a pergunta do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;garçon&lt;/span&gt; do primeiro dia, quando pedi vodka para beber. Perguntou-me ele quantos gramas de vodka desejava beber. Fiquei imaginando como converter liquido em gramas mas tentei 200 gramas. Pura sorte! A quantidade era suficiente para duas boas doses e bastante para me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;proporcionar&lt;/span&gt; um bom sono até as duas e meia da manhã. Porque só até as duas e meia? Porque era a hora em que fechava o bar do hotel e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;pinguços&lt;/span&gt; iam então para a frente do hotel na mais sonora das despedidas. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Bêbado&lt;/span&gt; se despede mas retoma o papo e se despede de novo e de novo retoma o papo. A coisa ia sempre longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;passagem&lt;/span&gt; pela Praça Vermelha deparei-me com uma enorme fila. Perguntei ao nosso representante o que era aquilo e ele me disse que era a fila para visitar o túmulo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Lenin&lt;/span&gt;. Fomos até perto do mausoléu e meu amigo me perguntou se eu queria visitá-lo mas disse-lhe que não pois a fila não me encorajava. Para minha surpresa ele me assegurou que sendo eu um estrangeiro, poderia furar a fila. Mais uma razão para eu ter voltado sem visitar o mausoléu. Na minha cabeça seria odioso ver um estrangeiro furar a fila passando por cima do direito dos cidadãos do país de terem o seu lugar respeitado, mas, de qualquer maneira, fiquei com uma impressão indelével de um lugar que já representou a insegurança e a ameaça para paz mundial quando, pessoas como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Stalin&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Kruchev&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Brejnev&lt;/span&gt; exibiam a sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;arrogância&lt;/span&gt; diante do poderio bélico em desfile pela praça.&lt;br /&gt;Ao lado dessa impressão desagradável, vivi momentos de extrema beleza no Kremlin. Fui convidado para um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;balé&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;inesquecível&lt;/span&gt;: o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;balé&lt;/span&gt; do Pequeno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Principe&lt;/span&gt;. Era a primeira  apresentação desse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;balé&lt;/span&gt; na União Soviética. O local da apresentação foi o Palácio das Artes, uma construção em estilo moderno dentro do Kremlin. O estilo contrasta com o desenho clássico dos demais edifícios que o circundam e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;momentaneamente&lt;/span&gt; nos transporta para fora das muralhas. A apresentação do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;balé&lt;/span&gt; foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;inesquecível&lt;/span&gt; não só pela beleza do cenário mas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;principalmente&lt;/span&gt; pela coreografia. A bailarina que representava a cobra na conversa com o pequeno &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;príncipe&lt;/span&gt; era quase uma cobra. Os seus movimentos pareciam de um ser sem coluna vertebral. Absolutamente maravilhoso todo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;espetáculo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Não poderia deixar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Moscou&lt;/span&gt; sem o lugar comum do elogio ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Metrô&lt;/span&gt; local. As estações são de um luxo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;extraordinário&lt;/span&gt;, com quadros maravilhosos e candelabros grandiosos além da profusão de mármores e granitos. Tamanha riqueza deveria ter uma explicação para um lugar tão popular e com tanto tráfico. A explicação que consegui foi a de que o luxo foi uma decisão de Joseph &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Stalin&lt;/span&gt; que queria que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Metrô&lt;/span&gt; se assemelhasse a um palácio para o povo, para que todos pudessem usufruir do mesmo luxo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Esse representante tinha interesse em negociar a elaboração de uma proposta nossa para o fornecimento de uma laminação de aço inoxidável que seria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;incluída&lt;/span&gt; em um pacote maior de uma grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;siderúrgica&lt;/span&gt; que os russos iriam ofertar para a Grécia.  Na época tínhamos um acordo de licenciamento com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Schloemann&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Siemag&lt;/span&gt; da Alemanha cuja experiência em todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;setores&lt;/span&gt; da siderurgia era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;inquestionável&lt;/span&gt;. Após estudar bem o assunto, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;diretoria&lt;/span&gt; do Grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Bardella&lt;/span&gt; decidiu apresentar a oferta da laminação aos russos. Para tanto, recebemos em São Paulo um engenheiro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Schloemann&lt;/span&gt; que juntamente com os engenheiros da Prensas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Schuler&lt;/span&gt;, montou uma sofisticada oferta. Em Outubro ficou marcada então uma reunião em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Moscou&lt;/span&gt; para apresentação da oferta e inicio das discussões necessárias para o entendimento completo de todos os detalhes do nosso &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;possível&lt;/span&gt; fornecimento. Ficou decidido então que o engenheiro alemão e eu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;iríamos&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Moscou&lt;/span&gt; para a reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi no mês de Setembro que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;jatos&lt;/span&gt; soviéticos abateram um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Boeing&lt;/span&gt; 747 da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Korean&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Air&lt;/span&gt; sob a alegação de que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Boeing&lt;/span&gt; teria invadido o espaço aéreo russo. Até hoje discute-se o assunto mas o fato é que o evento viria a interferir com a minha viagem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Moscou&lt;/span&gt; no mês seguinte. Minha secretária começou então a preparar a minha viagem com as necessárias reservas aéreas e foi aí que o problema começou. Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;reação&lt;/span&gt; a derrubada do avião da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Korean&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Air&lt;/span&gt;, as empresas que faziam voos comerciais para a URSS começaram um boicote nos voos e a alternativa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;encontrada&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Inge&lt;/span&gt; era um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;trajeto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;sui&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;generis&lt;/span&gt;: sairia de São Paulo pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Varig&lt;/span&gt; até Paris. De Paris iria pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;France&lt;/span&gt; até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Budapest&lt;/span&gt; onde permaneceria 16 horas esperando pela conexão com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Aeroflot&lt;/span&gt; para o voo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Moscou&lt;/span&gt;. Ficaria 16 horas no aeroporto húngaro porque não tinha visto para entrar na Hungria. A reunião estava marcada para uma segunda feira. Marquei o meu voo para Paris para um quinta feira e ao chegar na capital francesa, telefonei para o nosso representante que iria nos acompanhar nas reuniões para avisar do meu plano de viagem. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Persouyre&lt;/span&gt; tinha sido guia turístico em Paris e decidiu intervir para que eu pudesse conseguir um lugar no voo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;France&lt;/span&gt; que sairia para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Moscou&lt;/span&gt; no domingo. Finalmente consegui evitar a ida a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Budapest&lt;/span&gt; e a fantástica conexão da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Aeroflot&lt;/span&gt; e passei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;prazeirosamente&lt;/span&gt; um fim de semana na cidade luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O visto para  União Soviética foi emitido em São Paulo e consistia num encarte de 3 páginas que devia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;usar&lt;/span&gt; junto com meu passaporte brasileiro. Recebi também um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;voucher&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;relativo&lt;/span&gt; ao pré pagamento da minha estada no Hotel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Intourist&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Moscou&lt;/span&gt;. O meu passaporte nunca mostrou a minha viagem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Moscou&lt;/span&gt;. O voo de Paris até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Moscou&lt;/span&gt; durou umas duas horas e meia e o serviço de bordo limitou-se a água e café por causa do boicote das empresas aéreas. De fato, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;France&lt;/span&gt; era a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;única&lt;/span&gt; empresa aérea europeia que ainda voava para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Moscou&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Após passar pela imigração e alfandega russa, procurei informações sobre como proceder com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;voucher&lt;/span&gt; do hotel. Fui então encaminhado a um balcão no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;saguão&lt;/span&gt; de saída do aeroporto onde um funcionário &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;providenciou&lt;/span&gt; um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;taxi&lt;/span&gt; e felizmente disse ao motorista o meu destino já que o motorista não falava nada além do russo. É bom lembrar que o ano de 1983 ainda não tinha mostrado sinais da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;glasnost&lt;/span&gt; e isso tornava as coisas um pouco tensas, especialmente para um marinheiro de primeira viagem ao regime bolchevista. O policial que examinou o meu passaporte na imigração tinha aparência de uma estátua, nada no seu rosto se movia e ao encarar-me por uns longos 20 segundos, deixou-me inquieto, primeiro porque ele era homem e segundo porque nunca se sabe o que passa na cabeça de alguém investido de autoridade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;inconteste&lt;/span&gt; e representando um regime de leis muito restritivas. Mas, apesar da tensão, cheguei bem ao hotel cuja localização era para mim privilegiada. Ficava na Gorki &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Street&lt;/span&gt; a uma distancia do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Kremllin&lt;/span&gt; que podia ser coberta por uma rápida caminhada. No hotel troquei dólares por rublos para pagar o táxi e fui conduzido aos meu quarto. Tinha uma conformação estranha pois era estreito e comprido e as duas camas de solteiro ficavam em linha. Uma coisa que também estranhei foi o fato do telefone ter uma linha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;direta&lt;/span&gt; que dispensava o auxilio da telefonista. Era como se o hotel tivesse um número de telefone para cada quarto. Nessas horas a fantasia toma conta e a imaginação voa ao sentir os olhos da KGB no seu encalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda feira decidi caminhar até o escritório do nosso representante que distava do hotel cerca de um quilometro. Cruzei três avenidas muito largas, aliás, as avenidas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Moscou&lt;/span&gt; são todas muito largas. Tivemos uma reunião &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;preparatória&lt;/span&gt; para aquela que seria a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;primeira&lt;/span&gt; de cinco que teríamos com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Tjazpromexport&lt;/span&gt;. Fomos convidados para almoçar no restaurante chamado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Georgia&lt;/span&gt; que, segundo disseram nossos anfitriões, era o favorito de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Stalin&lt;/span&gt;. Logo ao sentarmos, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;garçon&lt;/span&gt; trouxe logo um litro de vodka e pequenas taças. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;diretor&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Tjazpromexport&lt;/span&gt; esperou que nossas taças estivessem cheias e então, com muita alegria disse: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Mr&lt;/span&gt;. Almeida, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;bottom&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;up&lt;/span&gt;" o que significava que eu devia beber todo o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;conteúdo&lt;/span&gt; da taça e emborcá-la na mesa com o fundo para cima.Lembrando da fama dos russos de eméritos bebedores, fiquei receoso que não fosse capaz de sair d&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;o&lt;/span&gt; restaurante com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;meus&lt;/span&gt; próprios pés, mas, o nosso representante veio rápido em meu socorro e me fez engolir duas tiras de gordura de porco que tinham sido servidas como tira gosto. Os russos bebem mas sabem como bebem. As tiras de gordura evitaram que o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;álcool&lt;/span&gt; da vodka penetrasse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;rapidamente&lt;/span&gt; na minha corrente sanguínea e com isso permitiu que eu encarasse os vários brindes que consumiram um litro e meia da boa vodka russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encurtar essa história e poder passear um pouco pela cidade, resumo as reuniões da seguinte maneira: inconclusivas. Tivemos cinco reuniões e em cada uma delas, os representantes russos eram trocados. assim, chegamos a nenhuma conclusão mas produzimos um alentado número de atas, todas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;datilografadas&lt;/span&gt; com cópias em papel carbono porque ainda não tinham máquinas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;Xerox&lt;/span&gt;. Ao final das reuniões, ouvi rumores de que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;France&lt;/span&gt; iria parar com os voos para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;Moscou&lt;/span&gt;. Em visita ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;embaixador&lt;/span&gt; brasileiro que aliás foi muito simpático, disse-me ele que isso não seria problema porque ele teria como me fazer chegar a Frankfurt. O roteiro sugerido era o seguinte: Voaria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;Moscou&lt;/span&gt; para Berlim Oriental pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;Aeroflot&lt;/span&gt;. De Berlim Oriental iria de carro para Berlim Ocidental, de Berlim Ocidental voaria com uma empresa regional alemã para Frankfurt. Já estava me sentindo na pele do James &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;Bond&lt;/span&gt; quando recebi a noticia de que o meu voo no sábado pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;France&lt;/span&gt; estava confirmado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Como o meu avô mineiro me ensinou que galo em terreiro alheio é galinha, resolvi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;adotar&lt;/span&gt; uma postura de calma para poder ter de volta o meu passaporte que havia sido jogado em uma mesa, junto com os demais, até que o poderoso funcionário &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;o liberasse&lt;/span&gt; não sem antes olhar o portador do mesmo. Conto sempre com aquele ar de pessoa educada e obediente aos ditames usuais e assim, após me olhar com insistência, fui liberado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Nairobi&lt;/span&gt; é uma pequena Londres inclusive com o tráfego &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pelo&lt;/span&gt; lado contrário e os carros com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direção&lt;/span&gt; do lado direito. A colonização &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;inglesa&lt;/span&gt; deixou a sua marca. A minha visita ao país foi mais um aproveitamento de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;trajeto&lt;/span&gt; do que realmente interesse comercial. Não esperava ver ali nenhum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;projeto&lt;/span&gt; que pudesse interessar a minha empresa, mas, ninguém sabe se de repente existe algo interessante. Em função sempre de uma agenda bem compacta e pré estabelecida, não pude visitar um dos muitos parques nacionais sendo que um deles distava pouco mais de uma hora de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Nairobi&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre nas viagens a negocio, fiz uma visita a embaixada brasileira e fui muito bem recebido pelo primeiro secretário que fez um sumário da situação política e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;econômica&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Kenya&lt;/span&gt;. Como esperava, não houve nenhum item que pudesse indicar alguma oportunidade de negócio. Convidei então o secretário para jantar comigo, e, por indicação dele, fomos a um restaurante chamado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Red&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Bull&lt;/span&gt;, especializado em comida de caça. Provei e gostei muito de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;filé&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;impala&lt;/span&gt;, mas, peço desculpas aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;protetores&lt;/span&gt; de animais pelo meu pecado. Como diz o ditado popular, a curiosidade mata!&lt;br /&gt;Durante o jantar conversamos muito sobre o aspecto social do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Kenya&lt;/span&gt;, sua população, seus hábitos e costumes, seu relacionamento com o branco. Ouvi que as várias etnias se toleram e são frequentes e violentos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;enfrentamentos&lt;/span&gt; entre elas, mas, são unidas sempre contra o branco. O conselho que recebi foi de evitar qualquer confusão com os locais. Sem saber, fiz isso quando da minha entrada no país porque a animosidade dos policias era mais do que evidente. Em vista de ter encontros marcados na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Africa&lt;/span&gt; do Sul, não pude estender a minha estada em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Nairobi&lt;/span&gt; para permitir uma visita aos parques nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Kenya&lt;/span&gt; com a sensação de ter ido a Roma e não ver o Papa porque adoraria passar algum tempo em visita aos parques e seus animais. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;África&lt;/span&gt; do Sul era uma incógnita relativa porque o meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;contato&lt;/span&gt; com a representação diplomática deles em São Paulo indicou algumas possibilidades a serem estudadas. Cheguei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Johannesburg&lt;/span&gt; na parte da tarde e isso me permitiu descansar e confirmar o meu encontro no dia seguinte. Recebi as instruções de como chegar ao escritório da empresa que iria visitar com a enfática recomendação de que deveria tomar um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;táxi&lt;/span&gt;, apesar da distancia poder ser coberta por uma caminhada breve. Razões de segurança foi a explicação. Após o jantar no próprio hotel, decidi dar uma volta a pé para conhecer um pouco da cidade, mas, o porteiro muito gentilmente me recomendou que não deixasse o hotel. Assim, voltei ao meu quarto e assisti um pouco da programação da televisão sul africana. No dia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;seguinte&lt;/span&gt;, ao contrário do que me haviam recomendado, fui a pé até o escritório da companhia e no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;trajeto&lt;/span&gt; fiquei muito impressionado com a quantidade de automóveis BMW nas ruas. Só depois é que fiquei sabendo que existe na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Africa&lt;/span&gt; do Sul uma linha de montagem daquela marca. Cheguei para a reunião e voltei da reunião sem nenhum problema, mas, ao entrar em um restaurante para almoçar, deparei-me com uma tabuleta na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;entrada&lt;/span&gt; do mesmo que lia: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Whites&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;only&lt;/span&gt;" (Somente brancos). Posso garantir que a minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;reação&lt;/span&gt; foi de receio de não ser aceito pois não tenho olhos verdes ou azuis e meu cabelo é castanho. Estou exagerando para dizer que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;reação&lt;/span&gt; de quem não vive um regime de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;apartheid&lt;/span&gt; é de choque. Estávamos em 1983 e naquela época, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Soweto&lt;/span&gt; ainda não era famosa por ter iniciado a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;reação&lt;/span&gt; contra o regime do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;apartheid&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Afinal, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Alexandria&lt;/span&gt; era dona de uma das sete maravilhas do mundo, o farol de Alexandria e sede de uma biblioteca que os antigos respeitavam, mas, o que vi foi uma cidade moderna, com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;engarrafamentos&lt;/span&gt; como qualquer outra cidade, e pouca coisa para mostrar da história que balançou o império romano. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Confesso&lt;/span&gt; que tinha ido lá para visitar um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;complexo&lt;/span&gt; industrial onde se situava uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mini&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;siderúrgica&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;objeto&lt;/span&gt; da minha viagem. Por isso, pude ver muito pouco da cidade. A área a beira do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Mediterrâneo&lt;/span&gt; é muito simpática e almoçamos em um aprazível restaurante situado em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pier&lt;/span&gt;. O restaurante era da associação dos policiais do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Egito&lt;/span&gt; e a comida era bastante boa. Tivemos o direito de usar o restaurante pelo fato do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Ahmed&lt;/span&gt;, nosso representante, ter sido membro da policia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;egípcia&lt;/span&gt;. Após uma hora de buscas pelo lugar do complexo industrial, que se situava fora da cidade e no meio de um areal imenso, chegamos ao local da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;mini siderúrgica&lt;/span&gt;, ou, melhor dizendo, de onde seria erguida a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;siderúrgica&lt;/span&gt;. Lembro que no caminho para lá, passamos por um edifício  ocupado por três empresas japonesas, o que me deixou preocupado com as nossas chances.  Minha preocupação foi confirmada quando, ao chegar ao escritório da empresa, fomos comunicados que o Sr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Mizuni&lt;/span&gt; iria nos receber. Pensei que uma empresa em território &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;egípcio&lt;/span&gt; teria como seu executivo principal um natural do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Egito&lt;/span&gt;, mas, lá estava um japonês. Foi muito amável, nos ofereceu café e água e nos disse com bastante tranquilidade que o consórcio a quem ele representava havia vencido a licitação para o fornecimento dos equipamentos e, como condição do contrato, administraria a empresa por cinco anos após o inicio do seu funcionamento. Foi aí que decidimos que a melhor coisa a fazer era almoçar, ver um pouco de Alexandria e retornar ao Cairo. A eficiência japonesa havia chegado antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sairmos de Alexandria presenciei um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;fenómeno&lt;/span&gt; raro no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Egito&lt;/span&gt;. Chuva! Mas durou menos de um minuto e serviu apenas para desmentir o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Wahab&lt;/span&gt; que momentos antes tinha dito que nunca chovia por lá. Com a chuva descobri também que o carro não tinha limpadores de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;parabrisa&lt;/span&gt; e a explicação foi a de que são sempre roubados. Ficou sem explicação a minha pergunta não feita: porque roubá-los se não chove?&lt;br /&gt;A viagem de volta foi mais interessante porque havia aumentado e muito o movimento na estrada. Havia mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;búfalos&lt;/span&gt; puxando carroças, mais camelos, mais motocicletas repletas de pingentes humanos, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;camionetes&lt;/span&gt; cheias e muito cheias de passageiros, e, como era de se esperar, o engarrafamento imenso no trecho em que as quatro pistas se convertiam em duas na passagem sobre uma ponte, o que, aliada a natural impaciência dos motoristas, causava uma demora de mais de uma hora. Presenciei uma cena muito curiosa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;exatamente&lt;/span&gt; na entrada da ponte. Lá estavam o motorista de um Mercedes, o motorista de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;camionete&lt;/span&gt; e um guarda com a sua indefectível farda que tinha sido branca, mas, que a poeira do deserto transformara em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;beige&lt;/span&gt;. Discutiam os três mas o motorista do Mercedes, não sei porque razão, era autorizado a esbofetear o motorista da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;camionete&lt;/span&gt; sem que o guarda interviesse. Foram várias bofetadas até que, talvez com o braço cansado, o dono do Mercedes retirou-se. Fiquei sem entender a falta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;reação&lt;/span&gt; do agredido mas lembrei-me que lá, como aqui, existe a famosa pergunta: você sabe com quem está &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;falando&lt;/span&gt;? Aliás, falando nisso, vou fazer uma digressão para contar um fato relacionado a pergunta. Vinha descendo a serra de Friburgo há anos atrás, quando ainda estavam preparando a estrada para receber asfalto quando, ao chegar a uma curva onde os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;tratores&lt;/span&gt; tinham deixado lugar para um só veículo, deparei-me com dois carros, um de frente para o outro que discutiam quem deveria retornar para dar passagem ao outro. Um dos carros tinha uma placa verde  e amarela, dessas que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Getulio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Vargas&lt;/span&gt; usava com destemor. Após alguns minutos, o motorista do carro que ia na minha frente na descida da serra decidiu retornar de marcha a ré até que o outro carro pudesse passar. Ao passar pelo lado do carro a minha frente, o motorista do carro oficial parou e perguntou debruçando-se na janela: você sabe com quem está falando? E a resposta veio de imediato: Você está armado? Porque se não estiver não enche o saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já tinha estado no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Egito&lt;/span&gt; duas vezes, os nossos representantes me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;adotaram&lt;/span&gt; como irmão, com direito a beijo no rosto e visita à casa deles. Conheci a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;família&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Ahmed&lt;/span&gt;, sua mulher e seus dois filhos mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Wahab&lt;/span&gt; era solteiro. Então, na segunda vez que lá estive, acompanhado de 18 outros brasileiros representando as suas respectivas companhias, enquanto esperava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Wahab&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;lobby&lt;/span&gt; do hotel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Meridien&lt;/span&gt;, os meus companheiros estavam interessados em conhece-lo pois eventualmente poderia se tornar seus representantes. Ao chegar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Wahab&lt;/span&gt;,  como de costume me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;cumprimentou&lt;/span&gt; com os dois beijos na face. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;consequência&lt;/span&gt; disso, passei quase uma semana sendo gozado pelos companheiros que me diziam estar convencidos de que eu gostava mesmo era do bigode do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Wahab&lt;/span&gt;. Só me livrei da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;gozação&lt;/span&gt; quando ao irmos a uma apresentação de dança do ventre, a dançarina escolheu um dos nossos companheiros para suas evoluções especiais. Então, do bigode do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Wahab&lt;/span&gt;, as atenções passaram a barriga da dançarina e sua conexão com o olhar do nosso companheiro. Como era casado, as ameaças de comunicação do seu comportamento a sua pobre mulher ocuparam o lugar dos bigodes do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Wahab&lt;/span&gt;. Acho que só os latinos têm esse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;espírito&lt;/span&gt; brincalhão. Imagino com reagiria um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;anglo&lt;/span&gt; saxão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas foram marcantes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;nas&lt;/span&gt; minhas estadas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Egito&lt;/span&gt;. Uma foi a visita a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Pirâmide&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Keops&lt;/span&gt; e a subida até a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;câmara&lt;/span&gt; mortuária do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Faraoh&lt;/span&gt;. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;pirâmide&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Keops&lt;/span&gt; tem uma altura de 186 metros e é formada por blocos de granito com peso médio de dez toneladas, calculado por suas dimensões. Sempre pensei que as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;pirâmides&lt;/span&gt; ficavam no meio do deserto, mas, de fato, elas ficam muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;próximas&lt;/span&gt; ao bairro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Gizah&lt;/span&gt;. A imponência da construção e o que ela representa deixa o visitante com o coração acelerado. Ao ser perguntado por um guia se queria visitar a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;câmara&lt;/span&gt; mortuária, concordei de imediato. Não sabia que isso iria exigir um esforço bastante grande, porque, a subida é uma rampa de 45 graus, por uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;passarela&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;construída&lt;/span&gt; muita &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;próxima&lt;/span&gt; ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;teto&lt;/span&gt; da grande entrada e que obriga o visitante a caminhar curvado devido a pouca altura. A subida me deixou fascinado. Não podia entender como há cinco mil anos, os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;egípcios&lt;/span&gt; podiam cortar grandes blocos de granito e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;esquadrejá&lt;/span&gt;-los com tamanha perfeição, sem que entre dois blocos sobrasse espaço para uma folha de papel. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;câmara&lt;/span&gt; mortuária de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Keops&lt;/span&gt; está situada a 2/3 da base da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;pirâmide&lt;/span&gt; e tem mais ou menos uns trinta metros quadrados. A ventilação é perfeita, o ar é fresco graças a um pequeno &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;túnel&lt;/span&gt; de 30x12 centímetros que sobe da câmara até o topo da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;pirâmide&lt;/span&gt;. O guia me afirmou que através desse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;túnel&lt;/span&gt;, o sol penetra na câmara mortuária no dia do aniversário do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Faraoh&lt;/span&gt;. A outra coisa foi a visita ao Museu do Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a minha aparência física ser a de um egípcio e isso poder representar alguma vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;pregressa&lt;/span&gt; durante as sete pragas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Egito&lt;/span&gt; ou antes, mas, entrar no museu para mim foi como entrar no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;túnel&lt;/span&gt; do tempo. Acho que ao passar os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;umbrais&lt;/span&gt; da entrada, o visitante assume a antiga  identidade egípcia e passa então a viver momentos em lugar de simplesmente visitar. Cada peça é um instante de vida, um acontecimento na história de um povo que até hoje parece um enigma: como pode uma civilização tão adiantada nas ciências &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;exatas&lt;/span&gt;, que foram os precursores das cirurgias de cérebro, terem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;desaparecido&lt;/span&gt; sem explicação? A riqueza dos ornamentos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;fúnebres&lt;/span&gt;, o ouro maciço, as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;jóias&lt;/span&gt;, as cores vibrantes, os desenhos harmoniosos, as pedras coloridas, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;artefatos&lt;/span&gt; e as estatuetas, a ciência da mumificação, tudo é um mundo que se descortina para o visitante e o leva  através da história numa viagem fantástica. Infelizmente, por causa de uma agenda sempre muito comprimida, não pude visitar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;Sakhara&lt;/span&gt; onde as escavações &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;revelaram&lt;/span&gt; um tesouro arqueológico de valor inestimável. O mercado do Cairo chamado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;Soukh&lt;/span&gt; é imenso e os locais dizem que é muito fácil se perder pelas suas ruelas. Lá é obrigatória a negociação do preço. Há quem diga que se o comprador não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;barganha&lt;/span&gt; o preço, o vendedor se sente frustrado porque não houve a tradicional e demorada negociação. É claro que comprei os papiros pintados com as cores vivas e os perfis tradicionais das pinturas e escritos do antigo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;Egito&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Recebi a noticia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;de&lt;/span&gt; que havia a possibilidade de venda de guindastes portuários para o Marrocos. Aproveitei para pesquisar outros tantos países que talvez pudessem oferecer oportunidades de negócio. Então, organizei uma viagem para quatro países africanos: Marrocos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Egito&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Kenia&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Africa&lt;/span&gt; do Sul. Como gosto de viajar sem conexões, pedi á minha secretaria que me arranjasse um voo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;direto&lt;/span&gt; para todos os países que queria visitar. Como resultado recebi uma passagem da seguinte maneira:&lt;br /&gt;- Rio de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Janeiro&lt;/span&gt; a Casablanca viajando pela Royal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Maroc&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Casablanca ao Cairo pela Royal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Maroc&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Cairo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Nairobi&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Egypt&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Air&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Nairobi&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Johannesburg&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Afrique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Johannesburg&lt;/span&gt; São Paulo pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Varig&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O voo até Casablanca foi feito em oito horas e meia a bordo de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Boeing&lt;/span&gt; 707, antigo mas seguro porem com uma configuração de cadeiras que me deixou sem movimento pelo tempo todo do voo. O passageiro que sentava a minha frente, logo após a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;decolagem&lt;/span&gt;, deitou o assento da sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;poltrona&lt;/span&gt; e me bloqueou as pernas. Comecei a pensar em como seria se precisasse ir ao banheiro, mas, felizmente a minha bexiga comportou-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;galhardamente&lt;/span&gt;. Cheguei a Casablanca bem cedo e no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;trajeto&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;aeroporto&lt;/span&gt; ao hotel pude ver muitas oliveiras no terreno. O hotel ficava bem no centro da cidade e o escritório dos nossos representantes também era muito próximo. Assim, nos três dias que lá passei, não pude ver muito da cidade e nem rever o bar onde o Sam tocava "As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;time&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;goes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;by&lt;/span&gt;". C&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;laro&lt;/span&gt; que ele não existiu mas, o charme do filme trazia um certo ar de mistério para a cidade. Em compensação, bem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;próximo&lt;/span&gt; ao hotel e bem perto do porto, ficava uma peixaria que servia os pescados frescos a exemplo de Argel; só fritos. Era um amplo salão aberto nas laterais onde se sentia o cheiro do mar e se podia tomar uma boa cerveja gelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casablanca é o porto mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Rabat&lt;/span&gt; é a capital o que me levou a marcar uma viagem àquela cidade. Resolvi ir de trem porque assim veria um pouco do interior do Marrocos. Felizmente comprei uma passagem de primeira classe porque, se tivesse ido de segunda classe, teria viajado duas horas em bancos de madeira. O que vi da janela do trem se assemelhou muito a baixada fluminense,  aquela que eu via da janela do carro quando ia pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Dutra&lt;/span&gt; para São Paulo. Barracos com telhado de folha de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;flandrers&lt;/span&gt;, galinhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;caipiras&lt;/span&gt;, porcos procurando comida e muita bananeira. Mas havia também as oliveiras que em todo norte da África são muito frequentes. Chegando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Rabat&lt;/span&gt; fui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;direto&lt;/span&gt; ao endereço onde me esperavam dois funcionários do Ministério da Industria para uma reunião sobre os guindastes e possivelmente algumas pontes rolantes. Perspectiva havia, mas, talvez o que faltava era dinheiro dentro do orçamento do governo marroquino. Não fiquei muito esperançoso como depois eu viria a saber. Aí, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;tive&lt;/span&gt; tempo de ver um pouco da cidade com o palácio real, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;impressionante&lt;/span&gt; muro com uma entrada monumental. Voltei então ao hotel para jantar e aí tive a surpresa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;gastronómica&lt;/span&gt; mais agradável da viagem. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;garçon&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Hilton&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Rabat&lt;/span&gt; sugeriu que eu comesse um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;tadjine&lt;/span&gt;. Que grande sugestão. Recebi na mesa um prato de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;cerâmica&lt;/span&gt; coberto com uma estrutura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;conica&lt;/span&gt; com um furo no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;topo&lt;/span&gt; que continha carneiro assado com limão e azeitonas. O cheiro era maravilhoso e o gosto mais ainda. Como ia ainda almoçar no dia seguinte, resolvi que pediria outro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;tadjine&lt;/span&gt;, dessa vez de frango e o resultado foi o mesmo. Maravilhoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei Casablanca pela manhã e de novo a bordo de um 707 da Royal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Maroc&lt;/span&gt; segui para o Cairo. Uma das comissárias era a mesma que tinha voado comigo na viagem do Rio a Casablanca. Era morena e tinha grandes olhos de um verde azeitona que me impressionaram muito. No meio da viagem acho que ela me reconheceu do voo anterior e perguntou-me se eu aceitava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;champagne&lt;/span&gt;. Como estava na classe &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;economica&lt;/span&gt; não tinha direito a esse tratamento, mas, como o avião não estava cheio, aceitei logo a oferta. Recebi então um copo de plástico, embrulhado em guardanapos de papel para que os os outros passageiros não vissem o tratamento diferenciado. Não pensem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;bobagens&lt;/span&gt;! Acho que mereci porque tratei-a com respeito e cortesia e, no mundo árabe, isso não é muito comum da parte dos homens em relação às mulheres. Não me recordo do tempo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;exato&lt;/span&gt; do voo mas me parece que foram umas cinco horas até o Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao desembarcar, percebi que todos falavam &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;árabe&lt;/span&gt; comigo e ficavam espantados quando eu demonstrava não falar a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;língua&lt;/span&gt; até que um funcionário do aeroporto descobriu que eu não era egípcio. Seu espanto foi grande e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;chegou&lt;/span&gt; a afirmar mais uma vez que eu era egípcio. Acho que foi graças ao fato de ser parecido com os habitantes locais que tive um transito rápido na imigração e na alfandega. Encontrei pela primeira vez o nosso representante no Cairo, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Wahab&lt;/span&gt;, um sírio alto com porte atlético, ex major do exército sírio e que veio a ser muito amigo, juntamente com seu sócio o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Ahmed&lt;/span&gt;. Levou-me até o hotel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Meridien&lt;/span&gt; que ficava nas margens do Nilo  e avisou-me que voltaria mais tarde para levar-me para jantar. Durante o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;trajeto&lt;/span&gt; do aeroporto até o hotel pude ver um transito caótico, com engarrafamentos típicos dos de São Paulo mas com uma grande diferença. Enquanto os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;paulistas&lt;/span&gt; aguardam pacientemente que os nós se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;desatem&lt;/span&gt;, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;egipcios&lt;/span&gt; não tiram as mãos da buzina. Confesso que fiquei um pouco nervoso com a barulheira e disse ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Wahab&lt;/span&gt; que da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;próxima&lt;/span&gt; vez que viesse ao Cairo, traria um novo produto: buzina de pedestre porque afinal, também tinham direito de buzinar. Foi imensamente emocionante passar ao lado de uma enorme estátua de Ramsés III que seguramente tinha mais de cinco mil anos. Comecei a perceber ali que tinha chegado ao lugar onde a história começou e queria a todo custo conciliar a minha agenda de negócios com algumas visitas turísticas. As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;piramides&lt;/span&gt; e o Museu do Cairo eram obrigatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Ahmed&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Wahab&lt;/span&gt; combinaram que me levariam a Alexandria já que havia um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;projeto&lt;/span&gt; de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;mini&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;siderúrgica&lt;/span&gt; que queria visitar porque talvez minha empresa pudesse fornecer algum equipamento. No dia seguinte cedo saímos o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Wahab&lt;/span&gt; e eu para Alexandria. Uma estrada semelhante a via &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;Dutra&lt;/span&gt;, com duas pistas onde todo o tipo de transporte circulava. Carroças puxadas por búfalos, camelos, carros, micro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;onibuas&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;caminhonetes&lt;/span&gt; lotadas com passageiros, motocicletas que carregavam até cinco pessoas e, ao lado durante um certo trecho, a ferrovia onde se praticava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;surf&lt;/span&gt; ferroviário. A quantidade de pessoas em cima dos vagões era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;impressionante&lt;/span&gt;. No meio do caminho percebi que o ponteiro da gasolina indicava menos de um quarto de tanque e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;insistí&lt;/span&gt; com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;Wahab&lt;/span&gt;, que demonstrava muita tranquilidade, que eu não tinha vindo ao ~&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Egito&lt;/span&gt; para empurrar carro na estrada. Finalmente ele parou em uma cidade que se não me engano chama-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;Kafr&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;Al&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;Zayat&lt;/span&gt; onde havia uma bomba de gasolina, mas, ele não tinha a chave do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;bujão&lt;/span&gt; do tanque porque tinha trazido o carro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;Ahmed&lt;/span&gt;. O rapaz da bomba disse que resolveria o problema e trouxe de dentro da oficina uma chave de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;grifa&lt;/span&gt; e começou a torcer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;bujão&lt;/span&gt;. Depois de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;algum&lt;/span&gt; tempo tive a boa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;ideia&lt;/span&gt; de pedir ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;Wahab&lt;/span&gt; que abrisse a tampa da mala e vi que a conexão entre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;bujão&lt;/span&gt; e o tanque era uma mangueira de borracha, que, pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;ação&lt;/span&gt; do rapaz da bomba estava totalmente retorcida e a ponto de arrebentar. Conseguimos encher o tanque só depois que o dono da oficina chegou, trazendo consigo uma chave que abriu o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;bujão&lt;/span&gt;. Assim conseguimos chegar a Alexandria, uns duzentos e sessenta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;quilometros&lt;/span&gt; do Cairo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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O avião que me levaria a Argel só sairia as 4 da tarde, portanto, eu tinha 10 horas de espera em Genebra. Minha ideia inicial era alugar um carro e passar o dia em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Lausanne&lt;/span&gt;, uma cidade que eu gosto muito, mas, resolvi ir ao balcão da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Swissair&lt;/span&gt; e perguntar o que poderia fazer para preencher as dez horas e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atendente&lt;/span&gt; me informou que a companhia aérea que tinha me trazido era responsável pelo café da manhã, almoço e hospedagem até a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;saída&lt;/span&gt; para Argel.Preparou os necessários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;vouchers&lt;/span&gt; e me indicou uma porta dizendo que em sete minutos ali estaria um micro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ônibus&lt;/span&gt; para me levar ao hotel. E em sete minutos o ô&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;nibus&lt;/span&gt; chegou. Eu estava na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Suiça&lt;/span&gt;! O hotel ficava não muito distante do aeroporto  e depois de uma noite mal dormida, o que eu mais queria era um pouco de sono e alguma comida. Após o almoço, resolvi comprar uma pulseira para o meu relógio que estava prestes a quebrar e perguntei na portaria onde encontraria o que precisava. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;recepcionista&lt;/span&gt; então informou que próximo ao hotel havia um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;shopping&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;mall&lt;/span&gt;" onde eu encontraria a pulseira e que se eu fosse a pé, levaria quatorze minutos. De novo, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Suiça&lt;/span&gt; ganhou e eu comprei a pulseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei Genebra e depois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;de&lt;/span&gt; quase quatro horas de voo cheguei a Argel para mais uma visita. Dessa vez reservei um hotel diferente, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;El&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Djazair&lt;/span&gt; que em árabe quer dizer Argel. Era menor que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Aurassi&lt;/span&gt; mas muito melhor em termos de acomodações e serviços. Fui logo avisado&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;/span&gt; que o café da manhã só seria servido no quarto. Não serviam o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;desjejum&lt;/span&gt; no salão de refeições. Não discuti o assunto porque, para mim, o importante era tomar o café. Como tinha que visitar uma fábrica em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Annaba&lt;/span&gt;, cidade distante duas horas de voo de Argel, pedi uma ligação para falar com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;diretor&lt;/span&gt; da fábrica e confirmar a visita. Depois de mais de uma hora de espera cobrei da telefonista a ligação e a resposta foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;tipicamente&lt;/span&gt; argelina: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;il&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;faut&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;pacienter&lt;/span&gt;" ( tenha paciência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha prometido a mim mesmo na ultima visita à cidade que procuraria um restaurante para fugir do famoso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;cuscuz&lt;/span&gt; argelino. Havia comido esse prato tradicional duas vezes e nas duas vezes não gostei. O interessante é que em Paris esse prato é muito anunciado. Talvez em Paris ele seja diferente mas nunca testei. Por acaso descobri ao lado de uma mesquita, no porto de Argel, uma peixaria que também preparava o pescado, mas, só frito. Podia escolher o peixe, ou camarão e lulas, na quantidade desejada que era então pesada e mandada para a cozinha. E aí a surpresa foi grande. O peixe do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Mediterraneo&lt;/span&gt; tem um sabor muito melhor do que os que já havia comido, as lulas são grandes e macias e os camarões, absolutamente divinos. Passei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;ser&lt;/span&gt; frequentador assíduo do lugar e por isso, desenvolvi um bom relacionamento com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;garçon&lt;/span&gt;. Uma noite vi um peixe que se parecia muito com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;bagre&lt;/span&gt; e perguntei qual era o nome  e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;garçon&lt;/span&gt; então me disse: "c'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;est&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;le&lt;/span&gt; barbou (é o barbado). Então, para brincar, perguntei se eles não tinha um com bigode e a gargalhada veio franca. Ele adorou a brincadeira e naquela noite, ao deixar a peixaria, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;garçon&lt;/span&gt; gritava da porta: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Monsieur&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;et&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;le&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;moustache&lt;/span&gt;? (senhor, e o bigode?). Fiquei muito popular o que me permitiu comer sempre o que havia de mais fresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Annaba&lt;/span&gt; aprendi sem querer o famoso hábito de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;barganhar&lt;/span&gt;. Ao chegar, peguei um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;táxi&lt;/span&gt; para me levar até a empresa que iria visitar e pedi que ficasse a minha disposição pois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;táxi&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Argélia&lt;/span&gt; é sempre um problema, ainda mais que o local da fábrica ficava distante do centro. A minha visita demorou quase duas horas porque o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;diretor&lt;/span&gt; fez questão que eu almoçasse com ele. Almoço &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;inesquecível&lt;/span&gt;! Fui servido por um homem com as vestes tradicionais e o polegar da mão direita enfaixado com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;gase&lt;/span&gt;. O prato que me serviu tinha um joelho de carneiro grelhado, um montinho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;purée&lt;/span&gt; de batata em forma de vulcão com a cratera cheia de um molho vermelho. Notei que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;gase&lt;/span&gt; no polegar do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;garçon&lt;/span&gt; estava manchada de vermelho e fiquei na duvida e sem saber, se aquele vermelho era do molho ou sangue. Em qualquer situação, só me restava comer. Mas, voltando ao aeroporto, ao chegarmos perguntei quanto devia e a resposta veio rápida:&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;quatrocentos&lt;/span&gt; dinares que convertidos pela taxa oficial significava cem dólares. Achei um absurdo e disse isso ao motorista. Ele imediatamente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;começou&lt;/span&gt; a gritar, saiu do carro entrou pelo aeroporto   adentro aos gritos e eu então me preparei para ser cercado pelos demais taxistas que atenderiam aos gritos do meu motorista. Porém, para minha surpresa, ninguém se mexeu. O motorista voltou ao carro, sentou-se e perguntou se eu iria pagar e eu lhe disse que não pagaria mais de duzentos dinares. Novamente saiu o homem aos gritos, mas, como da primeira vez ninguém se moveu, comecei a desconfiar que aquilo era uma espécie de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;barganha&lt;/span&gt; no estilo árabe. Firmei posição nos duzentos dinares e finalmente acertamos as nossas contas. Mas confesso que no inicio fiquei assustado porque, em um país socialista de regime autoritário, nunca se sabe as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;consequências&lt;/span&gt; de eventos como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das muitas vezes que estive na Argélia fui convidado pelo embaixador para um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;coquetel&lt;/span&gt; na embaixada para comemorar a visita do presidente João Baptista Figueiredo que lá estava acompanhado por uma comitiva de ministros e empresários. Lembro que em dado momento me vi em uma roda onde estava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Cesar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Cals&lt;/span&gt;, então ministro das Minas e Energia, que estava muito interessado em assistir ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;show&lt;/span&gt; das mulatas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Sargentelli&lt;/span&gt; que acontecia em um dos hotéis. Alguém lhe disse: "Ministro não podemos sair ainda porque o presidente ainda está aqui". E o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Cals&lt;/span&gt; então saiu-se com essa: "Vamos sair pelos fundos porque assim ninguém vê." Noutra roda em que me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;ví&lt;/span&gt;, estava o Presidente Figueiredo, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Shigeaki&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Ueki&lt;/span&gt; e outros tantos. Falava o presidente da saudade que sentia do Rio antigo. Contou que enquanto era ainda cadete morava na região do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Catete&lt;/span&gt; e que na praia do Flamengo estava instalado um parque de diversões. Nesse parque havia uma máquina que testava a força de uma marretada com uma peça de ferro que subia até atingir uma campainha dependendo da força de quem havia dado a marretada. Se  soasse a campainha o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;marretador&lt;/span&gt; ganhava um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;prêmio&lt;/span&gt;. Segundo o Figueiredo, o dono da máquina não deixava ele jogar porque ele sempre fazia a campainha tocar. Mais adiante começou a falar sobre a falta que fazem as confeitarias e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;leiterias&lt;/span&gt; que fizeram a alegria de muita gente, inclusive eu. Falava da Brasileira na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Cinelandia&lt;/span&gt;, da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Leiteria&lt;/span&gt; Mineira e aí resolvi meter o meu bedelho e lembrei da Galeria Cruzeiro. Levei uma espetada na barriga do dedo indicador do Presidente que não só repetiu a Galeria Cruzeiro como mostrou enorme tristeza com a existência do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Edificio&lt;/span&gt; Avenida Central que tomou o lugar da Galeria Cruzeiro. Fiquei preocupado. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Tínhamos&lt;/span&gt; saído de uma crise dos anos 80 e o presidente estava nostálgico. Acho que ele estava cansado de ser presidente e com saudade dos seus cavalos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8435308767929292634-368408117298971432?l=blogdocamillo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/feeds/368408117298971432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/2010/07/argelia-de-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default/368408117298971432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8435308767929292634/posts/default/368408117298971432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdocamillo.blogspot.com/2010/07/argelia-de-novo.html' title='Argelia de novo'/><author><name>blog do Camillo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02801390364050868436</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/-m66psSvuAxs/TiXb5mH1ZwI/AAAAAAAAAKY/0GuwL239XUk/s220/az%2B162.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8435308767929292634.post-5222937896892115358</id><published>2010-06-28T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T12:43:45.324-07:00</updated><title type='text'>Senegal e Costa do Marfim</title><content type='html'>Não foi por causa dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;baobás&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que fui ao Senegal mas devo dizer que passei pelo que eles chamam de floresta de &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;baobás&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Dakar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; tem a &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;mesma&lt;/span&gt; geografia de Salvador. As praias muito parecidas com &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Itapuã&lt;/span&gt; na &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Bahia&lt;/span&gt;, mar e &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;arrecifes&lt;/span&gt; muito &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;proximos&lt;/span&gt; da areia mostrando que no passado &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;África&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;América&lt;/span&gt; eram um só continente. Não tive surpresa com &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Dakar&lt;/span&gt; apenas um susto na chegada a imigração local. O funcionário pegou o meu passaporte e jogou em cima de uma mesa onde já estavam outros tantos. Sendo o documento básico para a minha estada no país e que garantia o meu retorno ao Brasil, fiquei preocupado com tanta informalidade. Felizmente recebi de volta e pude então buscar a minha mala. Aí tive a minha surpresa. Ao sair da área de bagagem um local tirou a mala da minha mão e dirigiu-se à porta de saída do aeroporto. &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Corrí&lt;/span&gt; atrás pensando no pior mas, ele só queria levá-la até o &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;táxi&lt;/span&gt; para garantir uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-corrected"&gt;gorjeta&lt;/span&gt;. Pude ver que os &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;táxis&lt;/span&gt; que lá estavam eram &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Peugeot&lt;/span&gt; 403, um tipo já antigo e na maioria deles os faróis eram inexistentes. O que tomei tinha problemas nas portas traseiras e para garantir que ficaria dentro do carro até o término da viagem, sentei-me no meio do banco traseiro porque assim, em caso da porta se abrir repentinamente, eu teria tempo de me segurar e não ser expelido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hotel onde tinha reserva ficava a beira mar e a &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-corrected"&gt;recepção&lt;/span&gt; era garantida por um pelicano magnífico. Como não tenho experiência sobre o comportamento desse tipo de ave, procurei passar por ele com todo o respeito que seu imponente bico demandava. O hotel tinha ares de um &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;resort&lt;/span&gt;, muito simpático e confortável junto a praia. &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Senti&lt;/span&gt;-me imediatamente em casa não fora pelos seios &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;desnudos&lt;/span&gt; das mulheres que estavam na praia pois a moda ainda não tinha pegado no Brasil. Mas o dever me chamava e então voltei ao centro da cidade para uma visita ao embaixador brasileiro e a necessária notificação das razões da minha viagem. Fiquei com pena do embaixador. Muito simpático e prestativo, ele trabalhava &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-corrected"&gt;auxiliado&lt;/span&gt; por uma secretária e era só. Quando precisei de uma carta de apresentação para o &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;diretor&lt;/span&gt; de uma fábrica de fosfato que iria visitar, foi ele quem &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;datilografou&lt;/span&gt; a carta. Convidou-me para visitar a feira que estava &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-corrected"&gt;acontecendo&lt;/span&gt; em &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;Dakar&lt;/span&gt;, feira essa &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;internacional&lt;/span&gt;, onde o Brasil tinha um stand. Claro que confirmei a minha presença. Na manhã seguinte contratei um &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-corrected"&gt;táxi&lt;/span&gt; para levar-me numa viagem a &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;Thies&lt;/span&gt;, pequena cidade situada a 80 &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;quilometros&lt;/span&gt; ao Norte de &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;Dakar&lt;/span&gt; onde se situava a fábrica de fosfato, &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-corrected"&gt;possível&lt;/span&gt; cliente para equipamento de pátio de minérios. Outro &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;Peugeot&lt;/span&gt; 403 estava a minha disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista era um negro magro e alto, com feições finas e mãos longas, vestido com vestimenta &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-corrected"&gt;tipicamente&lt;/span&gt; africana e chapéu idem e que &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-corrected"&gt;declarou&lt;/span&gt; chamar-se &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;Manabu&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;Djao&lt;/span&gt;. Assim, lá fomos nós para &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;Thies&lt;/span&gt;. No caminho passamos pela parte pobre de &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;Dakar&lt;/span&gt; e pude ver algumas tendas vendendo carne que era cortada com facas sem fio. Parecia uma briga entre a faca e o pedaço de carne que se contorcia a medida que o "açougueiro" tentava cortar o pedaço para o freguês. Nessa briga, as moscas não entravam. Ficavam ao longe, pousadas no sangue que escorria pela prancha de pinho, muito mais confortável do que participar do &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;entrevero&lt;/span&gt; carnal. Chegamos finalmente a estrada que nos levava a &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;Thies&lt;/span&gt; e por duas horas viajamos por terrenos planos e vegetação &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-corrected"&gt;rasteira&lt;/span&gt; até que &lt;span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error"&gt;Manabu&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_41" class="blsp-spelling-error"&gt;Djao&lt;/span&gt; chamou a minha atenção para a floresta de &lt;span id="SPELLING_ERROR_42" class="blsp-spelling-error"&gt;baobás&lt;/span&gt;. Confesso que me emocionei porque lembrei do Pequeno &lt;span id="SPELLING_ERROR_43" class="blsp-spelling-error"&gt;Principe&lt;/span&gt; e de todo o esforço que Saint &lt;span id="SPELLING_ERROR_44" class="blsp-spelling-error"&gt;Exupery&lt;/span&gt; fez para tentar mostrar aos adultos que aquele livro lhes lembrava verdades incríveis a respeito do relacionamento humano, apesar de ser um livro para crianças. Lá estavam finalmente muitos &lt;span id="SPELLING_ERROR_45" class="blsp-spelling-error"&gt;baobás&lt;/span&gt; que só conhecia pelo desenho do livro. Foi quando &lt;span id="SPELLING_ERROR_46" class="blsp-spelling-error"&gt;Manabu&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_47" class="blsp-spelling-error"&gt;Djao&lt;/span&gt; desmanchou a minha emoção ao dizer que o &lt;span id="SPELLING_ERROR_48" class="blsp-spelling-error"&gt;baobá&lt;/span&gt; era uma árvore idiota. Porque &lt;span id="SPELLING_ERROR_49" class="blsp-spelling-error"&gt;penguntei&lt;/span&gt;? e ele disse com a tranquilidade dos conhecedores: O tronco é largo mas não serve para nada porque é &lt;span id="SPELLING_ERROR_50" class="blsp-spelling-corrected"&gt;oco&lt;/span&gt;. Os galhos são curtos e a folhagem rala por isso &lt;span id="SPELLING_ERROR_51" class="blsp-spelling-error"&gt;não&lt;/span&gt; dá sombra e os frutos não são comestíveis. Segui viagem com meu desapontamento. Chegamos ao meu destino e tive uma reunião muito pouco agradável com o &lt;span id="SPELLING_ERROR_52" class="blsp-spelling-error"&gt;diretor&lt;/span&gt; da fábrica que se mostrou totalmente indiferente ao que tentei dizer. Achou desnecessária &lt;span id="SPELLING_ERROR_53" class="blsp-spelling-error"&gt;a minha&lt;/span&gt; visita a fábrica porque não estavam pensando em nenhum investimento em equipamentos. Voltei a &lt;span id="SPELLING_ERROR_54" class="blsp-spelling-error"&gt;Dakar&lt;/span&gt; mas, no meio do caminho, sem avisar nada, o motorista parou junto a uma casa e ela era a única nos arredores e sumiu por trás da dita. Esperei pacientemente até &lt;span id="SPELLING_ERROR_55" class="blsp-spelling-corrected"&gt;que&lt;/span&gt; surgiu trazendo uma sacola de papel e muito gentilmente me ofereceu uma tangerina que tirou de dentro dela. Achei melhor aceitar porque não sabia o que uma negativa poderia significar. Ficamos comendo &lt;span id="SPELLING_ERROR_56" class="blsp-spelling-corrected"&gt;tangerina&lt;/span&gt; na beira da estrada e depois de algum tempo estava eu de volta ao meu hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte fui ao local da feira e na chegada percebi que a bandeira brasileira tinha sido hasteada de cabeça para baixo. Avisei ao embaixador que &lt;span id="SPELLING_ERROR_57" class="blsp-spelling-error"&gt;providenciou&lt;/span&gt; o reparo. Aí descobri que os copos onde era servido vinho, eram do embaixador que os havia trazido da sua casa. Razão? A embaixada &lt;span id="SPELLING_ERROR_58" class="blsp-spelling-error"&gt;não&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_59" class="blsp-spelling-corrected"&gt;dispunha&lt;/span&gt; de verba para &lt;span id="SPELLING_ERROR_60" class="blsp-spelling-error"&gt;aluguel&lt;/span&gt; de copos e outros utensílios. Preciso contar a peça que me pregou o motorista. Ao sair da feira, procurei pelo &lt;span id="SPELLING_ERROR_61" class="blsp-spelling-error"&gt;Manabu&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_62" class="blsp-spelling-error"&gt;Djao&lt;/span&gt; e como não achava, perguntei a outros motoristas se haviam visto o &lt;span id="SPELLING_ERROR_63" class="blsp-spelling-error"&gt;Manabu&lt;/span&gt;. Como todos riram da minha pergunta, indaguei o porque do riso e eles eles me perguntaram se eu sabia o que queria dizer &lt;span id="SPELLING_ERROR_64" class="blsp-spelling-error"&gt;Manabu&lt;/span&gt; e explicaram que &lt;span id="SPELLING_ERROR_65" class="blsp-spelling-error"&gt;Manabu&lt;/span&gt; no idioma senegalês significava Deus. O sem vergonha havia me pregado uma peça.&lt;span id="SPELLING_ERROR_66" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Terminada&lt;/span&gt; a minha missão no Senegal, embarquei em um &lt;span id="SPELLING_ERROR_67" class="blsp-spelling-error"&gt;Boeing&lt;/span&gt; 727 da &lt;span id="SPELLING_ERROR_68" class="blsp-spelling-error"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_69" class="blsp-spelling-error"&gt;Afrique&lt;/span&gt; com destino a &lt;span id="SPELLING_ERROR_70" class="blsp-spelling-error"&gt;Abidjan&lt;/span&gt; na Costa do marfim. &lt;span id="SPELLING_ERROR_71" class="blsp-spelling-error"&gt;Vôo&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_72" class="blsp-spelling-error"&gt;inesquecível&lt;/span&gt;! Estava sentado junto uma das janelas e na terceira poltrona estava um outro passageiro. De repente surgiu uma mulher negra, com uma criança de colo e o que me chamou a atenção foi o &lt;span id="SPELLING_ERROR_73" class="blsp-spelling-error"&gt;tomanho&lt;/span&gt; do seu traseiro. Aqui &lt;span id="SPELLING_ERROR_74" class="blsp-spelling-corrected"&gt;devo&lt;/span&gt; dizer que o sinal de beleza de uma mulher naquela região é o tamanho da &lt;span id="SPELLING_ERROR_75" class="blsp-spelling-error"&gt;bunda&lt;/span&gt;. Quanto maior mais atraente a mulher. &lt;span id="SPELLING_ERROR_76" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Pelo&lt;/span&gt; tamanho, julguei que ela não caberia na poltrona, mas, o encaixe foi perfeito e algumas &lt;span id="SPELLING_ERROR_77" class="blsp-spelling-corrected"&gt;adiposidades ocuparam&lt;/span&gt; parte da minha poltrona. A criança estava dormindo e assim ficou por boa parte da viagem até que, ao acordar, deu sinais de fome pelo choro. A mulher então com muito trabalho, sacou de dentro de todos os panos que faziam a sua vestimenta, o maior seio que já vi e jogou-o na boca da criança. O choro parou imediatamente mas não sei se foi por saciedade ou por sufocação. Afinal, aquele seio devia pesar uns dez quilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a &lt;span id="SPELLING_ERROR_78" class="blsp-spelling-error"&gt;Abidjan&lt;/span&gt;, tomei um &lt;span id="SPELLING_ERROR_79" class="blsp-spelling-corrected"&gt;táxi&lt;/span&gt; para o Hotel &lt;span id="SPELLING_ERROR_80" class="blsp-spelling-error"&gt;Intercontinental&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_81" class="blsp-spelling-corrected"&gt;onde&lt;/span&gt; tinha reserva confirmada mas, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_82" class="blsp-spelling-error"&gt;recepcionista&lt;/span&gt; me disse com todo calma: Não tem reserva. Ao mostrar o telex que tinha com a confirmação da reserva o homem disse que a reserva havia sido cancelada pelo governo. Perguntei a razão do cancelamento e fui informado que havia um congresso de médicos e minhas acomodações haviam sido &lt;span id="SPELLING_ERROR_83" class="blsp-spelling-error"&gt;redirecionadas&lt;/span&gt;. Eram dez horas da noite e a perspectiva de passar uma noite na terra dos elefantes sem hotel me assustou. Liguei para minha &lt;span id="SPELLING_ERROR_84" class="blsp-spelling-corrected"&gt;secretária&lt;/span&gt; no Brasil e ela muito eficazmente conseguiu fazer uma reserva em outro hotel, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_85" class="blsp-spelling-error"&gt;Sebroko&lt;/span&gt;. Imaginem vocês, &lt;span id="SPELLING_ERROR_86" class="blsp-spelling-error"&gt;recém&lt;/span&gt; chegados a uma terra inteiramente estranha, ser informado que o seu hotel se chama &lt;span id="SPELLING_ERROR_87" class="blsp-spelling-error"&gt;Sebroko&lt;/span&gt;. Pensei logo no pior mas ao lá chegar, fiquei &lt;span id="SPELLING_ERROR_88" class="blsp-spelling-error"&gt;gratamente&lt;/span&gt; surpreso pelas acomodações, depois de ter conseguido &lt;span id="SPELLING_ERROR_89" class="blsp-spelling-corrected"&gt;driblar&lt;/span&gt; dois vendedores de &lt;span id="SPELLING_ERROR_90" class="blsp-spelling-error"&gt;objetos&lt;/span&gt; de marfim que sob o pretexto de falar de &lt;span id="SPELLING_ERROR_91" class="blsp-spelling-error"&gt;Pelé&lt;/span&gt;, tentavam me vender os &lt;span id="SPELLING_ERROR_92" class="blsp-spelling-error"&gt;artesanatos&lt;/span&gt;. Peças muito bonitas mas que portavam uma grande dose de sofrimento.&lt;br /&gt;Foi uma viagem infrutífera porque após uma reunião com um &lt;span id="SPELLING_ERROR_93" class="blsp-spelling-error"&gt;diretor&lt;/span&gt; do banco de &lt;span id="SPELLING_ERROR_94" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Desenvolvimento&lt;/span&gt; da &lt;span id="SPELLING_ERROR_95" class="blsp-spelling-error"&gt;Africa&lt;/span&gt;, deduzi que lá não havia nenhum &lt;span id="SPELLING_ERROR_96" class="blsp-spelling-error"&gt;projeto&lt;/span&gt; que pudesse interessar a minha empresa. Só fiquei preocupado quando o gerente do Banco Real que tinha uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_97" class="blsp-spelling-corrected"&gt;agência&lt;/span&gt; na cidade perguntou-me se tinha tomado quinino para prevenir a malária. Tratei de embarcar rápido com destino a Argélia. Essa viagem foi memorável porque, ao chegar ao aeroporto com três horas de &lt;span id="SPELLING_ERROR_98" class="blsp-spelling-error"&gt;antecedência&lt;/span&gt;, descobri que voaria num &lt;span id="SPELLING_ERROR_99" class="blsp-spelling-error"&gt;DC&lt;/span&gt; 10 e que o embarque se faria sem reserva de assentos. Em outras palavras, o assento é de quem chegar primeiro ao avião. Então era preciso descobrir onde estavam as portas por onde seria feito o embarque e dei sorte porque apostei em uma onde havia pouca gente e que foi a primeira a ser aberta. Uma vez sentado, a minha saída de &lt;span id="SPELLING_ERROR_100" class="blsp-spelling-error"&gt;Abidjan&lt;/span&gt; estava garantida. O avião ligou as turbinas e começou a se movimentar até &lt;span id="SPELLING_ERROR_101" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;/span&gt;que parou e lá ficou por uns bons dez minutos. Aí então o comandante nos informou que não podíamos &lt;span id="SPELLING_ERROR_102" class="blsp-spelling-error"&gt;decolar&lt;/span&gt; porque havia uma vaca na pista. Mais dez minutos, a vaca removida e estávamos voando em &lt;span id="SPELLING_ERROR_103" class="blsp-spelling-error"&gt;direção&lt;/span&gt; a Genebra para a minha conexão para Argel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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País grande produtor de gás natural, cuja riqueza &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;proporcionava&lt;/span&gt; o inicio de grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;projetos&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;infraestrutura&lt;/span&gt;, era também uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;incógnita&lt;/span&gt; para as nossas chances uma vez que os países europeus tinham interesse em participar daqueles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;projetos&lt;/span&gt;. Através de um brasileiro que morava em Argel tivemos informações de diversas alternativas de negócio, inclusive a construção de um grande &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;pólo&lt;/span&gt; siderúrgico a ser construído numa localidade chamada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Jijel&lt;/span&gt;. Parti para a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Argélia&lt;/span&gt; com grandes expectativas. Me orientaram a viajar numa quinta feira para chegar a Argel na sexta feira, dia de descanso para os muçulmanos, igual ao nosso domingo. Para chegar lá, precisaria fazer uma conexão em Paris, Genebra ou Frankfurt. Escolhi Paris por ser mais perto e de lá voei em um avião da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Air&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Algerie&lt;/span&gt;. Ao chegar ao aeroporto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Houari&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Boumedienne&lt;/span&gt; senti uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;atmosfera&lt;/span&gt; pesada, com os policiais da imigração com cara de poucos amigos. O aeroporto inteiro exalava um cheiro forte de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;desinfetante&lt;/span&gt; e os taxistas procuravam passageiros muito no estilo dos aeroportos brasileiros. Resolvi contratar um deles e muito prestativo, se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ofereceu&lt;/span&gt; para levar a minha mala. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Saímos&lt;/span&gt; do aeroporto, atravessamos duas avenidas e entramos em uma espécie de praça bem arborizada. Àquela altura resolvi perguntar onde estava o carro e o motorista me disse que ele não era um taxista mas sim um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;privée&lt;/span&gt;" ou seja, um particular que ganhava uns trocados extras transportando passageiros. Ele tinha um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Fiat&lt;/span&gt; de tamanho médio em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;razoável&lt;/span&gt; condição. Durante o percurso até o hotel, o motorista explicou-me que a falta de peças de reposição era comum lá e que só podiam comprar peças dos carros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;diretamente&lt;/span&gt; dos fabricantes. Para isso precisavam de dólares e não de dinares, a moeda local, e pagaria até 4 dinares por um dólar. O cambio &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;oficial&lt;/span&gt; era de um dinar por cada dólar. Foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;difícil&lt;/span&gt; convencê-lo de que eu não queria correr o risco de ter problemas com as autoridades locais porque o controle de divisas era feito no aeroporto, na entrada do visitante que tinha que declarar quantos dólares tinha. Qualquer troca de dólares por dinares era feita em casas de cambio devidamente credenciadas e a operação registrada numa espécie de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;voucher&lt;/span&gt; que era emitido quando da entrada no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regime político argelino é socialista e as regras são fortemente mantidas então, a saída de dinheiro do meu bolso só ia acontecer devidamente comprovada. Nunca estive em prisão no Brasil por isso não pretendia testar nenhuma prisão estrangeira. Uma vez convencido de que o cambio negro não ia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;funcionar&lt;/span&gt;, só restou ao motorista levar-me ao hotel. Tinha reserva num hotel chamado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;El&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Aurassi&lt;/span&gt;, um imponente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;edifício&lt;/span&gt; no alto de uma colina com uma bela vista para o porto de Argel. Tinha sido resultado de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;projeto&lt;/span&gt; russo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;egípcio&lt;/span&gt; e me pareceu estranho porque era uma construção imponente na parte de baixo e uma torre de nove andares &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;desproporcional&lt;/span&gt; a base. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Fi&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;quei&lt;/span&gt; depois sabendo que isso se devia a um problema durante a construção pois, quando a torre chegou ao nono andar, o conjunto todo começou a afundar e foi preciso buscar ajuda dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;tecnicos&lt;/span&gt; franceses para estabilizar a obra. Isso fez com que a torre com os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;apartamentos&lt;/span&gt; ficasse só com nove andares. Os argelinos são muito orgulhosos do fato de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;terem&lt;/span&gt; expulsado os franceses e conquistado a independência e ter que pedir ajuda aos antigos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;colonizadorers&lt;/span&gt; deve ter sido traumático. Chegando ao hotel procurei a recepção para o devido registro e aí comecei a ver as diferenças. A recepção ficava no térreo mas a portaria onde ficavam as chaves ficavam em cada andar. A explicação que ouvi foi a de que assim o controle do comportamento dos hóspedes é mais facilmente garantido e eventuais acompanhantes são bloqueadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;quarto&lt;/span&gt; ficava no quinto andar e tinha uma vista para um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;minarete&lt;/span&gt; de uma importante mesquita do centro de Argel. Só na madrugada é que descobri que a vizinhança do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;minarete&lt;/span&gt; implicava em ser acordado pelos seus potentes alto falantes&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;/span&gt;, chamando os fieis para a oração. Isso acontecia as quatro horas da manhã e se repetia todos os dias da semana que lá fiquei. O quarto era confortável, com uma boa cama de casal, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;frigobar&lt;/span&gt; sem bebidas alcoólicas, um espécie de console embutido na parede com uma televisão. Depois descobri que a televisão, apesar de ter um fio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;antena acoplado&lt;/span&gt; a uma tomada na parede não recebia imagem. Como não ia entender nada do que a televisão transmitia, não dei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;importancia&lt;/span&gt; ao caso. O banheiro era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;típicamente&lt;/span&gt; francês: o vaso sanitário ficava em outro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;recinto&lt;/span&gt;, separado da pia e do chuveiro. Notei que o vaso sanitário não tinha tampo e pedi ao encarregado da minha portaria, sim, a portaria do quinta andar que me arranjasse o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;couvercle&lt;/span&gt;". Ele me olhou espantado e perguntou: "você realmente quer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;couvercle&lt;/span&gt;?". Confirmei o pedido. Imaginei como seria desconfortável passar uma semana me equilibrando na beirada de um "precipício" nada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;higiênico&lt;/span&gt;. Pois bem, passei uma semana no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;equilibrio&lt;/span&gt; porque o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;couvercle&lt;/span&gt; nunca chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a desconfiar que a influência do regime socialista se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;reflete&lt;/span&gt; na qualidade dos serviços prestados. Afinal, são todos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;empregados&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;públicos&lt;/span&gt; e não correm o risco de perder o emprego por queixas de hóspedes. Os demais empregados e chefes também são empregados &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;públicos&lt;/span&gt; e o corporativismo é uma constante. Assim, procurei seguir o exemplo da nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Martha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Suplicy&lt;/span&gt; que prega o famoso "relaxa e goza" e fui vivendo. As instalações que faziam  parte dos restaurantes, salas de convenções, salas de estar e outras tinham as paredes feitas em granito polido que certamente não era argelino mas muito bonito. Acredito que tenha sido feito por italianos porque a qualidade do trabalho era muito alta. O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;hotel&lt;/span&gt; possuía diversos restaurantes e em um deles resolvi comer algo antes de subir ao quarto depois de uma viagem bastante cansativa a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Oran&lt;/span&gt;, uma cidade distante duas horas de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;voo&lt;/span&gt; de Argel. O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;restaurante&lt;/span&gt; tinha uma disposição idêntica às salas de aula do meu tempo de primário. No centro ficavam as mesas para um lugar com um assento fixo colocado sempre na mesma posição. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;maitre&lt;/span&gt; estava encostado junto a uma pequena janela que dava para a cozinha, por onde passavam os pratos, e lá ficou apesar de me ver sentado e bem comportado. E eu esperando! Depois de uns dez minutos, ele deixou a janela porque acho que descobriu que não precisava segurar a parede porque ela não ia cair e caminhou pelo corredor onde eu estava. Como vi que ele não ia parar para me atender, segurei o braço dele e perguntei se o restaurante estava aberto porque já era noite. A resposta foi fantástica: "o restaurante está aberto mas eu estou cansado". Doutra feita, em um outro hotel, jantávamos vários brasileiros que lá estavam em uma missão comercial quando um deles pediu um camarão a provençal. Veio o camarão e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;praticamente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;crú&lt;/span&gt;. Ele chamou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;garçon&lt;/span&gt; e pediu que terminassem o prato e a resposta mais uma vez foi fantástica: "essa é a maneira que comemos aqui". Viva o socialismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uma reunião com executivos de empresas estatais comentei as agruras do serviço hoteleiro local e em troca ouvi uma piada que corria por lá. Perguntava um rapaz a um senhor porque os argelinos importavam ovos da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Tunísia&lt;/span&gt; se na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Argélia&lt;/span&gt; também havia galinhas. O senhor lhe respondeu: importamos da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Tunísia&lt;/span&gt; porque aqui as galinhas estão sempre em reunião. Esqueci de mencionar que o hotel tinha uma piscina enorme que durante as seis vezes que lá estive nunca a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;vi&lt;/span&gt; cheia. Argel tinha um problema &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;cronico&lt;/span&gt; de falta de água.&lt;br /&gt;Em função dos nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;contatos&lt;/span&gt;, visitei duas cidades interessantes: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Oran&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;Anaba&lt;/span&gt;. Das duas, prefiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Oran&lt;/span&gt;. É uma cidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;tipicamente&lt;/span&gt; francesa, com os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;edifícios&lt;/span&gt; muito iguais àqueles que se vê na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Avenue&lt;/span&gt; de L'Opera em Paris. Todas as sacadas com suas grades de ferro trabalhado, e cafés com mesas e cadeiras na calçada. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;Oran&lt;/span&gt; ficava uma importante empresa de caldeiraria para quem eu pretendia vender nossas pontes rolantes. Os Argelinos tinham conseguido a tecnologia para a construção de pontes rolantes de até setenta toneladas com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;espanhois&lt;/span&gt; mas necessitavam da tecnologia para pontes com maior poder de levantamento, coisa que para nós era simples. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Anaba&lt;/span&gt; havia uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;siderúrgica&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;construída&lt;/span&gt; pelos russos  cuja produção vinha apresentando problemas de qualidade. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;Vi&lt;/span&gt; uma quantidade enorme de bobinas de aço rejeitadas no pátio da empresa. Mas, como o gás representava uma importante fonte de riqueza, o desperdício era imenso. Fui informado que era comum a troca dos sistemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;telefônicos&lt;/span&gt; das empresas uma vez por ano pois o serviço de manutenção não existia. Como havia dinheiro, enguiçou joga fora e compra outra. O cemitério de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;onibus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;próximo&lt;/span&gt; a Argel era uma visão inacreditável. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;Onibus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;Renault&lt;/span&gt; que aparentemente estavam em bom estado, estacionados todos muito juntos em quantidade imensa. Todos inoperantes por falta de manutenção. Numa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;agência&lt;/span&gt; dos correios havia pilhas de máquinas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;franquiar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;correspondência&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;inativas&lt;/span&gt; por falta de peças. O elevador que servia o prédio onde se situava a embaixada brasileira era uma constante ameaça e era melhor subir os seis andares pelas escadas do que ficar preso no "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;ascenseur&lt;/span&gt;". Continuo na próxima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;postagem&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Era uma casa de dois andares porém estranha porque no andar de cima só haviam dois quartos e um banheiro. O terceiro quarto ficava no andar térreo e quase junto a cozinha. Tinha uma boa sala &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;living&lt;/span&gt; e sala de jantar e o que era muito agradável era o quintal. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Tínhamos&lt;/span&gt; cerca de 150 m2 de jardim, com direito a bananeiras e uma grande mangueira. A casa era relativamente velha com problemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;elétricos&lt;/span&gt; misteriosos. Lembro de uma noite em que convidamos para jantar um amigo carioca que por sinal era engenheiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;eletricista&lt;/span&gt;, com pós graduação na Inglaterra. Minha mulher na tarde desse dia ligou dizendo que estava com problemas  na casa porque somente a cozinha tinha luz. No caminho de casa passei por uma loja de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;eletricistas&lt;/span&gt; e consegui com que um deles me acompanhasse. Ao chegar em casa já escuro, notei que o carro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Sergio&lt;/span&gt;   estava parado lá com o dito dentro do carro. Perguntei a ele porque não havia entrado ainda e ele, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;simplicidade&lt;/span&gt; carioca disse que pensou não ter ninguém em casa face a escuridão. Expliquei o problema e entramos para resolve-lo agora já mais confiante com a ajuda do meu amigo. Após &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;inumeros&lt;/span&gt; testes, os "especialistas" decidiram retirar o fusível principal na caixa de entrada da luz na casa. Pois, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;surpreendentemente&lt;/span&gt;, a luz da cozinha continuava acesa. Depois que descobrimos que ao acender a luz da sala o chuveiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;elétrico&lt;/span&gt; parava de funcionar, decidimos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;adotar&lt;/span&gt; o slogan lançado durante a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;revolução&lt;/span&gt;: Brasil, ame-o ou deixe-o. E assim, ajustamos o nosso comportamento às &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;idiossincrasias&lt;/span&gt; da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritório de exportação do grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Bardella&lt;/span&gt; havia sido montado no sexto andar do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;edifício&lt;/span&gt; onde estava o escritório do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Claudio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Bardella&lt;/span&gt;, o maior &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;acionista&lt;/span&gt; do grupo. Ficava na Rua Hungria que ao contrário do que se possa imaginar, não fica no Jardim Europa. A Hungria é a pista interna da Marginal de Pinheiros. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Tínhamos&lt;/span&gt; meio andar que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;dividíamos&lt;/span&gt; com um cunhado do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Claudio&lt;/span&gt; e sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;secretária&lt;/span&gt; e que geria algumas empresas não industriais. Herdei de um ex presidente da Prensas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Schuler&lt;/span&gt; a sua secretária, filha de alemãs como o nome indica: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Ingelid&lt;/span&gt;. Foi a minha sorte grande porque, com a vida atribulada que levei enquanto lá estive e as inúmeras viagens &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;internacionais&lt;/span&gt;, a existência da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Inge&lt;/span&gt; como costumava chamá-la me dava muita tranquilidade. Comecei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;atrabalhar&lt;/span&gt; no Grupo em Agosto de 1982 e gastei os dois primeiros meses para entrosar-me com as empresas, seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;diretores&lt;/span&gt; e o corpo de engenheiros que representavam a administração &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;técnica&lt;/span&gt;, sempre lembrando que como economista tinha que deixar de falar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;economês&lt;/span&gt; e começar a falar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;engenheirês&lt;/span&gt;. Pretendia ter mais tempo para que a nova &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;língua&lt;/span&gt; se consolidasse mas, em Outubro, fui incumbido de apresentar uma proposta para o fornecimento de um laminador de barras (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;vergalhões&lt;/span&gt; para concreto) para uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;mini&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;siderúrgica&lt;/span&gt; localizada na cidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Marion&lt;/span&gt; em Ohio, Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levar uma proposta e entregá-la a quem fizesse a sua apresentação seria simples se não fosse eu o encarregado de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;fazê&lt;/span&gt;-lo. Passei uma semana mergulhado na planta &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;técnica&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;projeto&lt;/span&gt;, aprendendo o significado de cada traço daqueles desenhos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;complicadíssimos&lt;/span&gt; que representavam cadeiras de laminação, tesouras, leito de resfriamento, caixas de redutores, forno de aquecimento de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;tarugos&lt;/span&gt; e outras coisas. Tinha que chegar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Marion&lt;/span&gt; pelo menos com a aparência de um conhecedor do assunto. Confesso que foi a reunião mais tensa que tive mas, com o apoio de três engenheiros da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Schloemann&lt;/span&gt;, a empresa que estava fornecendo a tecnologia e a engenharia para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;projeto senti-me respaldado&lt;/span&gt;. Fiz apenas a apresentação geral a passei a bola para os meus parceiros que realmente entendiam do que estavam falando. Comecei a perceber a importância de se saber tudo sobre o que se apresenta. Um dos engenheiros tinha vindo da Alemanha e sabia tudo sobre laminadores de barras, sua especialidade. Cada parafuso, cada rolete, cada motor tinha explicação e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;justificativa&lt;/span&gt; e ele não estava falando para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;neófitos&lt;/span&gt;. O pessoal de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Marion&lt;/span&gt; lidava com laminadores a já bastante tempo. Devo confessar que durante a reunião, comecei a sentir um calor muito forte, coisa inexplicável porque estávamos já no Outono e, junto com o calor, a desconfortável sensação de que tinha suado e talvez estivesse com cheiro de corpo. Foi duro chegar ao fim da reunião, tudo graças a tensão nervosa devida a insegurança inicial que o desconhecimento do assunto me causou. Tudo isso porque, naquela época a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Schuler&lt;/span&gt; no Brasil não tinha ninguém que falasse inglês com fluência para fazer a apresentação a não ser o novo funcionário economista. Vocês devem estar curiosos para saber se vendemos ou não o laminador. Não, não vendemos porque a empresa em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Marion&lt;/span&gt; entrou em dificuldades financeiras o que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;impossibilitou&lt;/span&gt; a montagem de um financiamento que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;viabilizasse&lt;/span&gt; a venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da tensão da primeira viagem, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;julguei-me&lt;/span&gt; apto a sair pelo mundo apregoando a boa qualidade do Grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Bardella&lt;/span&gt; e então, montei uma viagem aos Estados Unidos para visitar as grandes empresas de engenharia americanas e tentar vender a ideia de nos utilizarem na fabricação dos equipamentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;incluidos&lt;/span&gt; nos seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;projetos&lt;/span&gt;. Saí de São Paulo com destino a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;New&lt;/span&gt; York onde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;visitaria&lt;/span&gt; duas das empresas listadas. Depois de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;New&lt;/span&gt; York fui a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Pittsburg&lt;/span&gt; onde havia uma outra empresa grande. De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Pittsburg&lt;/span&gt; voei para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Boise&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Idaho&lt;/span&gt; para outra visita. De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Boise&lt;/span&gt; fui a San Francisco para duas visitas e depois a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Houston&lt;/span&gt; para mais duas visitas. O mote principal era vender os serviços do Grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Bardella&lt;/span&gt;, acoplado a esquemas de financiamento existentes na área de exportação e que tornavam os produtos fabricados no Brasil muito competitivos. Em outras palavras, os americanos nos dariam os desenhos e a engenharia necessária e nós fabricávamos o produto  no Brasil, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;possibilitando&lt;/span&gt; o acesso a financiamentos com juros subsidiados. Essa viagem consumiu duas semanas e o efeito prático foi nenhum. Porque? Porque não tínhamos tradição, não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;dispúnhamos&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;curriculum&lt;/span&gt;, isto é, não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;havíamos&lt;/span&gt; ainda feito nenhum equipamento que houvesse sido vendido no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mercado externo é sofisticado e extremamente competitivo. Experiência é muito importante, tradição ajuda muito, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;confiabilidade&lt;/span&gt; não se vende, se adquire e infelizmente, naquela época, a imagem de exportador do Brasil estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;prejudicada&lt;/span&gt; por alguns empresários que, pensando em ganhos imediatos, faziam da esperteza a sua mercadoria principal. A imagem de exportador confiável consome anos de esforços mas pode ser destruída em minutos pelo não atendimento aos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;parâmetros&lt;/span&gt; estabelecidos pelo comprador e é ele quem vai pagar. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Ouvi&lt;/span&gt; muitas vezes empresários brasileiros dizerem que "o gringo tinha que comprar o que eles estavam fabricando e não o que eles queriam". Também o mercado interno brasileiro, pelo seu tamanho, muitas vezes leva o empresário a não ver a necessidade de adaptar a sua produção aos requisitos do comprador estrangeiro uma vez que aqui a venda tem muito menos complicadores do que uma venda para exportação. A grande vantagem de se ter uma imagem sólida como exportador é que as vendas externas muitas vezes compensam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;retrações&lt;/span&gt; de vendas internas, além de obrigar o empresário a prestar muita atenção ao famoso controle de qualidade, com resultados muito positivos para o produto. Vivo repetindo que o governo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;Collor&lt;/span&gt; teve um grande mérito ao abrir as importações brasileiras aos produtos estrangeiros, fazendo com que os empresários brasileiros investissem na melhoria da qualidade, na pesquisa de novos métodos e produtos e principalmente obrigando-os a produzir com custos compatíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Um verdadeiro choque cultural! Lembro que dois dias após a nossa chegada, fui ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Carrefour&lt;/span&gt; da Barra da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Tijuca&lt;/span&gt; para comprar alimentos para a família e enfrentar a informalidade carioca representada pelas camisetas e sandálias havaianas, passando pelos atropelos de carrinhos de compras e uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;inspeção&lt;/span&gt; detalhada daquilo que iria comprar, uma vez que havia o hábito de furar com o dedo os tampos dos potes de iogurte, beber o seu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;conteúdo&lt;/span&gt; e depois recolocá-lo cuidadosamente na prateleira para que alguém menos avisado o levasse. Passamos um mês na casa dos sogros no Recreio dos Bandeirantes até que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;container&lt;/span&gt; com a nossa bagagem chegasse ao Brasil. Durante esse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;período&lt;/span&gt; enfrentei as agruras da alfandega e sua respectiva papelada. Tendo morado cinco anos no exterior, tinha direito de trazer os meus pertences, desde que os mesmos não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;incluíssem&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;automóvel&lt;/span&gt; ou motor de popa. Entre as minhas coisas, haviam alguns itens sensíveis aos fiscais da alfandega como por exemplo tapetes persas, arma, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;vídeo&lt;/span&gt; cassete, barco inflável e itens repetidos. Quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;preparei&lt;/span&gt; a lista dos meus pertences, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;segui&lt;/span&gt; a orientação do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cônsul&lt;/span&gt; brasileiro em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;New&lt;/span&gt; York, um antigo colega do Colégio Andrews, que recomendou que listasse tudo que iria trazer. Assim, a minha lista incluía dois sofás, sendo um de três lugares e outro de dois, um conjunto que é vendido nos Estados Unidos. Incluía também duas bicicletas, uma para a minha filha e outra para o meu filho, além de itens menores como ferramentas e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;container&lt;/span&gt;, procurei cumprir as exigências burocráticas mas, não contava com as exigências não burocráticas, isto é, aquelas que o fiscal da alfandega estabeleceria. Então, ao custo de trezentos dólares, a minha lista de pertences foi reescrita pelo fiscal de maneira que mostrasse que todos os meus pertences só continham uma unidade. Os dois sofás passaram a ser um conjunto de sofás, as bicicletas converteram-se em uma bicicleta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;exercício&lt;/span&gt; e uma bicicleta comum mas, o que não contava é com a exigência do registro da arma de fogo que trazia. Como poderia eu registrar uma arma que ainda não tinha sido liberada e estava dentro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;container&lt;/span&gt;? Foi nesse momento que lembrei que meu pai, enquanto oficial da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ativa&lt;/span&gt;, tinha sido chefe do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;orgão&lt;/span&gt; que, no Ministério do Exercito, registra e fiscaliza armas de fogo. O velho general vestiu o seu terno e fomos juntos ver os responsáveis pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;orgão&lt;/span&gt; que ele chefiara anos atrás. Por sorte, lá estava ainda o contínuo que havia servido com o meu pai que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;promoveu&lt;/span&gt; um verdadeiro evento na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;seção&lt;/span&gt;. O chefe da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;seção&lt;/span&gt;, um coronel ouvindo as exclamações de surpresa veio verificar o que se passava e foi devidamente informado pelo contínuo de que lá estava um antigo chefe deles. Expliquei ao coronel o motivo da nossa visita e ele prontamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;providenciou&lt;/span&gt; o registro da arma baseado na nota fiscal da arma que tinha em meu poder.&lt;br /&gt;No dia seguinte apresentei-me na alfandega com o documento e o chefe da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;seção&lt;/span&gt; perguntou-me como havia conseguido o registro? Estava claro que ele tinha preparado uma situação que me obrigaria a aumentar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;pedágio&lt;/span&gt; já pago de trezentos dólares. Lembrei do ditado que diz que há pessoas que criam dificuldades para vender facilidades. Com os meus pertences liberados pude então constituir a minha casa. Meus pais tinham uma casa em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Petrópolis&lt;/span&gt; que não estava sendo utilizada e minha mãe estava até pensando em vendê-la pois os impostos e taxas não justificavam uma casa vazia. Fui morar em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Petrópolis&lt;/span&gt; muito levado pelo fato de ter morado em lugares pequenos e sossegados e o Rio de Janeiro, já naquela época estava um pouco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;desorganizado&lt;/span&gt; para o nosso gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos deliciosos nove meses em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Petrópolis&lt;/span&gt;, uma cidade que eu adoro e que como já disse antes, foi local de muitas lembranças deliciosas. E foi também uma época em que convivemos muito com a família toda. A casa não estava sendo usada mas, com a nossa chegada e com cerveja bem gelada e carne bem assada na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;churrasqueira&lt;/span&gt;, o fim de semana em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Petrópolis&lt;/span&gt; era um programa interessante e para nós, motivo de grande alegria. A fotografia que ilustra essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;postagem&lt;/span&gt; mostra meu cunhado, as filhas dele, os meus filhos, os filhos da minha irmã, todos a beira da piscina da casa. Durante esse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;período&lt;/span&gt;, procurei &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;encontrar&lt;/span&gt; um emprego que me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;possibilitasse&lt;/span&gt; estancar a sangria das minhas reservas e isso aconteceu em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Agosto&lt;/span&gt;. Fui contratado como gerente de exportação do Grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Bardella&lt;/span&gt;, composto por três empresas, Prensas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Schuler&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Bardella&lt;/span&gt; Industrias &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Mecânicas&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;BSI&lt;/span&gt; Industrias &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Mecânicas&lt;/span&gt;. As três empresas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;setor&lt;/span&gt; de bens de capital produziam prensas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;hidráulicas&lt;/span&gt;, pontes rolantes, guindastes portuários, equipamento de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;pátio&lt;/span&gt; de minério, laminadores, comportas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;condutos&lt;/span&gt; forçados e turbinas para usinas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;hidroelétricas&lt;/span&gt;. O grupo de empresas havia assinado um acordo de exportação com o governo pelo qual se comprometia a exportar cerca de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;quatrocentos&lt;/span&gt; milhões de dólares num &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;período&lt;/span&gt; de quatro anos em troca de benefícios fiscais na importação de máquinas e equipamentos. Era uma meta muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;difícil&lt;/span&gt; de ser atingida principalmente pelo fato da empresa não deter a tecnologia dos equipamentos a serem negociados e estar dependente de empresas estrangeiras para a utilização da tecnologia deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Bardella&lt;/span&gt; só tinha engenheiros em cargos de chefia e sendo economista, passei a ser o patinho feio no pedaço. Os engenheiros não aceitavam facilmente o fato de que eu estaria negociando equipamentos sendo economista mas, com o tempo, consegui com que eles aceitassem a minha existência e até o apoio &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;técnico&lt;/span&gt;. Confesso que nunca tinha visto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;instalações&lt;/span&gt; industriais como as que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;vi&lt;/span&gt; nas fábricas do Grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Bardella&lt;/span&gt;. Os equipamentos permitiam a construções de grandes equipamentos como por exemplo as duas pontes rolantes instaladas na sala dos rotores de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Itaipú&lt;/span&gt; que são capazes de levantar uma carga equivalente a mil toneladas, operando em conjunto. Lembro que na primeira visita a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Bardella&lt;/span&gt;, fiquei impressionado com o tamanho da base de um guindaste descarregador de carvão que estava sendo fabricado para o porto de Praia Mole no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Espírito&lt;/span&gt; Santo. Para mim, o cargo para o qual fui contratado representava um desafio em todos os sentidos. Primeiro porque não era engenheiro, segundo porque a meta a ser cumprida era muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;difícil&lt;/span&gt; de ser atingida e terceiro porque o problema da dependência tecnológica era muito limitativo. Mas eu adoro desafios! É quando a adrenalina cresce, a boca fica seca, a cabeça roda a mil e a pressão faz com que as soluções apareçam como pipocas ao fogo. E o mundo estava aberto para receber as nossas máquinas e eu ia mostrá-las. Tinha virado um caixeiro viajante que em lugar de vender a mercadoria que tinha, procurava atender ao que o cliente necessitava. Um trabalho sofisticado e gratificante. Mas essa nova atividade me obrigava a mudar-me de Petrópolis para São Paulo. Muito a contragosto deixei Petrópolis para uma casa em São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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O verão carioca e também o verão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;novaiorquino&lt;/span&gt; são muito pesados e me deixam com a sensação de cansaço permanente além do desconforto das roupas coladas ao corpo. Lembro de uma ocasião em que voltava para casa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;metrô&lt;/span&gt; e, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;na altura&lt;/span&gt; da estação da rua 14 houve uma pane &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;elétrica&lt;/span&gt; e o trem parou entre a estação da rua 14 e a da rua 23. Os vagões estavam superlotados e lá ficamos por 45 minutos. De paletó e gravata, sentia o suor descendo pelas minhas costas sem que ao menos pudesse mover o pé. O inverno nos permite defesas e é mais confortável porque, com bons agasalhos você se sente bem. É claro que para quem trabalha, o tira e põe de roupa é constante. Antes de você sair de casa para o escritório você veste o paletó, depois o cachecol, o sobretudo, as luvas e, se tiver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;nevado&lt;/span&gt; na noite anterior, um bom par de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;galochas&lt;/span&gt;. Mas, mesmo antes disso tudo, você já foi a garagem do seu carro, se ela não tiver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;calefação&lt;/span&gt;, ligar o dito para que vá esquentando enquanto você toma o seu café da manhã. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Old&lt;/span&gt; Greenwich um dos carros ficava fora da garagem e entrar nele sem  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;calefação&lt;/span&gt; era o mesmo que arranjar um jeito de sentar dentro do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;freezer&lt;/span&gt;".  A viagem até a estação do trem que me levava até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;New&lt;/span&gt; York era rápida e sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;congestionamento&lt;/span&gt;. Estacionava  carro no estacionamento da estação, atravessava a linha do trem e ia até a estação para comprar o jornal. Dentro da estação que não tinha mais do que um salão de sete metros de comprimento por seis de largura. No meio do salão havia uma mesa onde você podia escolher entre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;New&lt;/span&gt; York &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Times&lt;/span&gt; e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Wall&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Street&lt;/span&gt; Jornal. Não havia jornaleiro. Cada um pegava o seu jornal e deixava os setenta e cinco centavos em cima da mesa. Comecei a pensar então como era diferente aquilo lá. No Brasil, se você ligasse o seu carro e fosse tomar o café da manhã, quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;saísse&lt;/span&gt; ia ter que chamar um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;táxi&lt;/span&gt; porque alguém teria levado o seu carro. Se você pusesse uma pilha de jornais em cima de uma mesa na estação Central do Brasil, talvez nem a mesa resistisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem que nos levava a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;New&lt;/span&gt; York era muito confortável, com suspensão pneumática e a viagem consumia 55 minutos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o tempo necessário para ler o jornal. O destino era a estação "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Grand&lt;/span&gt; Central", bem no coração de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Manhattan&lt;/span&gt;, na rua 42. Dali tomava-se o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;metrô&lt;/span&gt; até a rua 59 e dois quarteirões depois estava no escritório. Começava então o meu primeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;striptease&lt;/span&gt;. Tirava as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;galochas&lt;/span&gt;, as luvas, o cachecol, o sobretudo, graças a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;calefação&lt;/span&gt; do escritório que geralmente estava regulada para manter a temperatura nos 22 graus centígrados. Se fosse sair para o almoço em algum restaurante, antes de sair, vestir-se era necessário. Ao chegar ao restaurante, despir-se era necessário. Ao terminar o almoço, vestir-se era necessário. Ao chegar ao escritório, despir-se era necessário e essa era a rotina de todas as vezes que você botava a cara na rua. Alguns dias o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;céu&lt;/span&gt; era de um azul lindo, sem nuvem alguma e a sensação que se tinha era de um dia ideal para praia. Nem pensar. Esses eram aqueles em que o frio era mais intenso e gelava as orelhas e queimava o interior do nariz com a respiração do ar gelado. Os mais friorentos ou os que tinham que se deslocar a pé pelas ruas da cidade usavam uma toca de lã que cobria a cabeça toda e só deixava de fora os olhos. Lembro de ter lido em uma revista de bordo de uma das companhias aéreas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;americanas&lt;/span&gt;, um artigo de alguém que se deu ao trabalho de calcular o tempo que se perde com o vestir e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;desvestir&lt;/span&gt; no inverno e chegou a fantástica conclusão que gastávamos 15% do nosso tempo diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neve é linda especialmente se você está dentro de casa olhando a sua queda mas, se você estiver na rua, sem chapéu e se você usar óculos, aí a coisa fica complicada. Primeiro porque ao sair da sua casa onde a temperatura é de 22 gruas e enfrentar a temperatura externa de zero grau, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;embaçamento&lt;/span&gt; das lentes é imediato. Depois, se você estiver andando um certo trecho, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;probabilidade&lt;/span&gt; de cair um floco de neve entre seu olho e alente é muito grande e, ainda por cima, se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;vocè&lt;/span&gt; estiver de luvas que você normalmente está, então processo de tirar o floco de neve é um exercício e tanto. A neve também é linda no campo, com aquela sensação de brancura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;rinso&lt;/span&gt; mas, se a neve cair na cidade grande aí o bicho pega. Sim porque depois de algum tempo, com o transito, a neve torna-se uma espécie de lama preta que se amontoa junto ao meio fio e você não tem alternativa de atravessar a rua sem enfiar o pé "naquilo". Se a neve não é tirada das calçadas, a possibilidade de se tornar gelo é grande porque, ao ser pisada algumas vezes, ela se compacta e graças a temperatura baixa torna-se um pedaço de gelo. Lembro-me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Londres&lt;/span&gt; no inverno de 1978 quando houve uma grande tempestade de neve. Como as tempestades de neve não são comuns naquela cidade, a prefeitura de Londres não tinha equipamentos para limpar a neve das ruas ou mesmo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;caminhões&lt;/span&gt; que espalhassem areia e sal. Ficou extremamente perigoso dirigir e mesmo andar a pé &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;pelas&lt;/span&gt; calçadas sem a possibilidade de tombos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;cinematográficos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura vocês devem estar imaginando que sou um masoquista que gosta de sofrer com todos esses desconfortos. É verdade! Eles existem mas existe também o lado bom. Você &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;economiza&lt;/span&gt; dinheiro não indo ao cinema e a restaurantes a não ser que você esteja festejando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;aniver&lt;/span&gt;sário de casamento ou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;aniver&lt;/span&gt;sário&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;&lt;/span&gt; dela. Se você receber amigos e na geladeira não tiver todas as cervejas e vinhos que você precisa, basta colocar as garrafas do lado de fora da casa e elas estarão geladas em no máximo quinze minutos. Para mim, isso é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;conveniência&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;extraordinária&lt;/span&gt;. É a época em que os queijos, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;fondues&lt;/span&gt;, os chocolates são extremamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;benvindos&lt;/span&gt;, além daquele vinho tinto que você vem deixando na prateleira e há muito tempo que dá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;adeuzinhos&lt;/span&gt; tentadores quando você passa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Les&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;soupes&lt;/span&gt; a l'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;oignon&lt;/span&gt;, os cremes de ervilha com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;bacon&lt;/span&gt; e todos aqueles pecados da gula se tornam extremamente úteis porque a gordura serve para combater o frio. Mas, o que é mais importante, você pode desfrutar de uma noite inteira de libações alcoólicas que ao sentir o frio no nariz, todas aquelas sensações de girar o mundo se desfazem. E que tal uma cama bem confortável, com um bom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;edredon&lt;/span&gt; fazendo você sentir o peso da preguiça? Você já pensou num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;edredon&lt;/span&gt; numa noite de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;fevereiro&lt;/span&gt; aqui no Rio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Na época &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;trabalhavam&lt;/span&gt; nesses escritórios oitenta e cinco pessoas e eu me incluo entre elas. A localização era muito boa porque a rua 57 abriga lojas famosas como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Abercrombie&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Fitch&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Burberrys&lt;/span&gt; e também o Carnegie Hall. Isso não significa que eu tenha ido a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;New&lt;/span&gt; York em uma expedição de turismo, antes pelo contrário, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;New&lt;/span&gt; York seria para mim, durante algum tempo, local de muitas e intensas preocupações. Ao chegar ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;escritório&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;pela&lt;/span&gt; primeira vez deparei-me com olhares curiosos e semblantes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;inquisitivos&lt;/span&gt;. O que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;significava&lt;/span&gt; a minha chegada? Grandes mudanças? No principio não imaginava que elas viriam como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;consequência&lt;/span&gt; da turbulência que uma empresa sem controles costuma abrigar. Para começar, todos os empregados a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;nível&lt;/span&gt; de gerência e aí se incluíam os vendedores de sapatos, razão de grande parte das minhas preocupações, tinham cartão de crédito da empresa. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Cobec&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;New&lt;/span&gt; York nunca havia levantado um balanço das suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;atividades&lt;/span&gt; e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Price&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Waterhouse&lt;/span&gt; havia sido contratada para essa tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Cherry&lt;/span&gt; Hill, no estado vizinho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;New&lt;/span&gt; Jersey, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Cobec&lt;/span&gt; possuía um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;armazém&lt;/span&gt; com dez mil metros quadrados de área abrigando um número desconhecido de produtos, todos armazenados até as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;baias&lt;/span&gt; de embarque. Lembro que na minha primeira ida ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;armazém&lt;/span&gt;, fiquei assustado com a informação do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;gerente&lt;/span&gt; de que, a maior parte dos produtos estavam estocados ali há mais de dois anos. Entendi então o que o presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Cobec&lt;/span&gt; Brasil havia me dito: o problema era muito grande. Passei a acompanhar o trabalho dos auditores com muita atenção e ao mesmo tempo comecei a analisar a fonte de recursos para as operações. Lembro quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;pedi&lt;/span&gt; a relação das contas a receber e sua idade ao contador,  vi a sua surpresa pois aquela era uma informação que ele não dispunha. Pediu-me um prazo de um mês para fazer o levantamento e dei-lhe duas semanas pois não podia admitir que no país berço da computação de dados, uma empresa ainda não tivesse esses dados processados &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;eletronicamente&lt;/span&gt;. Mas isso não seria o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;único&lt;/span&gt; dado não disponível. Quando o pessoal da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Price&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Waterhouse&lt;/span&gt; me comunicou que já tinha os dados preliminares para o primeiro balanço na história da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Cobec&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;New&lt;/span&gt; York, marquei uma reunião com eles para descobrir onde estava pisando e aí, pasmem vocês com os números que vou lhes dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos os trabalhos pela identificação e contagem de tudo que  se  encontrava no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;armazem&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Cherry&lt;/span&gt; Hill, onde estavam estocados:&lt;br /&gt;- 589 mil pares de sapatos sendo que 90% desse número era representado por calçados femininos.&lt;br /&gt;- 30 mil bolas de futebol não totalmente redondas.&lt;br /&gt;- 1.200 moveis de madeira&lt;br /&gt;- um número que não recordo de peças de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;automóvel&lt;/span&gt;, esporas para equitação e sapatos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;esportivos&lt;/span&gt; como botas de esqui.&lt;br /&gt;Só os sapatos representavam a preço de custo o valor de $9 milhões (nove &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;milhões&lt;/span&gt; de dólares) com o agravante de que, depois de dois anos de armazenagem estavam completamente fora dos requisitos da moda como por exemplo, altura dos saltos, cor, feitio e outros detalhes. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Imaginem&lt;/span&gt; vocês, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;dispôr&lt;/span&gt; de 30.000 bolas de futebol em um país que joga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;beisebol&lt;/span&gt;. Haviam também o que passei a chamar de sapatos anzóis, um sapato feminino que por negligência do produtor, tinha no interior do sapato um prego inclinado apontando para o bico do sapato. Claro que se alguém &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;enfiasse&lt;/span&gt; o pé, a sua retirada implicava no corte do sapato porque puxar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;o pé&lt;/span&gt; era como tentar fugir de um anzol de pesca. Havia também cerca de nove mil sandálias femininas, muito bonitas, cuja sola era feita de madeira compensada. Produzidas no Brasil e armazenadas em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;armazém&lt;/span&gt; com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;calefação&lt;/span&gt; por causa do frio, a madeira compensada ficou ressecada o que diminuiu a sua resistência e assim, a possibilidade de quebra era muito grande. Num país onde as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;ações&lt;/span&gt; legais são uma constante, não podíamos deixar que essas sandálias chegassem aos pés de nenhuma mulher. Tivemos que contratar dois empregados para quebrar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;manualmente&lt;/span&gt; todas as sandálias.&lt;br /&gt;Enfim, o balanço incluindo todas essas desgraças, mostrava uma empresa cujo capital era de cinco mil dólares apresentando um resultado de trinta e sete &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;milhões&lt;/span&gt; de dólares de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;prejuízo&lt;/span&gt;. Era uma empresa quebrada! Mas isso não era tudo. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Cobec&lt;/span&gt; tinha linhas de crédito junto ao Banco do Brasil e ao Banco do Estado de São Paulo nos valores de $50 milhões e de $20 milhões respectivamente. Vocês vão perguntar: como é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;possivel&lt;/span&gt; chegar a esse montante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Cobec&lt;/span&gt; foi o resultado de uma lei que criou as empresas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;trading&lt;/span&gt;, oferecendo incentivos fiscais para aqueles que aplicassem fundos no capital de uma dessas empresas. O Banco do Brasil, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Banespa&lt;/span&gt; e outros bancos e instituições &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;constituíram&lt;/span&gt; então a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Cobec&lt;/span&gt;, assim como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Petrobrás&lt;/span&gt; viria um pouco mais tarde a constituir a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Interbrás&lt;/span&gt;. Sempre disse que dinheiro para o servidor publico não tem custo e sua disponibilidade não é problema pois, como se diz na brincadeira, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;viuva&lt;/span&gt; é rica. Para vocês terem uma ideia do que estou falando, em 1981 a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Cobec&lt;/span&gt; vendeu uma grande  &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;quantidade&lt;/span&gt; de soja para a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Rússia&lt;/span&gt; e, por causa da sistemática do mercado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;commodities&lt;/span&gt; onde o comprador escolhe a data de fixação do preço do produto, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;diretoria&lt;/span&gt; no Brasil decidiu que devia fazer o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;hedge&lt;/span&gt;" da operação. O "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;hedge&lt;/span&gt;" é uma espécie de seguro contra as flutuações de preços da mercadoria negociada. Se você vendeu mercadoria física e não tem certeza sobre os preços na época da liquidação da operação, você compra contratos de soja no mercado futuro (Bolsa de Chicago) para que, qualquer que seja o preço na liquidação, você equilibre as perdas de um com os ganhos do outro. Mas esse mercado tem regras que exigem que todas as vezes que os preços atinjam nível inferior àquele ajustado nos contratos futuros, você tem que repor as margens de segurança requeridas na operação. Pois bem, na época que o Brasil vendeu a soja para os Russos, o mercado estava numa fase declinante que havia começado em Dezembro de 1980 e que se estenderia por uns três ou quatro anos mais. Nós na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Cobec&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;New&lt;/span&gt; York falamos sobre isso e aconselhamos não fazer o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;hedge&lt;/span&gt;" mas, o pessoal no Brasil sabia mais do que todos no mercado. O "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;hedge&lt;/span&gt;" foi feito e isso fez com que a linha de crédito do Banco do Brasil que era de $50 milhões fosse aumentada para $70 milhões, para fazer frente aos pagamentos de margens requeridas pela baixa dos preços. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Pasmem&lt;/span&gt; mais uma vez vocês pois, durante esse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;período&lt;/span&gt;, o gerente do Banco do Brasil em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;New&lt;/span&gt; York me telefonou, pedindo que lhe enviasse uma carta, avisando que a linha de crédito da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Cobec&lt;/span&gt; tinha agora &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;novos&lt;/span&gt; limites. Ponderei que isso não podia ser feito porque não é o cliente que estabelece o seu próprio limite de crédito mas a instituição financeira e esse novo limite havia sido aumentado com um simples telefonema para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;diretor&lt;/span&gt; de cambio do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Banco&lt;/span&gt; do Brasil, sem mais delongas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio desse caos, resolvi que liquidaria todos esses problemas e transformaria a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;Cobec&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;New&lt;/span&gt; York em uma empresa normal. Para isso era preciso começar a alterar profundamente os costumes. Cortei todos os cartões de crédito corporativos que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;possibilitavam&lt;/span&gt; coisas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;extraordinárias&lt;/span&gt; como por exemplo a compra de passagens de avião para qualquer destino. Um dos vendedores que tinha uma casa em Los Angeles, portanto a sete horas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;vôo&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;New&lt;/span&gt; York, um belo dia resolveu voltar para casa voando para o leste, ou seja, saindo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;New&lt;/span&gt; York, passando em Roma, depois em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;Bali&lt;/span&gt;, depois em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;Toquio&lt;/span&gt; e depois Los Angeles. Havia um funcionário que passava os dias sentado no corredor da empresa. Era o motorista de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;caminhonete&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;Cobec&lt;/span&gt;, adquirida para levar os sapatos retornados pelos clientes para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;armazem&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;New&lt;/span&gt; Jersey. Demitimos o motorista, vendemos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;caminhonete&lt;/span&gt; e passamos a mandar os sapatos pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_94"&gt;UPS&lt;/span&gt;, um sistema impecável de remessa de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_95"&gt;mercadorias&lt;/span&gt;. De um dia para o outro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_96"&gt;demiti&lt;/span&gt; 45 funcionários para evitar o efeito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_97"&gt;fofoca&lt;/span&gt; quando a empresa pára com as especulações de quem vai ser atingido pelo "facão". Cancelei o contrato que havia com uma empresa de sistemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_98"&gt;computadorizados&lt;/span&gt; que já havia levado alguns milhões de dólares de honorários e comprei um computador compatível com os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_99"&gt;programas&lt;/span&gt; de controles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_100"&gt;administrativos&lt;/span&gt; e financeiros e claro, cancelei todos os programas de venda de sapatos. Realizamos três vendas de mercadorias no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_101"&gt;armazém&lt;/span&gt; chamadas de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_102"&gt;warehouse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_103"&gt;sale&lt;/span&gt;" e ao esvaziar o espaço, passamos a oferecer os serviços a terceiros tendo sido a Vale do Rio Doce a nossa primeira cliente. Conseguimos vender as trinta mil bolas de futebol para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_104"&gt;mexicanos&lt;/span&gt; sem direito a retorno. Depois de três anos vazias, as bolas não retinham o ar por mais de cinco dias e  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_105"&gt;eram&lt;/span&gt; uma mistura de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_106"&gt;bo&lt;/span&gt;la de futebol com bola de futebol americano pois estavam mais para ovais do que para redondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o ponto alto do descontrole eram os processos judiciais. Quando cheguei em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_107"&gt;New&lt;/span&gt; York, haviam treze escritórios de advocacia trabalhando para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_108"&gt;Cobec&lt;/span&gt;, cuidando de casos desde reclamações trabalhistas até calúnia, conspiração para prejudicar terceiros, qualidade de produtos questionáveis e acidentes de trabalho e discriminação social. Num dos casos, uma empresa da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_109"&gt;Califórnia&lt;/span&gt; acusava a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_110"&gt;Cobec&lt;/span&gt; de ter prejudicado a empresa ao dar uma  informação de crédito ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_111"&gt;Bank&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_112"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_113"&gt;America&lt;/span&gt; sobre ela,  que levou o banco a não conceder uma linha de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_114"&gt;crédito&lt;/span&gt; de três milhões de dólares. Os advogados da empresas montaram uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_115"&gt;ação&lt;/span&gt; que somando todas as acusações davam uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_116"&gt;indenização&lt;/span&gt; de $16 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_117"&gt;milhões&lt;/span&gt;. Um dos escritórios de advocacia se deu ao luxo de apresentar uma conta de $510 mil dólares relativa a cópias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_118"&gt;xerox&lt;/span&gt;. Perguntei a um dos sócios do escritório se eles haviam copiado todo o acervo da Biblioteca Publica de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_119"&gt;New&lt;/span&gt; York pois, com o preço de dez centavos de dólar por cópia, o material copiado chegava a cinco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_120"&gt;milhões&lt;/span&gt; e cem mil. Como no passado os pagamentos vinham sem mais cuidados, as empresas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_121"&gt;adotavam&lt;/span&gt; o sistema do "colou", aquela história do sujeito que vai a um restaurante, almoça e pede a conta e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_122"&gt;garçon&lt;/span&gt; lhe apresenta então uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_123"&gt;importância&lt;/span&gt; alta. O cliente então examina a conta e vê;&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_124"&gt;Filé&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_125"&gt;mignon&lt;/span&gt; com fritas  $50,00&lt;br /&gt;- Abacaxi     $15,00&lt;br /&gt;- Vinho    $80,00&lt;br /&gt;- Café   $2,00&lt;br /&gt;- Colou   $30,00&lt;br /&gt;O cliente chama o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_126"&gt;garçon&lt;/span&gt; e pergunta o que significa o colou e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_127"&gt;garçon&lt;/span&gt; pega a conta, risca o colou e diz: "não colou".&lt;br /&gt;-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Quando o presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Cobe&lt;/span&gt;c Brasil me contratou foi logo me avisando que o problema que eu ia encontrar era grande mas, eu não podia imaginar que era tão grande. Conto mais adiante pois primeiro vou resolver o problema de moradia. Como já &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;conhecia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;New&lt;/span&gt; York, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;decidi&lt;/span&gt; que não iria morar na cidade porque lá é lugar  para gente sem filhos ou então, para gente com filhos e muito dinheiro. Tratei de explorar as cidades vizinhas, menores e com mais tranquilidade para se viver. Lendo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;seção&lt;/span&gt; de imóveis do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;New&lt;/span&gt; York &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Times&lt;/span&gt; vi o nome de Greenwich no estado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Connecticut&lt;/span&gt; e achei interessante que nos Estados Unidos eles também tivessem uma cidade chamada Greenwich e fiquei curioso em conhecer, mesmo porque alguém do escritório me disse que era um lugar muito bom. Combinei com uma corretora do local e num sábado, tomei o trem e desembarquei na cidade.  Um lugar muito interessante, com muito verde nas árvores e também no dinheiro. O centro de Greenwich é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;praticamente&lt;/span&gt; uma rua mas, que rua! Lojas famosas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;boutiques&lt;/span&gt; sofisticadas, carros elegantíssimos, pessoas muito bem vestidas e um ar de alegria  por toda a parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corretora  mostrou-me várias casas mas eu gostei muito de uma em particular, térrea, no meio de um bom terreno, cercado de árvores e um bom gramado onde as minhas crianças poderiam se divertir muito. Ficava em um lugar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;chamado&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Old&lt;/span&gt; Greenwich, parte da cidade de Greenwich. Como parte das amenidades oferecidas, havia uma praia e um parque privativo dos moradores que durante os dois anos e meio em que lá &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;vivi&lt;/span&gt; foi muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;usado&lt;/span&gt; e abusado. A entrada era como a de um clube; precisava ter a carteira de morador que era emitida pela prefeitura. A casa em si era de tamanho médio, com três quartos, uma sala &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;living&lt;/span&gt; e uma sala de jantar, uma cozinha quase pequena e um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;finished&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;basement&lt;/span&gt;" (algo como um porão habitável), com outra sala grande, um lavabo, um quarto para crianças e uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;lavanderia&lt;/span&gt; com máquina de lavar e secar. Adorei a vizinhança como vocês podem ver na fotografia tirada durante o inverno rigoroso de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Connecticut&lt;/span&gt;. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;família&lt;/span&gt; chegou no principio de Setembro e tratamos de nos entrosar no nosso novo ambiente, com a ajuda dos nossos novos vizinhos que foram extremamente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;gentis&lt;/span&gt;. No dia seguinte a nossa mudança, vieram se apresentar e desejar as boas vindas e um deles trouxe o famoso "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;welcome&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;cake&lt;/span&gt;" (bolo de boas vindas). Fomos acolhidos e absorvidos e isso nos  ajudou muito em descobrir que viveríamos ali muito felizes. Na frente da nossa casa e portanto na outra esquina, nossa casa era de esquina, vivia um casal com uma filha da mesma idade da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Paola&lt;/span&gt; e que viria a se tornar quase uma irmã. Linda, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Rob&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Lauren&lt;/span&gt; eram os nossos vizinhos de esquina. Do lado direito moravam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Linskeys&lt;/span&gt; e do lado esquerdo tínhamos um médico aposentado chamado Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Poutas&lt;/span&gt;, pronunciando-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Putas&lt;/span&gt;. Lembro que no dia em que o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;conheci&lt;/span&gt;, estava cortando a grama quando ele atravessou o gramado e disse que era nosso vizinho e que queria conhecer também a minha mulher. Depois que ele disse como se chamava, tentei entrar em casa na frente dele para prevenir a minha mulher do nome do médico e para pedir que não risse mas não adiantou porque ele já estava logo atrás de mim. Felizmente a Carla foi muito inteligente e não demonstrou nenhuma surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero gastar umas linhas com o Dr &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Poutas&lt;/span&gt;. Ele era uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;espécie&lt;/span&gt; de pai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;adotivo&lt;/span&gt; que se preocupava com tudo o que nos cercava. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Old&lt;/span&gt; Greenwich não havia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;onibus&lt;/span&gt; e eu morava a uns dois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;quilómetros&lt;/span&gt; da estação de trem que me levava a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;New&lt;/span&gt; York durante a semana. Para chegar lá era preciso ter carro e no principio Carla me levava e me pegava na volta mas, tirar o Pedro e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Paola&lt;/span&gt; da cama, bem cedo e com o frio do outono passou a ser um sacrifício para eles. Decidi então comprar um segundo carro, que fosse barato e me levasse e me trouxesse da estação mas, esse carro barato, $920,00, logo deixou-me na mão e então comprei um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Passat&lt;/span&gt; quase novo. Pois o Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Poutas&lt;/span&gt; veio  perguntar porque eu havia comprado um carro pequeno, que não oferecia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;proteção&lt;/span&gt; para a minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;família&lt;/span&gt;. Expliquei então que usaria o outro carro para me deslocar com eles e portanto, sendo um carro grande, estaria protegendo a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;família&lt;/span&gt;. Deu-se por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;satisfeito&lt;/span&gt;. Doutra feita, na ausência da minha mulher e filhos que tinham vindo ao Brasil para visitar a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;família&lt;/span&gt;, Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Poutas&lt;/span&gt; prestava atenção no meu horário de acordar porque via quando eu acendia a luz no meu quarto. Vivia só na casa onde faleceu sua esposa e o quarto em que o&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;correu&lt;/span&gt; o falecimento era mantido intacto, como ela o deixou. De certa feita, convidei-o para jantar e levei-o a um bom restaurante &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;próximo&lt;/span&gt; a nossa casa. Sentamos em uma mesa de canto e ele me disse que tinha sentado &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;ali&lt;/span&gt;, na ultima vez em que jantara com sua esposa naquele restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia em Greenwich uma organização chamada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;New&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Comers&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Club&lt;/span&gt; ou o clube dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;recem&lt;/span&gt; chegados que promovia o entrosamento dos novos com os moradores veteranos. Um certo dia recebi um telefonema de um dos membros nos convidando para o que chamou de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Clam&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Bake&lt;/span&gt; (uma espécie de churrasco de frutos do mar). Ele sabia que eu tinha um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;station&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;wagon&lt;/span&gt; e me propôs que eu ajudasse transportando pedras da beira do mar para o local do churrasco e perguntou se a minha mulher poderia levar bolinhos de minuto. Fiquei sabendo que seriam cem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;bolinhos&lt;/span&gt;. Todos os participantes tinham tarefas bem definidas. A festa foi no parque da praia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Old&lt;/span&gt; Greenwich. Foram cavados grandes buracos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;retangulares&lt;/span&gt; onde coloquei as pedras que havia trazido e sobre elas o carvão. Após formar o braseiro, as brasas eram cobertas com uma espécie de folha de bananeira e sobre elas então eram colocados os mariscos e as lagostas para serem assados. Milho cozido, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;maionese&lt;/span&gt;, pão e bolinhos de minuto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;completavam&lt;/span&gt; o cardápio, além de naturalmente cerveja, sucos e refrigerantes. Foi muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;simpático&lt;/span&gt; e uma grande forma de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;congraçamento&lt;/span&gt;. No dia seguinte, voltamos para levar de volta as pedras para o mar e deixar o terreno como havíamos recebido, sem os buracos e sem sujeira. Isso valeu para nos mostrar o respeito que os moradores tinham pelos demais pois deixar o lugar como &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;havíamos&lt;/span&gt; encontrado significava lembrar que outros que não estavam na festa gostariam de encontrar o lugar sem cascas de lagostas e restos de pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no outono que aprendi a dura lição de varrer as folhas antes que a neve chegasse. Tinha árvores grandes em volta da casa e a quantidade de folhas era enorme. Como morador novo da região, não sabia que haviam datas estabelecidas para que um caminhão aspirador passasse pela redondeza sugando as folhas que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;deveríamos&lt;/span&gt; varrer para a beirada do terreno. Não havia calçadas no lugar. Com isso, fiquei com uma quantidade imensa de folhas que no final, por preguiça, deixei empilhadas no fundo do terreno. Quando a neve chegou, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;formou&lt;/span&gt; um monte decorativo no terreno o que me deixou feliz porque assim, a evidência da minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;preguiça&lt;/span&gt; estava escondida. Mas, a minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;brasilidade&lt;/span&gt; ficou evidente quando, ao se derreter, a neve deixou uma cicatriz amarela onde estavam as folhas em patriótico contraste com o verde do gramado. Quando  verão chegou, antes de aceitar qualquer convite, tinha antes que cortar pacientemente  grama, tarefa que me consumia pelo menos duas horas do sábado. Um fim de semana decidi que não cortaria a grama. A natureza então castigou a minha preguiça, fazendo a grama crescer a um ponto em que o cortador tivesse que ser ajustado para deixar a grama mais alta e depois, numa segunda operação, cortar de novo na altura correta. Quase quatro horas de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;exercício&lt;/span&gt;. Cortar só não era todo o problema. Depois de cortar, tinha que varrer os pedaços de grama cortada porque, se deixada no gramado, secaria e deixaria um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;aspecto&lt;/span&gt; de sujeira. Consegui a duras penas ter um gramado que me rendeu elogios da vizinhança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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Quando comprei o carro precisei me informar como faria o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;emplacamento&lt;/span&gt;. Na Inglaterra o carro já sai da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;concessionária&lt;/span&gt; com a placa que o acompanhará pela sua vida &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;útil&lt;/span&gt;. A licença de transito é colocada no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;parabrisa&lt;/span&gt; e o pagamento é feito pelo correio que em retorno enviará a licença para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;parabrisa&lt;/span&gt;. Enquanto você envia o pagamento e aguarda receber a licença, você coloca no lugar da futura licença, um pedaço de papel &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;onde&lt;/span&gt; se escreve: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;tax&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;applied&lt;/span&gt; for" ou seja, licença aguardada e pronto. Você pode até viajar pelo país todo. Já imaginaram se esse sistema também fosse aplicado aqui? Carteira de motorista não precisa ser portada pois em caso de acidente ou qualquer problema de transito você terá sete dias para comparecer ao tribunal munido dos respectivos documentos. Pela primeira vez me senti respeitado mesmo não sendo cidadão inglês. Aliás, essa experiência eu teria anos mais tarde também nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema inglês de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;saúde&lt;/span&gt; é outro detalhe de respeito ao cidadão. Meu filho Pedro nasceu em Londres e o parto foi inteiramente gratuito e nós não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;éramos&lt;/span&gt; ingleses. Você não precisa se preocupar em correr ao cartório de registro civil porque o próprio hospital se encarrega de emitir a certidão de nascimento. De novo, já pensou isso aqui no Brasil? Se os hospitais trocam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;bebês&lt;/span&gt;, trocariam com mais facilidade os pais. O interessante é que quando chegamos ao hospital fomos conduzidos para a sala de partos que, para minha surpresa não era um centro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cirúrgico&lt;/span&gt; e sim uma sala com porta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;vai&lt;/span&gt; e vem, estilo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;saloon&lt;/span&gt; dos filmes de cowboy. Lá a minha mulher foi acomodada na mesa ginecológica e ficamos aguardando o médico que tardava em chegar. Enquanto isso a enfermeira para me animar me dizia que o bebê estava já nascendo pois já podia ver que era cabeludo. E eu perguntava onde estava o médico que finalmente chegou aparentando calma. Tirou o paletó, vestiu um avental e deu-me outro e então &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;providenciou&lt;/span&gt; a vinda do Pedro. Após o nascimento o médico passou o bebê para a enfermeira que perguntou o que devia fazer e o médico respondeu:" dê ao pai porque assim ele tem o que fazer" e lá &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;recebi&lt;/span&gt; o meu filho todo besuntado do nascimento. Quando as visitas foram autorizadas é que descobri que não havia berçário. Havia uma sala onde ficavam os berços e a qualquer  hora que queríamos mostrá-lo às visitas, era só ir buscar o berço que rolava em cima de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;rodinhas&lt;/span&gt;. Não questionem a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;aparente&lt;/span&gt; falta de cuidados &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;higiênicos&lt;/span&gt; porque acho que todo o hospital era esterilizado. O Pedro é hoje um adulto extremamente saudável e forte como um touro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus sogros foram nos visitar  e minha mulher pediu a uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;diarista&lt;/span&gt; que a ajudava, que fizesse um bacalhau ensopado. A gaja era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;portuguesa&lt;/span&gt; e portanto sabia como preparar o dito mas, a cozinha era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;moderninha&lt;/span&gt; e o fogão era de bancada. As construções inglesas assim como as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;americanas&lt;/span&gt;, têm a sua estrutura baseada em madeira e com o longo tempo de cozimento do bacalhau, a estrutura por detrás da parede do fogão ficou em brasa e a fumaça começou a sair pelas frestas.  Os bombeiros foram chamados e em poucos minutos a nossa rua foi tomada por diversos tipos de viaturas de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;incêndio&lt;/span&gt;. Fui chamado pelo telefone e o tempo de viagem entre o escritório e a minha casa foi o tempo que os bombeiros levaram para apagar o inicio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;incêndio mas&lt;/span&gt;   desligaram a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;eletricidade&lt;/span&gt; do apartamento para combater o braseiro. Outra empresa devia ser chamada para fazer a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;religação&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;eletricidade&lt;/span&gt; e os próprios bombeiros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;providenciaram&lt;/span&gt; o chamado. Quando cheguei em casa, encontrei um senhor sentado no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;hall&lt;/span&gt; de entrada com uma caixa de ferramentas ao seu lado. Minha mulher ainda muito nervosa veio me pedir que eu falasse com o senhor que ele precisava fazer a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;religação&lt;/span&gt; para que ela pudesse terminar o jantar. Foi então que descobri &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;o respeito&lt;/span&gt; ao cidadão. O senhor muito educadamente me disse que foi avisado pelos bombeiros que a minha mulher estava grávida e que ele devia se portar com muita tranquilidade para não deixá-la mais nervosa. Fiquei absolutamente surpreso com tamanha delicadeza. Aliás, até da policia ela teve tratamento parecido. Ao estacionar o carro em frente ao edifício ela estava parando em local proibido. Pois bem, em lugar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;da&lt;/span&gt; multa ela recebeu um recado do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;porteiro&lt;/span&gt; do edifício para que, quando pudesse, retirasse o carro do local pois, caso contrário seria obrigado a multá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aproveitar um feriado longo de fim de semana, decidimos ir a uma pequena cidade no oeste da Inglaterra chamada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Bovey&lt;/span&gt; Tracy. Era uma vila, uma rua principal, algumas casas e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;pub&lt;/span&gt;, sim porque toda vila ou cidade inglesa que se preza tem que ter um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;pub&lt;/span&gt;. O hotel era uma grande casa com cinco quartos e um magnífico gramado mas tinha algumas limitações. Não serviam almoço, só o jantar e assim mesmo bastante frugal. O dono do hotel que era ajudado pela mulher e filha e era um coronel da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;RAF&lt;/span&gt; nos sugeriu que fossemos ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;pub&lt;/span&gt; que tinha alguns pratos que podiam servir. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;pub&lt;/span&gt; era uma construção muito antiga com um pé direito tão baixo que em certos locais tinha que abaixar a cabeça. E foi aí que paguei mais um dos meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;micos&lt;/span&gt;. Havia uma senhora e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;um rapaz&lt;/span&gt; que aparentava ser filho dela. Na segunda vez que retornamos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Bovey&lt;/span&gt; Tracy notei que a senhora não estava. Perguntei então ao rapaz o que tinha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;acontecido&lt;/span&gt; com a mãe dele e a resposta foi o mico. Disse-me tristemente que a senhora não era mãe dele mas sim sua mulher e que ela tinha decidido largá-lo para viver com um funcionário da ferrovia. Mas, voltando a primeira visita, na chegada a vila, não sabia onde se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;localizava&lt;/span&gt; o hotel. Parei o carro na estreita rua principal que apresentava movimento nulo e entrei numa livraria para perguntar sobre o hotel. Acho que o livreiro ficou aborrecido por usá-lo como informante e demorou uma eternidade  consultando livros como se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Bovey&lt;/span&gt; Tracy fosse uma grande metrópole. Nesse meio tempo um guarda entrou na livraria e perguntou se o carro estacionado era meu e polidamente pediu-me que o retirasse porque estava bloqueando o transito. Ao sair da livraria deparei-me com uma fila de quatro carros esperando a minha saída. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Ninguém&lt;/span&gt; buzinou e não ouvi impropérios mas, quase precisei de uma escada para chegar ao assento do meu carro de tão envergonhado que fiquei. Foi o policial que informou onde estava o hotel que ficava a duas quadras de onde eu estava. Mais uma demonstração da famosa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;fleugma&lt;/span&gt; inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um ano e meio em Londres, um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;período&lt;/span&gt; em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;experimentei&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;curtição&lt;/span&gt; das tradições britânicas, das surpresas dos costumes, dos bons restaurantes, do grande chance de me dedicar à doce pesquisa dos melhores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;whiskies&lt;/span&gt; que não eram caros, da descoberta das boas cervejas especialmente as encorpadas e escuras belgas, da descoberta de vinhos que combinavam muito bem com os queijos de procedência holandesa, francesa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;suiça&lt;/span&gt;, portuguesa e italiana. Naquela época o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Collor&lt;/span&gt; ainda não havia aberto o Brasil para os importados e queijos estrangeiros não só eram &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;difíceis&lt;/span&gt; de serem achados como também caros e sem muita variedade. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Curti&lt;/span&gt; o adorável interior inglês, com suas fazendas e seus muros de pedras, os castelos, as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;ruínas&lt;/span&gt; romanas a terra de Shakespeare chamada Stratford &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;upon&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Avon&lt;/span&gt;, as casas de trezentos anos, os rios e suas barcaças enfeitadas e suas casas flutuantes, enfim o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;estilo&lt;/span&gt; europeu de vida. Tornei-me sócio de um clube chamado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Les&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Ambassadeurs&lt;/span&gt;, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;cassino&lt;/span&gt; e restaurante no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Hyde&lt;/span&gt; Park &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Corner&lt;/span&gt;, antiga residência de um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Rotschild&lt;/span&gt; que tinha um serviço impecável e um ambiente majestático mas, o que mais me impressionou na Inglaterra foi o verde da natureza. É único! Contam uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;histórinha&lt;/span&gt; que diz que um estrangeiro perguntou a um jardineiro se a grama era plantada com sementes e ao receber resposta afirmativa, disse então que ele poderia ter gramados iguais em seu país. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;jardineiro&lt;/span&gt; então respondeu: pode plantar a semente mas vai levar seiscentos anos regando para ter um igual. Acho que o verde tem a ver com a quantidade de chuva na Inglaterra. O porteiro do meu prédio que era um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;aficionado&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Gin&lt;/span&gt;, ao me ver saindo para o escritório em dias tradicionalmente chuvosos me dizia: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Good&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;morning&lt;/span&gt; Sir, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;very&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;nice&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;day&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;today&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;isn&lt;/span&gt;'t &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;it&lt;/span&gt; Sir?" (Bom dia senhor, um belo dia hoje não é?). Descobri então que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;Gin&lt;/span&gt; opera milagres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--
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